Saída de campo.
Ele me olhava paralisado, não falava nem fazia nada. Então a capainha tocou e ele, meio atordoado foi atender. Meu rosto estava quase em chamas de tão vermelho que estava. Então entra a Juliana abraçando o Pierre. Nessa hora me deu um pânico. E agora? E agora? Não! Eu não queria que ela soubesse e o idiota do Pierre podia abrir a boca a qualquer momento.
- Toma bebê, seu presente de natal! – ela entregou uma
caixa ao Pierre com um laço rosa... Ele deu um sorriso meio amarelo e ficou
olhando pra mim. Não! Eu não queria que ele abrisse a boca e acabasse contando
tudo que eu disse! Seria melhor mentir! Fingir que nada do que eu disse era verdade... Então comecei a rir e ligo pra Danii.
- Danii, eu me
rendo! Você ganha à aposta! – falei no telefone sorrindo.
- Quê? Que aposta?
Hey? – ela perguntava no telefone, porem eu não tinha tempo para explicar e
apenas desligo. Tanto a Juliana como o
Pierre me olhavam assustados, sem entender.
- Então você me escolheu?
– ele pergunta fazendo uma careta. Eu tinha que agir da forma mais natural do
mundo. Eu tinha que sorrir não importa o quão difícil fosse. Eu continuava rindo e
ele ia entortando o rosto, como se realmente estivesse chateado.
- O que você
respondeu pra ela? – Juliana perguntou curiosa.
Eu ia pegar um
ônibus, mas ele me deu o dinheiro do taxi e ficou ali esperando comigo. Eu não
olhava pra ele, por que como estava, sabia que iria chorar em seguida. Serio!
Todo mundo que está apaixonado fica sentimental assim? Ele olhava pra mim
direto e isso já estava me deixando nervosa.
- Quê é? – eu
perguntei de costas pra ele.
- Aquilo que você
falou... Era... – ele começa a gaguejar pra falar. Eu não queria confirmar
nada. Por sorte, o taxi chegou em seguida. No taxi chorei o caminho inteiro. O
taxista até me perguntou se eu estava passando mal. Quando cheguei em casa,
tinha recebido o presente de natal do Pierre, 5 quilos de carne pra fazer churrasco.
O sonho de toda mulher não? Apenas ignorei enquanto meu pai e o Luigi agiam
como se a carne estivesse armada ou coisa do tipo.
- Hey! Parece que o
papai realmente ta namorado! – o Luigi falou todo animado. Eu estava feliz por
ele, pelo menos meu pai depois de tanto tempo estava sendo feliz. Então fui
dormir e tentar esquecer aquela situação vergonhosa. No outro dia, fui buscá-lo
como sempre. Dona Fátima atendeu a porta e ela estava com um belo vestido.
-Você gostou? Foi o
Paulo Henrique que me deu! – ela fala sorrindo. Eu sorri para ela quando o
Pierre sai, então o segui. Parece que ele tem mais carinho até pra sua
empregada do que por mim.
Ele não falou nada
durante o caminho, mas eu o sentia me olhando. Quando chegamos, ele foi
treinar, mas por algum motivo ele estava distraído. Eu fiquei olhando ele
treinar, mas por alguma razão ele parecia nervoso, preocupado. Quando do nada
ele olha pra mim e eu, me lembrando da bendita declaração que fiz, viro o
rosto. Quando o Caio chega e chama ele
pra sair, então eu entendo o nervosismo todo dele, era pra sair com a tal
Juliana. Eles foram a um shopping junto do Caio e a Gabriela, depois a uma
lanchonete e depois ao cinema, e eu sempre ali, olhando de longe. Como uma
sombra...
Então depois eu fui
pra casa enquanto o Pierre levava a coisa pra casa. Pouco tempo depois chegou a
Danii do seu primeiro dia trabalhando na boate como garçonete. A roupa dela
ainda bem não era tão esquisita. Então ela
me dá um cartão de ano novo. Os cartões de ano novo da Danielle sempre tinham um
tema erótico, como biquíni, calcinha e etc. Esse ano era a foto dela de 8 anos
de biquíni.
- Descobriu algo
sobre o Lucas? – perguntei já sem paciência pra a faladeira dela.
- As meninas o
adoram, ele descasca laranja e maça muito bem alem de ter mãos bem bonitinhas!
– ela fala olhando pra o teto. Era só o que me faltava.
- Você ta
apaixonada por ele ou o que? – perguntei já com raiva.
- Ele é bem
gatinho! Mas meu coração é do agente Cássio! – ela fala fazendo sinal de S2 com
as mãos. Eu mereço!
- O agente Cássio
sabe desse amor ai ou é igual a do padeiro? – perguntei a ela encostando minha
cabeça no travesseiro.
Então fui dormir,
no outro dia o Pierre foi a sede novamente e então começou a conversar com o
Caio. Eu tentei escutar porem eles perceberam e pararam de falar, mas pelo
jeito falavam da bipolaridade da Juliana. Então enquanto ele voltava a treinar,
eu o esperava na sala de relaxamento e resolvi tentar imitar algumas expressões
da Juliana pra ver se eu ficava do estilo sexy e fofo também, apesar de sentir
que alguém me olhava. Logo depois o Pierre me chama e eu o segui ate seu
apartamento, e quando estava pra ir embora a Juliana chega. Ela ia passar a
noite no apartamento com ele. Eu não sou idiota! Eu sabia o que iria acontecer,
então fui pra casa e comecei a me exercitar pra ver se aquele sentimento fosse
embora. Quando entra no meu quarto a
Danii.
- Hey! Você não
devia ta fazendo isso! Eu conheci o repórter Claudio! Ele disse que gosta de
garotas tímidas e delicadas! – ela me fala com a um tom forte. Se ela soubesse!
– Se você quer ficar com ele você tem que mudar! – ela me fala segurando minha
mão. Cara, por que eu deveria mudar! Se eu mudar, a pessoa não amaria a mim de
verdade, não é?
- Eu quero mudar,
mas imagino, ele não podia me amar eu sendo assim, do jeito que eu sou? –
perguntei pra ela angustiada. Então ele levanta os ombros dizendo “Não sei!”.
Bem, era uma resposta que eu já esperava dela. Então fui dormir e decidi que eu
não queria mais ser a sombra dele. Nem
que seja pra não ser mais nada dele.
- Você esta tão
calada! Ta começando a me dar medo! – ele falava enquanto dirigia o carro.
- Sinto que estou
morrendo! – falei baixinho pra que ele não ouvisse.
- Por quê? – ele
perguntou com uma voz preocupada. Eu apenas permaneci em silencio. Me
controlando pra não chorar e não gritar. Então fomos à sede, depois pra casa dele. Eu
tinha decidido.
- Adeus! – falei
pra ele tentando realmente me despedir.
- Por que você esta
falando assim? Parece que vai embora, eu hein? – ele fala entortando a boca com
uma caixa se iogurte na mão. Pelo menos ele era idiota o suficiente pra não
perceber o quanto eu estava sofrendo. Então sai, e ao sair todas as lagrimas
que tinha segurado caíram. Era a ultima vez que o veria... Eu não queria mais
me machucar...Eu estava dizendo
adeus ao Pierre, estava dizendo adeus ao amor que acabei sentindo por ele...
Fui ao escritório do chefe e disse pra ele que
não agüentava mais trabalhar para o Pierre, e acho que minha cara estava muito
mal por que ele aceitou na hora e disse que quando achasse outro cliente, me
ligaria. Então fui pra casa dormir. Como tinha chorado muito meus olhos estavam
ardendo e eu dormi rapidamente. No outro dia, me levantei e lavei o rosto, ainda inchado de
tanto chorar, me vesti e fui ao restaurante do papai. Tanto ele como o Luigi
olhavam pra mim, mas não diziam nada. Lá em casa existe uma regra que é não
conversar sobre coisas tristes, e acho que por isso eles não me perguntavam
nada. Então comecei a puxar assunto com
o papai.
- Quando é que você
vai apresentar sua namorada pra gente? – eu perguntei e deu o melhor sorriso
que podia naquele momento... Ele se assustou na hora e quase derrubou o copo
que estava segurando.
- Logo... Logo eu vou apresentar ela pra vocês! – ele respondeu gaguejando e olhando para o lado. O coitado estava tão envergonhado, eu consigo entender. Então dei um abraço nele e sai. Na porta estava o Luigi tentando escutar o que a gente falava. Era um besta mesmo. Então fui ao escritório onde fiquei todo o dia. Porem não veio nenhum trabalho.
- Logo... Logo eu vou apresentar ela pra vocês! – ele respondeu gaguejando e olhando para o lado. O coitado estava tão envergonhado, eu consigo entender. Então dei um abraço nele e sai. Na porta estava o Luigi tentando escutar o que a gente falava. Era um besta mesmo. Então fui ao escritório onde fiquei todo o dia. Porem não veio nenhum trabalho.
- Isaaaaa!
Amigaaaaa! – entra a Danielle correndo no meu quarto. – Eu vou sair com o
agente Cássio e o repórter Claudio vai ta lá. Vamos juntas! – ela dizia
extremamente animada. Eu mereço!
- Eu já desisti
dele! Então esqueça! – falei pra ela olhando pra o lado. Agora que desisti do
Pierre, o que menos preciso é da Danielle tentando me juntar com o repórter
Claudio.
- Você ta
desistindo sem nem tentar? – ela pergunta pra mim com um olhar de decepção. Se
ela soubesse.
- Eu já tentei de
tudo! – eu reclamei ainda olhando para o lado.
- Nossa! A
preservação da espécie é o mais poderoso instinto do ser humano e você esta
superando. Você vai acabar se extinguindo como os dinossauros. – ela fala com
um sorriso idiota na cara. Como sempre, os comentários dela me deixam super
animada.Então do nada ela começa a sorrir, a se abraçar e ficar se balançando
de um lado pra o outro. Comecei a me afastar da cama por que parecia que ela estava
endemoniada ou algo assim.
– Tá doida mulher, que te deu? – perguntei a ela me
afastando cada vez mais.
- Hein? Serio? –
perguntei realmente duvidando. O agente Cássio parecia do tipo que nem gostava
de mulher, nem de romance. Na verdade, ele só me lembra um andróide.
- Sim! Ele me pediu
ontem! Agora sim! Agora eu serei uma devassa! Terei uma vida promiscua de agora
em diante e irei fazer tudo que li nos livros em todas as posições existentes!
– ela falava dando um enorme sorriso, então sai do meu quarto cantando. Eu de
verdade não sei se fico com inveja pelo cara que ela gosta ter gostado dela
também ou fico com pena do agente Cássio, com certeza ele não tem a mínima idéia
de onde esta se metendo.
- Seja lá o que
tenha acontecido de ruim pra você, não me use como sua desculpa! – ela fala em
um tom frio. Aquela mulher era incrível. Ela não tinha a menor noção do quanto
estragou minha vida. Do quanto estragou
a vida do papai e ate do Luigi. Eu tive que aprender a lutar judô por que tinha
muitas pessoas que vinham querer me bater, por ser filha da piranha, mas isso
não importava a ela, claro! – Pegue suas flores! – ela fala me entregando o
buque que estava na mão.
- Sim! Ah, parece
que esse cara é meio violento, como a gente já ta com o nome sujo, se ele
tentar lhe atacar, espere ele lhe dar o primeiro golpe para reagir, ouviu? –
ele falava fazendo careta. Sinalizei sim com a cabeça, me levantei e fui pra
casa. Estava curiosa pra perguntar sobre o Pierre, mas já que decidi
esquecê-lo, era melhor fazer direito e também que no outro dia eu teria um
trabalho pesado.
Então os dois
entraram na sala do tribunal e eu fiquei esperando... Claro que o cara não
tentaria nada idiota no tribunal. Umas 4 horas depois ela saiu chorando, então
eu a segui. Sabia que aquele era o fim. Levei-a ao carro porem quando ela ia
saindo, o seu ex-marido começou a gritar na porta do carro. “sai daí vagabunda!
Eu quero falar com você! Sai daí sua prostituta!” ele gritava e socava a porta,
então o peguei e deu uma chave de braço nele enquanto ela ia embora, então o
soltei. Claro, ele não estava nada feliz.
- Você desconfia da
própria sombra não é? – falei evitando rir daquela situação... Então ele
agarrou a gola da minha blusa, fechando o punho pra me bater. Eu me lembrei do
que o chefe disse, se eu levasse um soco, já poderia reagir. Então apenas
fechei os olhos e esperei que ele me desse o primeiro soco quando sinto um
empurrão que me faz cair no chão. “O que você pensa que esta fazendo?” eu
escuto alguém dizer, que quando olho era o Pierre, segurando o cara pela gola
da camisa com todas as forças. Eu gelei. Por quê?
Não tendo nada pra
fazer, resolvi ir dormir. Quando o celular resolveu tocar, quando vejo o
numero. Era o Pierre. Eu não queria
atender, então tirei a bateria do celular. Eu conhecia o Pierre, era tão burro
que deve estar até agora sem entender o porquê de que eu ter ido embora. Ele ia
continuar ligando. Queria bloquear o numero dele, mas tinha medo. Sabia que
devia enfrentar meus medos, então resolvi enfrentar ao primeiro, indo à loja da
mulher que me deu a vida. Ao entrar, era uma loja bonita até. Ao olhar pra mim,
ela fica pálida, com certeza me reconhecendo, já que infelizmente tenho o rosto
parecido ao dela.
- O que deseja? –
ela fala com um sorriso forçado.
- Quero um buque de
margaridas, por favor! – respondi a ela. Margaridas até onde eu lembro eram as
suas flores preferidas. Então ela começa a empacotar as flores, quando olha pra
mim.
- Você é a Isadora
não é? – ela perguntou um tom meio melancólico. Eu sabia, ela tinha me
reconhecido. – Por que você veio aqui? – ela me perguntou olhando pra baixo,
como se tivesse sentindo algum remorso.
- Queria saber como
você vivia depois que abandonou a gente! – respondi friamente. – Ah! O papai
conseguiu uma nova namorada! – falei pra ela, então ela arregala os olhos e
olha diretamente pra mim. Como se aquilo a desagradasse. – Quê? Você não gosta?
Você o mandou pro inferno, o fez ser conhecido como o corno imprestável por uma
cidade inteira e agora não quer que ele fique com outra mulher? – perguntei
tentando controlar a minha raiva e minha vontade de chorar. Há tempos queria
dizer isso a ela. Há tempos isso estava preso na minha garganta. Quando sinto
que as lagrimas queriam novamente sair, então me virei.
- Fique com elas!
Minha mãe de verdade, morreu há muitos anos... Porem, só agora sou capaz de
entregar flores em seu tumulo. – disse chorando e sai. Aquilo não iria mais me
doer. Todas as coisas que tinha guardadas na garganta sobre ela tinham saído.
Sentia meu peito mais aliviado apesar de tudo! Então exclui o numero do Pierre
do meu celular. Se eu queria enfrentar todos os meus medos, teria que enfrentar
também aquilo que me fazia mal. Então fui ao escritório, pouco tempo depois o
meu chefe chegou.
- Ah, você esta
aqui? Você esta melhor? – ele me perguntou com a cara um tanto preocupada.
- Ah sim! Eu to bem
já! – eu respondi a ele e fingi um sorriso.
- Ah, tenho um
cliente pra você! A pasta esta em cima da mesa! – ele falou então eu fui pegar.
Quando li o arquivo, era um caso simples, eu protegeria uma mulher que esta
sendo ameaçada pelo marido ate os tribunais. Quando ela terminar o divorcio, eu
estou livre.
- Eu tenho que
esperar até o divorcio, certo? – perguntei a ele lendo o arquivo.
Na manhã seguinte,
ao acordar vesti minha farda e fui buscar a minha cliente. Demoramos umas 2
horas pra sair da casa dela pra fugir do seu ex. Ao chegarmos ao fórum, lá
estava o ex marido dela olhando pra gente. A mulher se escondeu nas minhas
costas e ele me olhava como se quisesse me enforcar, mas eu permaneci ali,
parada, encarando ele.
- Cadela! Como você
se atreve? Eu te processar! – ele dizia gritando. O quê? Me processar?
- Vai em frente! Só
que você precisa de laudo medico primeiro e duvido muito que você consiga um! –
respondi encarando-o.
- Vadia! Quem é
você pra se meter no nosso relacionamento? Espera! Você tem um caso com ela não
é? – ele perguntava bufando de raiva. O quê? Ele viu meu uniforme de
guarda-costas, mas ainda acha que eu estou tendo um caso com ela, por favor!
Eu estou me
esforçando tanto pra esquecê-lo. Por que ele esta aqui?


































ADOREEEEEEEEEEEEEEEEEEI, estou amando <3
ResponderExcluirTorcendo pra que o Pierre e a Isa fiquem juntos!
ai brigada, que bom que vc esta gostando flor :)
Excluireu tbm, torço mo pra eles ficarem juntos <3
To triste pela Dora :( Mas espero que o PH se toque e tire ela dessa tristeza toda, porque ninguem merece isso depois de tudo que ela passou e ainda passa u.u
ResponderExcluirVamos ver o que vai acontecer *.*