Capitulo 13

Partida inútil. 

Peguei uma revista da Danii que ensinava como se maquiar e tal, e tentei, usei a chapinha dela, apesar que aquilo queimou duas vezes minha orelha. Coloquei também um pó na cara que me fez espirrar mais do que ficar bonita. Bem eu mudei, não tanto... Mas pra mim ao menos, eu estou bonita. Então coloquei meu uniforme de guarda costas e abri dessa vez, pra ficar mais irado e fui buscar o Pierre na sua casa. Mas quando cheguei a casa dele o choque... Ele também tinha mudado, tinha tirado o cavanhaque, e tava com o cabelo mais liso... Alem de ter colocado tanto perfume que estava fazendo minha cabeça girar. Tanto eu fiquei espantada olhando ele como ele olhava espantando pra mim. Então ele saiu...
- Obrigado por encontrar o Paulo Henrique. – a dona Fátima falou pra mim. 
Sorri e fui atrás dele. Então entramos no elevador.
- Por quê se barbeou? E pra que esse perfume tão forte? – perguntei a ele. Ele começou a se cheirar como se não tivesse percebido que o perfume era forte e enjoativo demais.
- Estou querendo mudar! Sabe, começar de novo! E então, estou bonito? – ele falou sorrindo e olhando o espelho que tem no elevador.  Nossa, que meigo... Me deu até vontade de vomitar.
- Sim! Você esta bonito, igualzinho a um cafetão! – disse a ele com raiva. 
Então ele olhou pra mim com um meio sorriso de raiva e fala. – Você também mudou né? Ficou bonita, ta parecendo aqueles meninos de boy band. – ele falou ironicamente. Idiota! Já me deu vontade de voltar ao normal...Então fomos à sala de relaxamento e lá estava o Caio conversando com o repórter Claudio. Tanto o Pierre como o repórter Claudio ficaram meio que envergonhados de estar no mesmo local, mas o Caio começou a insistir e fez os dois fazerem as pazes.  Então depois ele foi visitar a coisa da Juliana num restaurante, de verdade eu não mereço.
- Quem é Lucas? Um garoto chamado Lucas disse coisas horríveis de mim, não é? Escutei o Caio e a Gabii falando. Onde ele está? – ela pergunta do nada.  Por que ela quer trazer esse tema de novo, quando tudo já foi resolvido? 
- Por quê? – Pierre perguntou um pouco nervoso.
- Nada! Só quero vê-lo! – disse Juliana com um sorriso esquisito. Serio! Essa garota me dá arrepios, parecem àquelas bonecas de filme de terror que com o tempo vai matar com um sorriso.  Então fomos ao hospital onde o garoto estava internado, nesse exato momento o Lucas estava saindo de alta.
- Você o conhece? – perguntou Pierre.
- Não! Eu me lembraria de um rapaz tão bonito assim! – ela fala sorrindo. Nossa! O Pierre deve ter amado esse elogio dela não é?  
Então ela se levanta e vai atrás do garoto.  Então o Pierre olha pra mim.
- Hey! Esse guri realmente é bonito? – ele me perguntou com um tom preocupado. Simplesmente ignorei. Então olhei pra a Juliana que falava com o Lucas.
- Olá, você me conhece? – ela perguntou pra ele, o Lucas olhava sem entender.- Pois é, você não me conhece e por que falou que só em eu olhar um cara, abriria as pernas pra ele? – ela grita então dá um tapa na cara dele que até arranhou o rosto dele.
Como eu disse, essa coisa me dá medo! Então os dois começam a passear pela cidade e juro que meu estomago só se revoltava cada vez mais. Então depois deixei o Pierre em casa e voltei pra casa. Meu estomago estava tão enjoado. Olhei no espelho e vi que mesmo que pra mim eu tenha mudado muito, ele não tinha se importado.
- Tua cara ta interessante ou o quê? – pergunta a Danii atrás de mim...
- Sei lá, só queria ser mais bonita... Uma pessoa mais bonita, mais meiga e mais sincera. – respondi a ela sem animo. Por que tem certas pessoas nascem parecendo bonecos de porcelana em um mundo de pessoas normais?
- Aí só nascendo de novo! – ela me responde lendo um livro. Nossa! Animou bastante agora! - Tá! Beleza! Quem é? Eu deixei passar antes, mas agora não, quem é? – ela perguntou vindo na minha direção.
- Quem o quê criatura? – perguntei assustada. Por que invés de me responder a Danii sempre fica descobrindo coisa que não deve?
- Você acha mesmo que eu não percebi? – ela me pergunta e então começa a olhar seu livro. – Você começou a mudar recentemente. O que significa que você o conheceu recentemente! – ela fala ainda olhando o livro.  Eu gelei! Ela estava acertando demais! – Primeiro suspeito seria o Paulo Henrique! Mas você já disse que não gostava dele.  Não é o Caio e o agente Cássio é meu! Então só tem uma resposta... É o repórter Claudio não é? – ela pergunta com um sorriso triunfante. Tipo, o que? Ela acha que eu tô apaixonada por aquela coisa? Mas resolvi ficar calada, por que é melhor ela achar que eu estou apaixonada pelo repórter Claudio do que descobrir que eu to gostando do Pierre.
- Qual o problema? Você já se declarou pra ele? – ele me perguntou novamente.
- Não! Eu tenho vergonha... Eu não desse tipo de garota sexy que ele está acostumado. Também não sei ser fofinha... Eu só... – eu me lamentava pra ela. Se for considerar todas as garotas que o Pierre saiu, eu não teria a menor chance.
- Acontece que os homens não olham uma garota como um todo. Eles apenas olham pra um ponto especial, um encanto. É só você achar esse encanto! Eu tenho certeza que existe algo que só você pode fazer. – ela me fala segurando minha mão, acho que me dando forças...
 Bem, eu não era fofa, sexy ou qualquer outra coisa mais que a Juliana, mas tinha uma coisa que eu ganhava. Força física! Será que esse será meu encanto? Fui dormir pensando nisso. No outro dia, fui buscá-lo em casa e ele foi buscar a coisa. Serio! Não agüentava mais garota! Ela alugou um apartamento pra morar com seu gato, um branquinho que ela chamava de Short. Eu sei, um nome idiota! Então depois a deixamos lá e fomos à sede.
- Dora! Qual é o teu problema? Teu gênio ta pior que antes! – Pierre reclama no elevador. Se ele soubesse por que meu humor piorou tanto.
 - Vai te preparando! Que meu gênio só vai piorar de agora em diante! – falei pra ele antes de sair do elevador e ir ao escritório do meu chefe, onde tenho que ir às vezes pra fazer relatório do meu trabalho. Então resolvi perguntar sobre a regra nº 5 da empresa, que era a proibição de sentimentos amorosos pelo cliente. Ele falou que fez essa regra depois que se apaixonou por uma garota que era sua cliente. Só que como ela era cliente, ele só pode ficar de longe, como uma sombra... Então era isso... Por mais que eu tente, eu nunca passaria de uma sombra para o Pierre. Algo que ele realmente precisa, mas que nunca iria se preocupar ou gostar.Eu era uma sombra, uma que ele jamais notaria.
Sai do escritório do meu chefe e fui à casa do Pierre como sempre, então fomos à sede. Lá ele ficou treinando feito um louco.
- Esse homem ainda está correndo? – perguntou Caio olhando para o Pierre lá na esteira.  Então lembrei que o Caio tinha dito que conhecia ao Pierre e a Juliana desde a faculdade, então decide perguntar por que eles terminaram.
 - Por que você pergunta? – ele pergunta de um modo meio receoso.
- É pra protegê-lo, apenas! – respondi olhando pra o lado. Se não queria que a Danii soubesse que gosto do Pierre, o Caio era uma das pessoas que eu menos queria que suspeitasse.
- Bom, a Juliana é meio bipolar. Ela esta feliz e do nada fica depressiva. Pierre estava no treinamento do seu primeiro ano no time, e ela teve uma dessas crises. Então ele parou de jogar pra estar com ela, e pra não prejudicá-lo mais, ela decidiu terminar com ele e ir embora. – ele me respondeu de um modo meio triste. Então foi isso. Assim como no caso do Lucas, ele se sacrifica por ela.
 Antes de ir, o agente Cássio me pergunta se eu podia pedir a Danielle pra que fosse isca, pra descobrir mais sobre o Lucas. Já que ele e o repórter Claudio descobriram que ele também recebeu as fotos dos olhos rasgados falando que se xingasse a Juliana, o Pierre perderia a cabeça. Era como a prostituta Joyce, que resolveu atacar o Pierre depois de uma foto! Eu pensei que demoraria a convencer a Danii, mas ela aceitou de primeira.
- Eu irei trabalhar em uma boate? Não acredito! Pode deixar... Vou me esforçar ao maximo! – ela fala toda animada enquanto procura uma roupa mais esquisita que antes pra ir lá.
Eu nem me meti, já que minha cabeça estava cheia demais com outras coisas. Fui dormir e acabei tendo um pesadelo. Sonhei que a coisa da Juliana estava levando o Pierre, pra um lugar onde eu não poderia chegar perto.  Acordei com a mola da minha cama se soltando e beliscando a minha bunda. Como já era manhã, vou a cozinha tomar café quando vejo meu pai. Com topete e sem barba... 
Eu fiquei tão surpresa que nem minha voz queria sair mais.
- Eu sei! Eu tive a mesma reação! – diz o Luigi colocando o café pra ele. 
- O que aconteceu? O que fizeram com o nosso pai? – perguntei assustada. Ta! Pode ser exagero, mas meu pai não mudou de visual há 15 anos... É obvio que eu iria me assustar... 
- Parece que ele vai se declarar pra a mulher que ele ta afim! Eu falei que gatinhas gostam mais de caras de rosto liso e quando vi, ele estava assim! – ele me respondeu colocando a mão na cabeça. Então era isso. Nosso pai estava apaixonado de novo e queria impressionar essa mulher, isso de certa forma me deixa feliz! Então quando ele foi saindo de terno, eu desejei boa sorte. Ele ficou um pouco envergonhado, mas sorriu. Se meu pai fosse bem, me daria esperanças também. 
 Todo mundo tinha saído e eu estava só. Aproveitei que ninguém estava em casa e fui cochilar um pouco, já que eu tenho trabalhado demais.Quando eu estava quase dormindo o celular tocou, fiz o maior esforço pra não me levantar da cama pra atender, e ainda respondi com uma voz bem sonolenta.
Oi, Dora! Ta dormindo?” era a voz do Pierre na outra linha. Me levantei na hora.
- Você ligou pra cá só pra saber se eu estava dormindo, idiota? – respondi pra ele tentando esconder o fato de estar feliz por ele ter me ligado.
- É natal sabia? Você não vai passar junto da sua família? – ele fala rapidamente. Nossa, é natal? Cara, eu nem tinha me tocado e olha que eu estava me perguntando o porquê de tantas luzes na rua. Ele ficou em silencio por um longo tempo no telefone. - Já que você esta só e eu estou só, por que você não vem pra cá? – ele me pergunta. Eu não pude evitar de dar um grande sorriso.
 Então me ajeitei, procurei a roupa mais bonitinha que eu tinha e fui para o apartamento dele.  Lá só tinha pizza e cerveja. Belo jeito de passar o natal não? Então comemos, mas ele parecia meio triste. 
- Dora, você se lembra do seu primeiro amor? – ele perguntou pra mim do nada.
- Por que diabos você quer saber disso? Sim, eu lembro e???? – perguntei a ele morrendo de vergonha.  Esse garoto estudou comigo no colégio e foi ele que roubou o bv, eu gostava razoavelmente dele. Mas ele ficou com raiva quando ganhei dele numa queda de braço e desde então, não nos falamos.
- E você sente falta dele? – ele me perguntou.
- E de que ia servir eu sentir falta dele? Ele ta feliz, com outra garota. – respondi honestamente. Então ele dá um suspiro triste. Eu percebo que aquela depressão toda é por que a coisa não esta com ele. Eu mereço, ele só me chamou pra acalmar sua dor de cotovelo, como se eu já não tivesse a minha dor pra sarar. 
- Cadê a Juliana? Você devia chamá-la não? – perguntei a ele, tentando disfarçar minha cara de raiva... Então ele aperta minha bochecha.
Você tem razão! A gente acabou por um problema, e esse problema ainda não se resolveu! – ele fala cabisbaixo... - Dora! Você acredita em destino? – ele me pergunta do nada. Eu já sabia onde aquela conversa ia dar e de verdade não queria ouvir... 
Dizem que há um fio vermelho atado na sua pessoa destinada. Não é nada sobre quantos relacionamentos você tem ou não, nem se a relação funciona. É só uma pessoa que foi feita para a outra! Mesmo terminando você não sente que tenha terminado. Mesmo que você esteja sem aquela pessoa, você não sente livre. – ele dizia em um tom choroso. Eu de verdade não mereço!
- Isso soa mais como uma macumba. Não existe algo assim! Você que é burro demais pra perceber! – falei pra ele. Serio, eu estava me controlando pra não falar nada de errado, pra não gritar com ele. Eu estava me esforçando ao maximo. Mas estava difícil continuar escutando aquilo.  
- Existe sim! As pessoas só se rendem por é difícil demais! – ele fala deprimido olhando pra bendita da corrente no pescoço.
- Não existe! Tudo se esquece com o tempo. Ninguém é amarrado em ninguém! – respondi já irritada e com um nó na garganta. Eu não queria continuar com aquela conversa.
- Como se você soubesse alguma coisa de amor! – ele me fala rindo. Ele achava que eu não sabia o que era o amor? 
- Eu soube como o amor pode ser cruel aos 8 anos de idade! – respondi a ele. Aquela conversa estava me fazendo mal. Estava me fazendo lembrar coisas que eu sempre fiz questão de esquecer.
- E como você soube? – ele perguntou ironicamente.  Eu não estava mais agüentando aquela situação. Quanto mais ele falava, mas estressada eu ficava.
- Minha mãe largou a nossa família pra fugir com uma cara que morava perto da gente. –eu respondi não agüentando mais. Infelizmente esse assunto de destino é o que eu mais tinha escutado na vida. Quando te acontece algo de mal, é o destino. Isso me irrita! Isso me lembrava principalmente a historia da minha família, onde tudo que aconteceu era pelo destino.
- Quando morávamos em outra cidade, umas senhoras vieram na nossa casa e saíram arrastando minha mãe pela rua, por que parece que ela tinha um caso com um cara casado. Foi humilhante! Varias pessoas também humilhavam a mim e o meu irmão... E o meu pai também! Mas ele a perdoou, por ele a amava. E sabe o que ela fez? Eu disse pra todos que não precisava nem dele, nem dos filhos e foi embora com essa cara. Por que ela o amava. – falava olhando para o chão. Percebia que ele me olhava com tristeza. Isso é algo que mesmo eu tentando esconder, ainda me machucava muito! – Você acha que eu não sei realmente o que é o amor? Se minha vida é rodeada por pessoas que foram destruídas pelo amor. Minha mãe nos abandonou por causa de um amor, que não deu certo. Meu pai esperou 15 anos por uma mulher, mas agora esta com outra! Você só sofreu 5,6 anos... Não me venha com esse papinho de destino... – eu dizia e percebia que meus olhos se enchiam de água. Tentava me controlar, mas estava cada vez mais difícil. Eu não queria acreditar nessa historia de destino. Não queria!
- Por que você esta tão estressada por isso? – ele me perguntou com um olhar meu triste.
- Eu não quero! Eu não quero ter algo que eu não possa esquecer nunca! Eu não quero! – eu falei sem pensar. Minha cabeça doía e fazia meu coração e meu estomago doer também. Sentia como se algo estivesse entalado na minha garganta.
- Como assim? – ele pergunta sem entender o que eu estou falando. Aquela situação já estava dolorosa demais pra mim, e eu simplesmente não conseguia mais fingir que estava tudo bem.
 - Eu não sei o que diabos eu fiz de errado, mas acabei me apaixonando por você! – eu respondi com os olhos fechados, passou um tempo e ele não falava nada, então percebi que eu teria que repetir. Já que eu resolvi falar, então devia falar tudo de uma vez! Mesmo que me desse medo. Mesmo que me doesse falar de novo.- Você me ouviu? Eu te amo! – eu disse pra ele, já não podendo controlar as lagrimas. – Por isso que eu não quero acreditar em destino, por que se o destino de verdade existir. Meu destino é você! – ele me olhava paralisado. Sem entender ou sem querer acreditar. Eu já não me importava mais. Por mais que me doesse, eu precisava dizer o que sentia. Por que eu já não agüentava mais esconder, tanto dos outros como de mim mesma. 
Eu não podia mais esconder o que sentia por ele. 

9 comentários:

  1. awn <3 tomara q eles fiquem junto *__*

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  2. Ai, jesus! ela falou! falou tudo! .. o q sera q ele vai dizer???

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    1. realmente, foi algo bem corajoso da parte dela... contar tudo...

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  3. Ela faloooooou! Yay! Porque eu nao sei quem e(acento) mais tapado, esse paulo hemrique ou o Otani u.u
    Ai,ai,ai! Espero que ele nao faca nenhuma besteira, pois se fazer, vou bater nele pessoalmente! A Dora ta tao fofinha <3

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