Partida inútil.
Peguei uma revista
da Danii que ensinava como se maquiar e tal, e tentei, usei a chapinha dela,
apesar que aquilo queimou duas vezes minha orelha. Coloquei também um pó na
cara que me fez espirrar mais do que ficar bonita. Bem eu mudei, não
tanto... Mas pra mim ao menos, eu estou bonita. Então coloquei meu uniforme de
guarda costas e abri dessa vez, pra ficar mais irado e fui buscar o Pierre na
sua casa. Mas quando cheguei a casa dele o choque... Ele também tinha mudado,
tinha tirado o cavanhaque, e tava com o cabelo mais liso... Alem de ter
colocado tanto perfume que estava fazendo minha cabeça girar. Tanto eu fiquei
espantada olhando ele como ele olhava espantando pra mim. Então ele saiu...
- Obrigado por
encontrar o Paulo Henrique. – a dona Fátima falou pra mim.
Sorri e fui atrás
dele. Então entramos no elevador.
- Por quê se
barbeou? E pra que esse perfume tão forte? – perguntei a ele. Ele começou a se
cheirar como se não tivesse percebido que o perfume era forte e enjoativo
demais.
- Estou querendo
mudar! Sabe, começar de novo! E então, estou bonito? – ele falou sorrindo e
olhando o espelho que tem no elevador. Nossa,
que meigo... Me deu até vontade de vomitar.
- Sim! Você esta bonito, igualzinho a um cafetão! –
disse a ele com raiva.
Então ele olhou pra
mim com um meio sorriso de raiva e fala. – Você também mudou né? Ficou bonita,
ta parecendo aqueles meninos de boy band. – ele falou ironicamente. Idiota! Já
me deu vontade de voltar ao normal...Então fomos à sala
de relaxamento e lá estava o Caio conversando com o repórter Claudio. Tanto o
Pierre como o repórter Claudio ficaram meio que envergonhados de estar no mesmo
local, mas o Caio começou a insistir e fez os dois fazerem as pazes. Então depois ele foi visitar a coisa da Juliana
num restaurante, de verdade eu não mereço.
- Quem é Lucas? Um
garoto chamado Lucas disse coisas horríveis de mim, não é? Escutei o Caio e a
Gabii falando. Onde ele está? – ela pergunta do nada. Por que ela quer trazer esse tema de novo,
quando tudo já foi resolvido?
- Por quê? – Pierre
perguntou um pouco nervoso.
- Nada! Só quero
vê-lo! – disse Juliana com um sorriso esquisito. Serio! Essa garota me dá
arrepios, parecem àquelas bonecas de filme de terror que com o tempo vai matar
com um sorriso. Então fomos ao hospital
onde o garoto estava internado, nesse exato momento o Lucas estava saindo de
alta.
- Você o conhece? –
perguntou Pierre.
-
Não! Eu me lembraria de um rapaz tão bonito assim! – ela fala sorrindo. Nossa!
O Pierre deve ter amado esse elogio dela não é?
Então ela se levanta e vai atrás do
garoto. Então o Pierre olha pra mim.
- Hey! Esse guri
realmente é bonito? – ele me perguntou com um tom preocupado. Simplesmente
ignorei. Então olhei pra a Juliana que falava com o Lucas.
- Olá, você me
conhece? – ela perguntou pra ele, o Lucas olhava sem entender.- Pois é, você não
me conhece e por que falou que só em eu olhar um cara, abriria as pernas pra
ele? – ela grita então dá um tapa na cara dele que até arranhou o rosto dele.
Bem, eu não era
fofa, sexy ou qualquer outra coisa mais que a Juliana, mas tinha uma coisa que
eu ganhava. Força física! Será que esse será meu encanto? Fui dormir pensando
nisso. No outro dia, fui buscá-lo em casa e ele foi buscar a coisa. Serio! Não
agüentava mais garota! Ela alugou um apartamento pra morar com seu gato, um
branquinho que ela chamava de Short. Eu sei, um nome idiota! Então depois a
deixamos lá e fomos à sede.
- Vai te
preparando! Que meu gênio só vai piorar de agora em diante! – falei pra ele
antes de sair do elevador e ir ao escritório do meu chefe, onde tenho que ir às
vezes pra fazer relatório do meu trabalho. Então resolvi perguntar sobre a
regra nº 5 da empresa, que era a proibição de sentimentos amorosos pelo
cliente. Ele falou que fez essa regra depois que se apaixonou por uma garota
que era sua cliente. Só que como ela era cliente, ele só pode ficar de longe,
como uma sombra... Então era isso... Por mais que eu tente, eu nunca passaria
de uma sombra para o Pierre. Algo que ele realmente precisa, mas que nunca iria
se preocupar ou gostar.Eu era uma sombra,
uma que ele jamais notaria.
- Por que você
pergunta? – ele pergunta de um modo meio receoso.
Antes de ir, o
agente Cássio me pergunta se eu podia pedir a Danielle pra que fosse isca, pra
descobrir mais sobre o Lucas. Já que ele e o repórter Claudio descobriram que ele também recebeu as fotos dos olhos rasgados falando que se xingasse a Juliana, o Pierre perderia a cabeça. Era como a prostituta Joyce, que
resolveu atacar o Pierre depois de uma foto! Eu pensei que demoraria a
convencer a Danii, mas ela aceitou de primeira.
Todo mundo tinha
saído e eu estava só. Aproveitei que ninguém estava em casa e fui cochilar um
pouco, já que eu tenho trabalhado demais.Quando eu estava quase dormindo o
celular tocou, fiz o maior esforço pra não me levantar da cama pra atender, e
ainda respondi com uma voz bem sonolenta.
Como eu disse, essa
coisa me dá medo! Então os dois começam a passear pela cidade e juro que meu
estomago só se revoltava cada vez mais. Então depois deixei o Pierre em casa e
voltei pra casa. Meu estomago estava tão enjoado. Olhei no espelho e vi que
mesmo que pra mim eu tenha mudado muito, ele não tinha se importado.
- Tua cara ta
interessante ou o quê? – pergunta a Danii atrás de mim...
- Sei lá, só queria
ser mais bonita... Uma pessoa mais bonita, mais meiga e mais sincera. –
respondi a ela sem animo. Por que tem certas pessoas nascem parecendo bonecos
de porcelana em um mundo de pessoas normais?
- Aí só nascendo de
novo! – ela me responde lendo um livro. Nossa! Animou bastante agora! - Tá!
Beleza! Quem é? Eu deixei passar antes, mas agora não, quem é? – ela perguntou
vindo na minha direção.
- Quem o quê
criatura? – perguntei assustada. Por que invés de me responder a Danii sempre
fica descobrindo coisa que não deve?
- Você acha mesmo
que eu não percebi? – ela me pergunta e então começa a olhar seu livro. – Você
começou a mudar recentemente. O que significa que você o conheceu recentemente!
– ela fala ainda olhando o livro. Eu
gelei! Ela estava acertando demais! – Primeiro suspeito seria o Paulo Henrique!
Mas você já disse que não gostava dele. Não
é o Caio e o agente Cássio é meu! Então só tem uma resposta... É o repórter
Claudio não é? – ela pergunta com um sorriso triunfante. Tipo, o que? Ela acha
que eu tô apaixonada por aquela coisa? Mas resolvi ficar calada, por que é
melhor ela achar que eu estou apaixonada pelo repórter Claudio do que descobrir
que eu to gostando do Pierre.
- Qual o problema?
Você já se declarou pra ele? – ele me perguntou novamente.
- Não! Eu tenho
vergonha... Eu não desse tipo de garota sexy que ele está acostumado. Também
não sei ser fofinha... Eu só... – eu me lamentava pra ela. Se for considerar
todas as garotas que o Pierre saiu, eu não teria a menor chance.
- Acontece que os
homens não olham uma garota como um todo. Eles apenas olham pra um ponto
especial, um encanto. É só você achar esse encanto! Eu tenho certeza que existe
algo que só você pode fazer. – ela me fala segurando minha mão, acho que me
dando forças...
- Dora! Qual é o
teu problema? Teu gênio ta pior que antes! – Pierre reclama no elevador. Se ele
soubesse por que meu humor piorou tanto.
Sai do escritório
do meu chefe e fui à casa do Pierre como sempre, então fomos à sede. Lá ele
ficou treinando feito um louco.
- Esse homem ainda
está correndo? – perguntou Caio olhando para o Pierre lá na esteira. Então lembrei que o Caio tinha dito que
conhecia ao Pierre e a Juliana desde a faculdade, então decide perguntar por
que eles terminaram.
- É pra protegê-lo,
apenas! – respondi olhando pra o lado. Se não queria que a Danii soubesse que
gosto do Pierre, o Caio era uma das pessoas que eu menos queria que
suspeitasse.
- Bom, a Juliana é
meio bipolar. Ela esta feliz e do nada fica depressiva. Pierre estava no
treinamento do seu primeiro ano no time, e ela teve uma dessas crises. Então ele
parou de jogar pra estar com ela, e pra não prejudicá-lo mais, ela decidiu
terminar com ele e ir embora. – ele me respondeu de um modo meio triste. Então
foi isso. Assim como no caso do Lucas, ele se sacrifica por ela.
- Eu irei trabalhar
em uma boate? Não acredito! Pode deixar... Vou me esforçar ao maximo! – ela
fala toda animada enquanto procura uma roupa mais esquisita que antes pra ir
lá.
Eu nem me meti, já
que minha cabeça estava cheia demais com outras coisas. Fui dormir e acabei
tendo um pesadelo. Sonhei que a coisa da Juliana estava levando o Pierre, pra
um lugar onde eu não poderia chegar perto. Acordei com a mola da minha cama se soltando e beliscando a minha bunda.
Como já era manhã, vou a cozinha tomar café quando vejo meu pai. Com topete e
sem barba...
Eu fiquei tão
surpresa que nem minha voz queria sair mais.
- Eu sei! Eu tive a
mesma reação! – diz o Luigi colocando o café pra ele.
- O que aconteceu?
O que fizeram com o nosso pai? – perguntei assustada. Ta! Pode ser exagero, mas
meu pai não mudou de visual há 15 anos... É obvio que eu iria me assustar...
- Parece que ele
vai se declarar pra a mulher que ele ta afim! Eu falei que gatinhas gostam mais
de caras de rosto liso e quando vi, ele estava assim! – ele me respondeu
colocando a mão na cabeça. Então era isso. Nosso pai estava apaixonado de novo
e queria impressionar essa mulher, isso de certa forma me deixa feliz! Então
quando ele foi saindo de terno, eu desejei boa sorte. Ele ficou um pouco
envergonhado, mas sorriu. Se meu pai fosse bem, me daria esperanças
também.
“Oi, Dora! Ta
dormindo?” era a voz do Pierre na outra linha. Me levantei na hora.
- Você ligou pra cá
só pra saber se eu estava dormindo, idiota? – respondi pra ele tentando
esconder o fato de estar feliz por ele ter me ligado.
- É natal sabia?
Você não vai passar junto da sua família? – ele fala rapidamente. Nossa, é
natal? Cara, eu nem tinha me tocado e olha que eu estava me perguntando o
porquê de tantas luzes na rua. Ele ficou em silencio por um longo tempo no telefone.
- Já que você esta só e eu estou só, por que você não vem pra cá? – ele me
pergunta. Eu não pude evitar de dar um grande sorriso.
Então me ajeitei, procurei a roupa mais
bonitinha que eu tinha e fui para o apartamento dele. Lá só tinha pizza e cerveja. Belo jeito de
passar o natal não? Então comemos, mas ele parecia meio triste.
- Dora, você se
lembra do seu primeiro amor? – ele perguntou pra mim do nada.
- Por que diabos
você quer saber disso? Sim, eu lembro e???? – perguntei a ele morrendo de
vergonha. Esse garoto estudou comigo no
colégio e foi ele que roubou o bv, eu gostava razoavelmente dele. Mas ele ficou
com raiva quando ganhei dele numa queda de braço e desde então, não nos
falamos.
- E você sente
falta dele? – ele me perguntou.
- E de que ia
servir eu sentir falta dele? Ele ta feliz, com outra garota. – respondi
honestamente. Então ele dá um suspiro triste. Eu percebo que aquela depressão
toda é por que a coisa não esta com ele. Eu mereço, ele só me chamou pra
acalmar sua dor de cotovelo, como se eu já não tivesse a minha dor pra sarar.
- Cadê a Juliana?
Você devia chamá-la não? – perguntei a ele, tentando disfarçar minha cara de
raiva... Então ele aperta minha bochecha.
– Você tem razão! A
gente acabou por um problema, e esse problema ainda não se resolveu! – ele fala
cabisbaixo... - Dora! Você
acredita em destino? – ele me pergunta do nada. Eu já sabia onde aquela
conversa ia dar e de verdade não queria ouvir...
– Dizem que há um
fio vermelho atado na sua pessoa destinada. Não é nada sobre quantos
relacionamentos você tem ou não, nem se a relação funciona. É só uma pessoa que
foi feita para a outra! Mesmo terminando você não sente que tenha terminado. Mesmo
que você esteja sem aquela pessoa, você não sente livre. – ele dizia em um tom
choroso. Eu de verdade não mereço!
- Isso soa mais
como uma macumba. Não existe algo assim! Você que é burro demais pra perceber!
– falei pra ele. Serio, eu estava me controlando pra não falar nada de errado,
pra não gritar com ele. Eu estava me esforçando ao maximo. Mas estava difícil
continuar escutando aquilo.
- Existe sim! As
pessoas só se rendem por é difícil demais! – ele fala deprimido olhando pra
bendita da corrente no pescoço.
- Não existe! Tudo
se esquece com o tempo. Ninguém é amarrado em ninguém! – respondi já irritada e
com um nó na garganta. Eu não queria continuar com aquela conversa.
- Como se você
soubesse alguma coisa de amor! – ele me fala rindo. Ele achava que eu não sabia
o que era o amor?
- Eu soube como o
amor pode ser cruel aos 8 anos de idade! – respondi a ele. Aquela conversa
estava me fazendo mal. Estava me fazendo lembrar coisas que eu sempre fiz
questão de esquecer.
- E como você
soube? – ele perguntou ironicamente. Eu
não estava mais agüentando aquela situação. Quanto mais ele falava, mas
estressada eu ficava.
- Minha mãe largou
a nossa família pra fugir com uma cara que morava perto da gente. –eu respondi
não agüentando mais. Infelizmente esse assunto de destino é o que eu mais tinha
escutado na vida. Quando te acontece algo de mal, é o destino. Isso me irrita!
Isso me lembrava principalmente a historia da minha família, onde tudo que
aconteceu era pelo destino.
- Quando morávamos
em outra cidade, umas senhoras vieram na nossa casa e saíram arrastando minha
mãe pela rua, por que parece que ela tinha um caso com um cara casado. Foi
humilhante! Varias pessoas também humilhavam a mim e o meu irmão... E o meu pai
também! Mas ele a perdoou, por ele a amava. E sabe o que ela fez? Eu disse pra
todos que não precisava nem dele, nem dos filhos e foi embora com essa cara.
Por que ela o amava. – falava olhando para o chão. Percebia que ele me olhava
com tristeza. Isso é algo que mesmo eu tentando esconder, ainda me machucava muito!
– Você acha que eu não sei realmente o que é o amor? Se minha vida é rodeada
por pessoas que foram destruídas pelo amor. Minha mãe nos abandonou por causa
de um amor, que não deu certo. Meu pai esperou 15 anos por uma mulher, mas
agora esta com outra! Você só sofreu 5,6 anos... Não me venha com esse papinho
de destino... – eu dizia e percebia que meus olhos se enchiam de água. Tentava
me controlar, mas estava cada vez mais difícil. Eu não queria acreditar nessa
historia de destino. Não queria!
- Por que você esta
tão estressada por isso? – ele me perguntou com um olhar meu triste.
- Eu não quero! Eu
não quero ter algo que eu não possa esquecer nunca! Eu não quero! – eu falei
sem pensar. Minha cabeça doía e fazia meu coração e meu estomago doer também.
Sentia como se algo estivesse entalado na minha garganta.
- Como assim? – ele
pergunta sem entender o que eu estou falando. Aquela situação já estava
dolorosa demais pra mim, e eu simplesmente não conseguia mais fingir que estava
tudo bem.
Eu não podia mais
esconder o que sentia por ele.






























Eu quero mais *W*
ResponderExcluirlogo logo postarei mais capitulos ^-^
Excluirbabado *0*
ResponderExcluirne? ^w^
Excluiragora é ve a resposta dele...
awn <3 tomara q eles fiquem junto *__*
ResponderExcluirtbm espero isso ♥
ExcluirAi, jesus! ela falou! falou tudo! .. o q sera q ele vai dizer???
ResponderExcluirrealmente, foi algo bem corajoso da parte dela... contar tudo...
ExcluirEla faloooooou! Yay! Porque eu nao sei quem e(acento) mais tapado, esse paulo hemrique ou o Otani u.u
ResponderExcluirAi,ai,ai! Espero que ele nao faca nenhuma besteira, pois se fazer, vou bater nele pessoalmente! A Dora ta tao fofinha <3