Será
o aliado, um inimigo?
Alguém descobriu que eu era hater do Pierre e publicou no
jornal. Eu não sei quem era e o porquê de publicar isso, só sei que eu estava
ferrada. O agente Cássio me olhava com uma raiva imensa. Tenho certeza de que
ele pensa que fui eu que mandou publicar isso...
- Eu não sei quem foi, mas não fui eu! Eu juro! – eu afirmei
a ele. Cara, por que eu só me meto nessas frias?
- Estão até a pensar que a suspeita de tentar matar o Paulo
Henrique, é você! – ele me falou em um tom grave e bastante frio. Espera! Eu
sou suspeita? Que idiotice! Se eu quisesse matar ele quebrava o pescoço dele e
não colocaria veneno.
- Mas não sou eu! – eu respondi me levantando da cadeira.
Como ele pensa que eu poderia tentar matar o Pierre... Assim? Seria na luta
mano a mano, mas nunca nada baixo como envenenamento.
- Você realmente não tem noção do que esta acontecendo, não
é? Encontraram metanol nas garrafas. Isso no sangue pode matar. – ele me disse de forma bastante nervosa.
Veneno. Eu sabia que era veneno. Então realmente alguém queria o Pierre morto.
Mas mesmo assim, assim? Que bizarro.
-
Tome cuidado! A imagem e a vida do Paulo Henrique, mais que nunca, está em suas
mãos! Pode se retirar! – ele me disse se levantando da cadeira. Eu sai da sala
e comecei a pensar, qual será a merda que o Pierre fez pra tentar matarem ele? E aquilo dele com a mulher do Caio ainda estava me incomodando.
Quando estou no corredor vejo o Caio sair de lá, triste, abatido. Será que ele desconfia de algo como eu? Então fui atrás dele... Ele se sentou na sala de relaxamento e colocou a mão na cabeça, como se estivesse preocupado. Eu peguei um copo de café pra mim e pra ele. Quando me sentei e ia perguntar o que aconteceu, ele começa a falar.
Quando estou no corredor vejo o Caio sair de lá, triste, abatido. Será que ele desconfia de algo como eu? Então fui atrás dele... Ele se sentou na sala de relaxamento e colocou a mão na cabeça, como se estivesse preocupado. Eu peguei um copo de café pra mim e pra ele. Quando me sentei e ia perguntar o que aconteceu, ele começa a falar.
- É
como se eu estivesse apaixonado por uma pessoa por muito tempo. A pessoa não se
importa comigo, mas mesmo assim eu insisto e persisto. Imaginando que essa
pessoa algum dia viria até mim. – ele falou com o rosto triste, cabisbaixo e
com os olhos cheios de água. Será
que ele desconfia da mesma coisa que eu? Então
ele recebeu uma ligação e ficou pálido e do nada saiu correndo, como se tivesse
recebido uma noticia horrível. Então fui atrás dele, pois ele tinha esquecido o
casaco. Na garagem da sede, ele estava tão atordoado que quase atropelou o
manobrista, então eu fui à frente do carro pra devolver o casaco, então ele
abriu a janela do carro e seus olhos estão cheios de lagrimas.
- Meu filho sofreu um acidente! – ele disse com a voz
tremula. Nessa hora eu entendi todo o desespero que ele estava. Então me
ofereci para dirigir, já que naquelas condições ele não poderia ir muito longe.
Então fomos ao hospital, quando chegamos, a diretora da escola do Gabriel disse
que ele brincando acabou caindo e só bateu a cabeça. Nossa! Tanto o Caio quanto eu
respiramos aliviados. Então ele foi ao quarto onde estava o Gabriel, seu filho.
- Papai! Tomei uma injeção, mas eu não chorei! – o Gabriel
falou todo orgulho, apesar de que podia se ver de longe seu rosto vermelho de
lagrimas.
- Serio? Você é um ótimo menino! – Caio disse com um sorriso
e abraçou o filho ali... Ao olhar eles juntos, acabei lembrando do meu pai, que
sempre estava comido em horas assim. O Caio realmente é um cara legal. Então o
Gabriel começou a contar aos meninos do hospital como o Caio era um ótimo
jogador. Eu de verdade achei muito fofo. Até que apareceu a Gabriela e o
Pierre. Juntos! Eles apareceram e as crianças que estavam perto do Caio foram
correndo pedir autógrafos pra o imbecil do Pierre, notei que o Gabriel ficou
triste com isso. Ele se abraçou fortemente com o pai, escondendo o rosto. Eu
imagino que até a criança desconfia desses dois. Então
voltei com o Pierre, ele com a maior cara de sínico do mundo, fingindo não ter
feito nada.
- Por que diabos vocês chegaram juntos? Vocês estavam
juntos? – perguntei já irritada com ele.
- Pera ai! Você ta me interrogando ou
coisa parecida? E serio... A gente não pode tirar o olho de você por 10 minutos
que você já faz merda né? – ele falou todo irritado comigo entrando no apartamento. Espera, ele faz a
bagunça e agora quem leva a culpa sou eu? Porem, logo percebi que ele estava a
falar do bendito jornal.
- Eu não contei nada a ninguém! Não sei como souberam que eu
era hater sua! – disse com honestidade.
- Tem detalhes demais pra não ser você.
Você ou seu pai. E joga essa porcaria fora! – ele me disse com um tom todo
arrogante jogando o jornal em uma caixa cheia de papeis e fotos. Idiota! Eu sou tua empregada por acaso, palhaço? Mas resolvi fazer
pra não ter mais confusões, porem quando ia levar ao lixo, vi na mesa dois
copos e um estava sujo de batom. Do mesmo batom que a Gabriela estava usando.
Então era isso. Ele disse que eu não deveria vir, porque ele estava com ela
aqui. Não é minha imaginação, eles realmente estão tendo um caso!
Olhar aquele copo com mancha de batom me fez ficar com um
ódio, um ódio tão grande que fazia meu sangue ferver. Era a mulher do melhor
amigo dele, ele não podia simplesmente pegar outra mulher? Tem tantas correndo
atrás dele. Era um desgraçado mesmo.
- Cê ainda ta ai é? – ele me perguntou
como se não soubesse de nada... Desgraçado. Eu estava com tanto ódio que minha
vontade era quebrar o crânio dele em 7 pedaços. Cheguei perto dele e o encarei.
- Você é um cretino! – disse encarando ele, com toda a raiva
que me consumia. Ele me encarava confuso. Acho que não notou que eu já sabia do
caso deles.
- Você ta doida ou é impressão minha? – ele me perguntou com um tom
de raiva e deboche. É um desgraçado.
- Só vai dormir!
Durma e aproveita e morre! – disse a ele e sai... Eu não queria acreditar. Ele
esta enganando seu melhor amigo. Como pode existe alguém de um caráter tão
nojento como esse. Eu ia jogar a caixa de lixo que eu estava na mão quando
percebi que tinha varias fotos com ameaças pra ele, então resolvi levar pra
casa, pra a Danielle me ajudar a ver as fotos e tentar imaginar quem é o
culpado. Claro, minha raiva estava tão grande que muitas das fotos eu pegava
pra rabiscar!
- Tem muita gente que odeia ele como você, Isa! – disse a
Danielle olhando as fotos. Claro! Sendo um desgraçado desses, qualquer um o
odiaria...
- Com certeza eles acham que estão apaixonados e querem ficar
juntos. Mas como diabos podem fazer isso? É a mulher do melhor amigo dele! –
disse resmungando comigo mesmo.
– Dá pra acreditar
nesses dois idiotas? – perguntei a Danielle, querendo que ela me ajudasse a
falar mal deles.
- Não! Eu não acredito nem neles e nem em você! Você trouxe
essas fotos pra que eu visse ou pra ficar riscando? – ela me fala um tanto
brava. Bem, não posso dizer que ela não tinha razão, apesar de que a raiva que
eu estava era bastante forte, mas eu tinha que me focar no essencial. Então a
Danii pegou a foto que eu estava rabiscando e olhou atrás dela. Acho que tinha
algo escrito lá. - Eu acho que essa pessoa sabe que o Paulo Henrique ta com
outra mulher! – ela me disse com uma certeza estranha.
- Por que você fala isso? – perguntei confusa ao que ela me disse...
- Esta escrito aqui. “Quero arrancar seus olhos por olhar
outra pessoa. Quero rasgar seus lábios por falar o nome de outra pessoa. Quero
esmagar seu coração por amar outra pessoa”. Isso é um poema de um poeta que se
envenenou quando soube que a mulher o chifrava. – ela me falou. Eu não ia
duvidar por que a Danielle ler muito e conhece a maioria dos escritores do
mundo. Serio! Por que as pessoas se interessam por amor se só acontecem
desgraças dessas.
- E ainda dizem que o
ser humano precisa de amor pra ser feliz. – eu falei realmente achando ridículo
alguém se matar por causa de um chifre. Mas espera, ela falou veneno? Tentaram matar o Pierre com
veneno. Devia ter alguma relação. Então pedi pra Danii olhar mais umas fotos e
ver o que tinha mais nas mensagens. Eu fui dormir. Ao acordar, fui à sede falar com o agente Cássio sobre essas fotos. Essas fotos
estavam rasgadas nos olhos, como se alguém tivesse raiva dos olhos dele. Bem, da
pra entender o “Quero arrancar seus olhos” olhando as imagens.
- Então você acha que a pessoa que enviou essa foto é a
mesma pessoa que colocou veneno na garrafa, e tudo isso foi por ciúmes? – ele me
perguntou com o rosto meio preocupado.
Eu balancei a cabeça fazendo sinal de positivo. Então ele
olhou pra mim e perguntou – O Paulo Henrique esta com alguém? E é algo serio o
bastante pra uma ameaça dessas? – ele me perguntou e eu gelei. Por que o que eu
ia dizer? “ai sim o Pierre ta catando a mulher do amigo de time”, por favor,
né? E também por que preciso manter em sigilo as merdas que meu cliente faz.
- De verdade? Eu acho que essa criatura é mal da cabeça!
Escrever uma mensagem dessas e ainda coloca veneno em bebida, não pode ser
alguém normal. – respondi sinceramente, porem também tentando desviar da sua
pergunta.
Então ele viu os riscos da foto e olhou pra mim, acho que
ele sabia que eu tinha feito aquilo. – Bem, o senhor sabe né? Eu tava meio
estressada ai fiz só pra desestressar! E bem, é só eu pegar esse bandido que eu
não preciso vir mais pra cá né? – perguntei a ele mostrando que apesar de estar
ajudando os dois, aquela não era uma situação cômoda pra mim. - É claro! – ele
responde com a mesma frieza de sempre. Então fui ao carro com o Pierre.
- Que
demora foi essa? – ele perguntou todo presunçoso. Idiota! Eu devia era ajudar
quem queria matar ele, ela esta fazendo quase um bem a humanidade.
- Eu não
demorei por que eu quis querido. – então tirei a foto do meu bolso.
– Você recebeu um
poema fofo da pessoa que quis te matar. - falei pra ele. Ele olhou a foto e
gelou por um momento. - Você tem certeza disso? – ele me perguntou com o tom
meio assustado. -Logo eu terei! – respondi com firmeza. Então ele ao caminho
falou que tinha que ir a China e que eu teria uns dias de folga, o que me
animou bastante. Então ele parou em um restaurante, que quando vi, era a
Gabriela que estava lá. Meu deus como pode ter pessoas tão cretinas, então
falei que ia ao banheiro e tentei escutar o que eles falavam, apesar de que
estava bem difícil por que tinha uma pirralha que não parava de chorar. Mas
escutava partes como “Eu estou procurando o melhor horário de vôo” e “Já
reservei o hotel pra ficarmos!”.
Traduzindo, eles iriam pra China juntos. Meu Deus, como pode
existir pessoas tão cretinas como esses dois. Depois fui pra casa, tentei
dormir, mas sempre me vinha o rosto do coitado e enganado do Caio, como aqueles
dois podem enganá-lo assim. Ele era um cara tão legal, tão doce. Era triste
saber como pessoas legais são pisadas pelas outras.
No outro dia na sede, eu passava pelo corredor quando passei
pelo Caio que estava com a caixa cheia de coisas, e uma garrafa caiu. Então eu
peguei a garrafa e fui atrás dele. Ao me
ver, ele sorriu como sempre, mas dava pra ver que seus olhos estavam tristes.
-
O que é essa caixa? – perguntei me referindo à caixa cheia de garrafas e
arquivos que ele segurava.
–Ah, apenas limpei algumas coisas do meu armário! –
ele me respondeu com um sorriso um tanto tímido. Então devolvi a garrafa, ele
agradeceu e saiu. Sempre tão fofo.
Eu
ia saindo quando lembrei que uma das garrafas que ele carregava tinha escrito
“Metanol” na embalagem. Então me veio vários pensamentos de uma vez. Me lembrei
do que ele disse “É como se eu estivesse apaixonado por uma pessoa por muito
tempo. A pessoa não se importa comigo, mas mesmo assim eu insisto e persisto.
Imaginando que essa pessoa algum dia venha até mim.” Então fui ate a saída pra
olhar pra ele. Acabou me vindo na cabeça à imagem da foto do Pierre com os
olhos rasgados e a mensagem por trás dela. Do agente Cássio dizendo que o
criminoso era de dentro da equipe e o que a Danii disse sobre o escritor japonês
que se matou ao saber que estava levando chifres.
O
Caio devia saber sobre a traição da esposa. Foi ele que tentou matar o Pierre.




















Bem que eu desconfiei! Mas sera que e(acento) isso mesmo? Ai,Guine, to feliz de pelo menos nao ficar na curiosidade! Proximooooo
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