Capitulo 5

Será o aliado, um inimigo? 
Alguém descobriu que eu era hater do Pierre e publicou no jornal. Eu não sei quem era e o porquê de publicar isso, só sei que eu estava ferrada. O agente Cássio me olhava com uma raiva imensa. Tenho certeza de que ele pensa que fui eu que mandou publicar isso...
- Eu não sei quem foi, mas não fui eu! Eu juro! – eu afirmei a ele. Cara, por que eu só me meto nessas frias?
- Estão até a pensar que a suspeita de tentar matar o Paulo Henrique, é você! – ele me falou em um tom grave e bastante frio. Espera! Eu sou suspeita? Que idiotice! Se eu quisesse matar ele quebrava o pescoço dele e não colocaria veneno. 
- Mas não sou eu! – eu respondi me levantando da cadeira. Como ele pensa que eu poderia tentar matar o Pierre... Assim? Seria na luta mano a mano, mas nunca nada baixo como envenenamento.
- Você realmente não tem noção do que esta acontecendo, não é? Encontraram metanol nas garrafas. Isso no sangue pode matar. – ele me disse de forma bastante nervosa. Veneno. Eu sabia que era veneno. Então realmente alguém queria o Pierre morto. Mas mesmo assim, assim? Que bizarro.
- Tome cuidado! A imagem e a vida do Paulo Henrique, mais que nunca, está em suas mãos! Pode se retirar! – ele me disse se levantando da cadeira. Eu sai da sala e comecei a pensar, qual será a merda que o Pierre fez pra tentar matarem ele? E aquilo dele com a mulher do Caio ainda estava me incomodando.
Quando estou no corredor vejo o Caio sair de lá, triste, abatido. Será que ele desconfia de algo como eu? Então fui atrás dele... Ele se sentou na sala de relaxamento e colocou a mão na cabeça, como se estivesse preocupado. Eu peguei um copo de café pra mim e pra ele. Quando me sentei e ia perguntar o que aconteceu, ele começa a falar.
- É como se eu estivesse apaixonado por uma pessoa por muito tempo. A pessoa não se importa comigo, mas mesmo assim eu insisto e persisto. Imaginando que essa pessoa algum dia viria até mim. – ele falou com o rosto triste, cabisbaixo e com os olhos cheios de água. Será que ele desconfia da mesma coisa que eu? Então ele recebeu uma ligação e ficou pálido e do nada saiu correndo, como se tivesse recebido uma noticia horrível. Então fui atrás dele, pois ele tinha esquecido o casaco. Na garagem da sede, ele estava tão atordoado que quase atropelou o manobrista, então eu fui à frente do carro pra devolver o casaco, então ele abriu a janela do carro e seus olhos estão cheios de lagrimas.
- Meu filho sofreu um acidente! – ele disse com a voz tremula. Nessa hora eu entendi todo o desespero que ele estava. Então me ofereci para dirigir, já que naquelas condições ele não poderia ir muito longe. Então fomos ao hospital, quando chegamos, a diretora da escola do Gabriel disse que ele brincando acabou caindo e só bateu a cabeça. Nossa! Tanto o Caio quanto eu respiramos aliviados. Então ele foi ao quarto onde estava o Gabriel, seu filho.

- Papai! Tomei uma injeção, mas eu não chorei! – o Gabriel falou todo orgulho, apesar de que podia se ver de longe seu rosto vermelho de lagrimas.
- Serio? Você é um ótimo menino! – Caio disse com um sorriso e abraçou o filho ali... Ao olhar eles juntos, acabei lembrando do meu pai, que sempre estava comido em horas assim. O Caio realmente é um cara legal. Então o Gabriel começou a contar aos meninos do hospital como o Caio era um ótimo jogador. Eu de verdade achei muito fofo. Até que apareceu a Gabriela e o Pierre. Juntos! Eles apareceram e as crianças que estavam perto do Caio foram correndo pedir autógrafos pra o imbecil do Pierre, notei que o Gabriel ficou triste com isso. Ele se abraçou fortemente com o pai, escondendo o rosto. Eu imagino que até a criança desconfia desses dois. Então voltei com o Pierre, ele com a maior cara de sínico do mundo, fingindo não ter feito nada.
- Por que diabos vocês chegaram juntos? Vocês estavam juntos? – perguntei já irritada com ele.
- Pera ai! Você ta me interrogando ou coisa parecida? E serio... A gente não pode tirar o olho de você por 10 minutos que você já faz merda né? – ele falou todo irritado comigo entrando no apartamento. Espera, ele faz a bagunça e agora quem leva a culpa sou eu? Porem, logo percebi que ele estava a falar do bendito jornal. 
- Eu não contei nada a ninguém! Não sei como souberam que eu era hater sua! – disse com honestidade.
 - Tem detalhes demais pra não ser você. Você ou seu pai. E joga essa porcaria fora! – ele me disse com um tom todo arrogante jogando o jornal em uma caixa cheia de papeis e fotos. Idiota! Eu sou tua empregada por acaso, palhaço? Mas resolvi fazer pra não ter mais confusões, porem quando ia levar ao lixo, vi na mesa dois copos e um estava sujo de batom. Do mesmo batom que a Gabriela estava usando. Então era isso. Ele disse que eu não deveria vir, porque ele estava com ela aqui. Não é minha imaginação, eles realmente estão tendo um caso!
Olhar aquele copo com mancha de batom me fez ficar com um ódio, um ódio tão grande que fazia meu sangue ferver. Era a mulher do melhor amigo dele, ele não podia simplesmente pegar outra mulher? Tem tantas correndo atrás dele. Era um desgraçado mesmo. 
- Cê ainda ta ai é? – ele me perguntou como se não soubesse de nada... Desgraçado. Eu estava com tanto ódio que minha vontade era quebrar o crânio dele em 7 pedaços. Cheguei perto dele e o encarei. 
- Você é um cretino! – disse encarando ele, com toda a raiva que me consumia. Ele me encarava confuso. Acho que não notou que eu já sabia do caso deles.
- Você ta doida ou é impressão minha? – ele me perguntou com um tom de raiva e deboche. É um desgraçado.
 - Só vai dormir! Durma e aproveita e morre! – disse a ele e sai... Eu não queria acreditar. Ele esta enganando seu melhor amigo. Como pode existe alguém de um caráter tão nojento como esse. Eu ia jogar a caixa de lixo que eu estava na mão quando percebi que tinha varias fotos com ameaças pra ele, então resolvi levar pra casa, pra a Danielle me ajudar a ver as fotos e tentar imaginar quem é o culpado. Claro, minha raiva estava tão grande que muitas das fotos eu pegava pra rabiscar! 
- Tem muita gente que odeia ele como você, Isa! – disse a Danielle olhando as fotos. Claro! Sendo um desgraçado desses, qualquer um o odiaria... 
- Com certeza eles acham que estão apaixonados e querem ficar juntos. Mas como diabos podem fazer isso? É a mulher do melhor amigo dele! – disse resmungando comigo mesmo.
 – Dá pra acreditar nesses dois idiotas? – perguntei a Danielle, querendo que ela me ajudasse a falar mal deles. 
- Não! Eu não acredito nem neles e nem em você! Você trouxe essas fotos pra que eu visse ou pra ficar riscando? – ela me fala um tanto brava. Bem, não posso dizer que ela não tinha razão, apesar de que a raiva que eu estava era bastante forte, mas eu tinha que me focar no essencial. Então a Danii pegou a foto que eu estava rabiscando e olhou atrás dela. Acho que tinha algo escrito lá. - Eu acho que essa pessoa sabe que o Paulo Henrique ta com outra mulher! – ela me disse com uma certeza estranha.
- Por que você fala isso? – perguntei confusa ao que ela me disse... 
- Esta escrito aqui. “Quero arrancar seus olhos por olhar outra pessoa. Quero rasgar seus lábios por falar o nome de outra pessoa. Quero esmagar seu coração por amar outra pessoa”. Isso é um poema de um poeta que se envenenou quando soube que a mulher o chifrava. – ela me falou. Eu não ia duvidar por que a Danielle ler muito e conhece a maioria dos escritores do mundo. Serio! Por que as pessoas se interessam por amor se só acontecem desgraças dessas.
 - E ainda dizem que o ser humano precisa de amor pra ser feliz. – eu falei realmente achando ridículo alguém se matar por causa de um chifre. Mas espera, ela falou veneno? Tentaram matar o Pierre com veneno. Devia ter alguma relação. Então pedi pra Danii olhar mais umas fotos e ver o que tinha mais nas mensagens. Eu fui dormir. Ao acordar, fui à sede falar com o agente Cássio sobre essas fotos. Essas fotos estavam rasgadas nos olhos, como se alguém tivesse raiva dos olhos dele. Bem, da pra entender o “Quero arrancar seus olhos” olhando as imagens.
- Então você acha que a pessoa que enviou essa foto é a mesma pessoa que colocou veneno na garrafa, e tudo isso foi por ciúmes? – ele me perguntou com o rosto meio preocupado. 
Eu balancei a cabeça fazendo sinal de positivo. Então ele olhou pra mim e perguntou – O Paulo Henrique esta com alguém? E é algo serio o bastante pra uma ameaça dessas? – ele me perguntou e eu gelei. Por que o que eu ia dizer? “ai sim o Pierre ta catando a mulher do amigo de time”, por favor, né? E também por que preciso manter em sigilo as merdas que meu cliente faz.
- De verdade? Eu acho que essa criatura é mal da cabeça! Escrever uma mensagem dessas e ainda coloca veneno em bebida, não pode ser alguém normal. – respondi sinceramente, porem também tentando desviar da sua pergunta. 
Então ele viu os riscos da foto e olhou pra mim, acho que ele sabia que eu tinha feito aquilo. – Bem, o senhor sabe né? Eu tava meio estressada ai fiz só pra desestressar! E bem, é só eu pegar esse bandido que eu não preciso vir mais pra cá né? – perguntei a ele mostrando que apesar de estar ajudando os dois, aquela não era uma situação cômoda pra mim. - É claro! – ele responde com a mesma frieza de sempre. Então fui ao carro com o Pierre. 
- Que demora foi essa? – ele perguntou todo presunçoso. Idiota! Eu devia era ajudar quem queria matar ele, ela esta fazendo quase um bem a humanidade. 
- Eu não demorei por que eu quis querido. – então tirei a foto do meu bolso.
 – Você recebeu um poema fofo da pessoa que quis te matar. - falei pra ele. Ele olhou a foto e gelou por um momento. - Você tem certeza disso? – ele me perguntou com o tom meio assustado. -Logo eu terei! – respondi com firmeza. Então ele ao caminho falou que tinha que ir a China e que eu teria uns dias de folga, o que me animou bastante. Então ele parou em um restaurante, que quando vi, era a Gabriela que estava lá. Meu deus como pode ter pessoas tão cretinas, então falei que ia ao banheiro e tentei escutar o que eles falavam, apesar de que estava bem difícil por que tinha uma pirralha que não parava de chorar. Mas escutava partes como “Eu estou procurando o melhor horário de vôo” e “Já reservei o hotel pra ficarmos!”. 
Traduzindo, eles iriam pra China juntos. Meu Deus, como pode existir pessoas tão cretinas como esses dois. Depois fui pra casa, tentei dormir, mas sempre me vinha o rosto do coitado e enganado do Caio, como aqueles dois podem enganá-lo assim. Ele era um cara tão legal, tão doce. Era triste saber como pessoas legais são pisadas pelas outras.
No outro dia na sede, eu passava pelo corredor quando passei pelo Caio que estava com a caixa cheia de coisas, e uma garrafa caiu. Então eu peguei a garrafa e fui atrás dele.  Ao me ver, ele sorriu como sempre, mas dava pra ver que seus olhos estavam tristes. 
- O que é essa caixa? – perguntei me referindo à caixa cheia de garrafas e arquivos que ele segurava. 
Ah, apenas limpei algumas coisas do meu armário! – ele me respondeu com um sorriso um tanto tímido. Então devolvi a garrafa, ele agradeceu e saiu. Sempre tão fofo. 
Eu ia saindo quando lembrei que uma das garrafas que ele carregava tinha escrito “Metanol” na embalagem. Então me veio vários pensamentos de uma vez. Me lembrei do que ele disse “É como se eu estivesse apaixonado por uma pessoa por muito tempo. A pessoa não se importa comigo, mas mesmo assim eu insisto e persisto. Imaginando que essa pessoa algum dia venha até mim.” Então fui ate a saída pra olhar pra ele. Acabou me vindo na cabeça à imagem da foto do Pierre com os olhos rasgados e a mensagem por trás dela. Do agente Cássio dizendo que o criminoso era de dentro da equipe e o que a Danii disse sobre o escritor japonês que se matou ao saber que estava levando chifres. 
O Caio devia saber sobre a traição da esposa. Foi ele que tentou matar o Pierre. 

Um comentário:

  1. Bem que eu desconfiei! Mas sera que e(acento) isso mesmo? Ai,Guine, to feliz de pelo menos nao ficar na curiosidade! Proximooooo

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