Capitulo 15

Novo ataque do maníaco das fotos. 

Pierre segurava fortemente a gola do cara. Eu ainda estava em choque olhando pra cima. Por que ele estava aqui? 
- Quem é você? – o cara perguntava assustado. 
- Quem diabos é você? – o Pierre pergunta com a voz alterada, então ele puxa a mão do cara que estava fechada. – O que diabos você ia fazer com essa mão? – ele falou se referindo ao soco que o cara queria me dar.
- Essa cadela que começou! – ele dizia gaguejando. Então noto que o Pierre trinca os dentes, e começa a olha-lo com o mesmo olhar de ódio que já me olhou tantas vezes. 
- Cadela? Quem você pensa que é pra chama-la de cadela? Tá querendo morrer? – ele perguntava com os dentes trincados. Eu estava sem reação. Então ele puxou mais a gola do cara e começou a encara-lo. – Eu também sei xingar. Conheço palavras que mesmo que se passe mil anos, você jamais vai conseguir esquecer, ta querendo ouvir? – ele dizia apertando a gola do cara de um jeito que parecia que a qualquer momento ele iria enforca-lo. Por que? Por que ele estava com tanta raiva, ele mesmo já me xingado antes. Eu não conseguia entender. – Toque nela de novo e eu juro que eu vou quebrar todos os seus ossos! - Ele dizia então empurrou o cara com tudo no chão. O cara saiu de lá correndo de medo. Eu não conseguia entender. Por que ele me defendeu assim, o por que dele esta ali.
- E você! – ele grita na minha direção. – Por que diabos você estava de olhos fechados em vez de dar logo um soco na cara desse imbecil? Você jamais teria ficado quieta se fosse eu! – ele gritava. Eu não queria mostrar que estava nervosa, então olhei pra o longe.
- Que te importa? E você sempre me chamou de idiota e besta, alem desse apelido de “Dora” que você me colocou! – eu disse a ele. Eu realmente não entendia o por que dele estar tão alterado. 
- Eu te chamo de besta por você realmente é besta, e só eu posso fazer isso! Não deixe que outra pessoa te trate assim, isso me irrita!- Ele gritava com o tom mais forte. Tipo o que, eu era o brinquedinho dele? Idiota! Então ele veio e começou a apertar minhas bochechas...
- Sai! Larga! – eu falava dando empurrões nele, mas segurou uma das minhas mãos...  Ele soltou uns minutos depois e minha bochecha estava doendo muito.
- Por que você esta ignorando minhas ligações? – ele pergunta olhando pra mim, então desvio o olhar por que já estava nervosa demais pra ficar mais nervosa ainda...
- Quem mané ta te ignorando, eu to trabalhando, ta cego ou o quê? – perguntei pra ele já tentando sair, porem ele segura meu braço.
 - Você já terminou seu trabalho por hoje, não é? – ele pergunta pra mim sorrindo. Serio, o que esse cara queria? – Bora! Vamos jantar! – ele falou. O quê? Eu fiquei olhando ele sem entender, então ele pegou minha mãe e saiu me puxando até o restaurante.  Era uma churrascaria onde tinha muita carne, e ele acha que eu só gosto de carne. É um idiota! Fiquei parada enquanto ele fazia a reserva. Cara, por que ele apareceu? Já tava tão difícil esquece-lo sem vê-lo, ainda mais com ele ali, perto de mim, me defendendo.  Eu suspirei, tudo só colaborava pra que eu ficasse pior.
- Ta parada ai por quê? Entra! – ele falava se sentando a mesa. Então fui e me sentei também, mas permaneci calada o tempo todo.  Ele pediu uma grande quantidade de carne e cerveja. Não sei se ficava feliz por que gosto de cerveja e carne, ou ficava envergonhada, por que aquilo parecia um encontro de dois homens.
- Teu chefe me falou que você estava doente? Você estava mesmo doente? – ele me pergunta cortando a carne pra mim.
- Um pouco! – respondi olhando pra baixo. Então ele coloca vários pedaços de carne no meu prato. 
- Então coma! Coma tudo que quiser! Você tem que comer bem, pra ficar saudavel! – ele dizia sorrindo enquanto ainda cortava a carne no meu prato. Cara, aquela situação era tão incomoda. A cada ação dele, eu tinha mais esperanças inúteis... – Eu fiquei o dia inteiro pensando em você, e você com certeza não lembrou nenhuma vez de mim, né? – ele dizia fazendo uma careta e dando uma garfada em um pedaço de carne. Paralisei por um momento, mas então entendi o que ele quis dizer. Ele estava pensando em mim por não ter me despedido.
- Por que você veio? O que é que você quer? – eu perguntei pra ele com meu peito doendo cada vez mais. Eu não queria estar perto dele, eu não queria olhar pra ele, por cada vez que o via, meu amor crescia. Um amor inútil e sem fundamentos.
- Por que queria te ver! Queria saber o por que de você ir embora se ao menos se despedir! – ele dizia novamente fazendo uma careta. Se ele soubesse! Eu queria explicar o por que e ao mesmo tempo não queria sentir aquele desespero todo que senti.
- Por que eu deveria me despedir? Não temos nenhum relacionamento para tal. Eu era sua guarda-costas e você meu cliente, eu não pude mais te proteger então sai. Simples. Ponto final! – respondi de forma bastante seca pra que ele se irritasse e fosse embora.
- Você devia me contar! O por que de estar tão fria comigo ultimamente! O que foi que eu fiz? – ele perguntou me olhando. Eu olhei pra o lado e simplesmente fiquei calada. O que ele queria que eu respondesse? Por eu te amo e você ama uma Barbie humana. Eu não falaria isso nem morta! – Tá! Eu sei que a gente não era cheios de amor e tal, mas admita que viramos amigos! – ele reclamava ainda olhando pra mim. Aquilo estava me deixando cada vez pior. 
- Um simples guarda-costas ia no meio do mato procurar seu cliente? morrendo de medo do escuro, sem comer nada decente e ainda doente? Qualé? – ele falava enquanto comia. Eu não podia simplesmente negar aquilo. – Apenas admita! Você gosta de mim não é? – ele perguntou me olhando. Eu gelei. – Eu também gosto de você! – ele respondeu e sorriu. Eu fiquei em choque. O que? Ele gostava de mim?
- Serio? – perguntei um tanto timida. Aquilo não podia ser verdade.
 - Sim! Sabe, quando te conheci, só achei que você era uma mulher macho muito da estranha, mas você tem um lado bem encantador. – ele fala comendo novamente. Eu não podia acreditar no que estava escutando. – Sabe, fiquei imaginando como seria legal se eu tivesse uma irmãzinha como você! – ele fala sorrindo. Irmã? Ah claro! Como eu pude imaginar que ele estava sentindo algo realmente por mim. – Me veja como um irmão mais velho! Um que você sempre pode contar! – ele dizia sorrindo enquanto comia. Eu não acredito! Existe limites até pra burrice.
- Eu não quero você como irmão! – eu gritei já sentindo as lagrimas quererem sair dos meus olhos. Ele olhava pra mim com os olhos arregalados.
- Por que não? – ele perguntou sem entender. Era um idiota mesmo e eu uma idiota mil vezes maior por ainda assim ama-lo.
- Por que você tem um gênio ruim, por que você sempre faz o que quer, sempre se mete em brigas e é a pessoa mais burra que eu conheço! Além de ser teimoso também. – gritei pra ele. ele nunca me veria como mulher, mais também não quero ficar como a amiga que sempre foi apaixonada. Não nasci pra isso e nem tenho paciência também. Ele me olhava com uma raiva enorme, e eu sei que exagerei, mas não, eu não quero ficar grudada nele enquanto vejo ele grudada na Juliana. 
- Ok! Retiro o que eu disse! Eu também não quero ser seu irmão mais velho! Vamos embora! – ele fala se levantando da cadeira. Eu estava triste demais, qualquer descontrole e eu começaria a chorar feito uma louca, mas me controlei. Então apenas sai e obvio que ele ficou resmungando.
- A gente tenta ser legal! Você ao menos devia perceber isso! Não é atoa que eu te chamo de idiota e besta! – ele fala resmungando pra si próprio.
- E não é atoa que querem te matar! Você sendo essa anta batizada que você é! – eu gritei pra ele. Então ele se virou pra mim. – É o que? – ele fala trincando os dentes. Eu não queria brigar mas minha raiva por ele achar que eu queria ser a “maninha” dele era demais!
- Você que fica me irritando! – eu gritei de volta pra ele.
 - Que ótimo! Então somos completamente estranhos agora! somos pior que estranhos! Somos inimigos que nunca mais vão se ver! – ele falava com raiva. Aquilo me doeu, mas era melhor do que ter que ve-lo com sua namoradinha.
 - Pra mim tá ótimo nunca mais olhar pra essa sua cara! – eu gritei pra ele. então o celular dele tocar e ele atende, era a Juliana. Cara, eu não tava bem pra ver isso. Porem ele começa a ficar palido do nada.
- Juliana? Juliana? Você esta bem? O que houve? – ele gritava no telefone. Quanto mais ele gritava no telefone, mas desesperado ficava. Ele começou a tentar abrir a porta do carro, porem estava tremendo demais e não conseguia. Então abri e resolvi dirigir pra ele, já que naquelas condições ele não ia conseguir ir longe. Ele falava pra ela se acalmar quando eu escuto um grito alto o suficiente vindo do telefone. Algo tinha acontecido com a Juliana? O Pierre continuava gritando desesperado pra que ela se acalma-se. Eu escutei mais uns dois gritos dela, e o Pierre continuava gritando pra que ela se acalma-se. Quando chegamos ao prédio, fomos correndo ao andar onde ela morava, ela estava na porta do seu apartamento, tremendo e segurando o celular.
 O Pierre tentava acalma mas parecia que ela não o ouvia, então ele pegou ela no colo e levou ela pra dentro do apartamento. Vi que algumas pessoas que estavam lá olhavam pra uma caixa que estava perto da porta, então abri a caixa e vi o gato branco da Juliana, com os olhos arrancados, coberto de sangue e dentro da caixa tinha uma foto do Pierre com os olhos rasgados,  eu peguei e vi que estava escrito com sangue “isso é o que vai acontecer com você!”. O maniaco das fotos tinha atacado novamente, e agora ele realmente fez uma vitima!
Aquela imagem era assustadora demais, ate mesmo pra mim. Bem, eu não tenho animais de estimação mas imagino que deve ter sido horrível ver aquilo. Então vi o celular dela do lado, manchado de sangue. Resolvi devolver! Quando entrei, ele estava segurando a Juliana no sofá, enquanto ela se mexia e gritava sem parar. Ele estava chorando e falava devagar que tudo estava bem! Aquela cena me doeu. Sim, eu sou uma péssima pessoa, a garota estava triste, estava passando por um momento terrível e eu estava com ciumes.
Então deixei o celular lá e fui pra casa com aquele sentimento ia me seguindo. Ao chegar em casa, me deitei mas não consegui pregar o olhos, eu só fazia chorar feito uma idiota. Por isso que eu não queria ver ele novamente, eu sabia que só ia me fazer mal. Agora eu estou preocupada com ele, triste por ele e por mim. 
- Você é patética, Isadora! – eu repetia pra mim mesma enquanto tentava parar de chorar.
De manha, meu celular tocou, eu demorei pra achar ele e por ter chorado tanto meus olhos estavam tão inchados que não dava nem pra abrir eles direito. “Dora, tenho algo pra falar, estou do lado de fora da sua casa! abri a porta!” era o Pierre no telefone. Eu me levantei na hora, e fui correndo atender ele, e nem percebi que estava de pijama. Eu sou uma idiota!
- Por que seus olhos estão tão inchados? – ele perguntou olhando pra mim. Coloquei a mão na cara. Não queria que ele percebesse que eu tinha chorado.
- E você veio só pra falar isso? – gritei pra ele. ele simplesmente levantou os braços e entrou dentro de casa, por sorte nem meu pai nem o Luigi estavam. Então levei ele pra cozinha.
 - Como a Juliana esta? – perguntei meio receosa.
- Mal! Gritou a noite inteira! Não come, não fala! Eu estou quase enlouquecendo. – ele dizia com um tom triste. Ótimo! Ele veio pra cá pra falar isso? Como se eu já não estivesse mal o suficiente.
- E por que você veio? Você não falou que a gente nunca mais deveria ser ver? – falei pra ele, pra que ele não viesse me machucar mais. Então ele se levantou.
 - Não é hora pra isso! Dora! Eu quero... que você seja guarda-costas da Juliana! – ele me falou com um olhar triste, quase como se me implorasse. Quê? Como assim guarda-costas dela? Eu teria que ficar grudada a namorada dele? – Você precisa proteger ela! Você viu o que aconteceu! Eu não posso deixa-la só! Se algo acontecer com a Juliana, eu.... eu... – ele falava desnorteado. Eu de verdade não merecia aquilo.
- Por que eu? – eu perguntei me controlando o bastante pra não chorar! – Por que eu? Tem vários guarda-costas no mundo. Se você não quer um homem, tem varias guarda-costas mulheres também! Que são mais fortes, mais preparados do que eu! – eu dizia pra que ele mudasse de ideia.
- E daí? Você é a única que eu posso confiar! Você me protegeu! Você queria me matar e mesmo assim você me protegeu! Você é a única que pode fazer isso! – ele dizia com lagrimas nos olhos. Olhei pra o outro lado já que aquilo só ia me fazer ficar pior. – Se não fosse importante, eu não estava te pedindo. Por favor, eu te imploro Isadora! – ele falou com um tom triste. Senti uma pontada de tristeza e emoção ao ouvi-lo falar meu nome completo, pela primeira vez. Mas não podia concordar com aquilo, então ele começou a ligar pra o agente Cássio e disse que não podia ir a um dos treinamentos que teriam. Ele novamente ia se sacrificar com ela, por mais que eu tentasse, aquilo me doía mais do que nunca! Então chutei a perna dele.
- Isso é uma merda! – dizia pra mim mesma enquanto tentava me controlar ao máximo pra não chorar. – Quando eu tenho que ir? – eu perguntei olhando pra o lado, então ele me abraçou.
- Obrigada Dora! Eu sabia! Eu sabia que você não ia me abandonar! – ele dizia e eu percebia que ele estava chorando. Não pude evitar de chorar também, então ele foi embora e eu fui me preparar pra ir ao apartamento dela. Ao chegar, a Gabriela estava lá e tinha feito uma comida pra ela, comida essa que ela não provou. Ela estava catatônica, não se mexia e na verdade nem piscava.
- Já pensaram em levar ela ao medico? – perguntei a Gabriela. 
- A doença dela não é no corpo e sim na alma. – ela disse com uma voz melancólica. Então se despediu e saiu. Então sentei e comecei a jogar no meu iphone, por que vê uma estatua humana não tem graça alguma. Ta! Eu sei! Ela esta passando por um momento difícil mas tava todo mundo preocupado com ela. Custava dar um sorrisinho e dizer alguma coisa, e comer um pouco?  Se passou umas três horas desde que cheguei e ela ainda não tinha aberto a boca.
- Ta com fome não? – perguntei e ela ficou lá, olhando o horizonte. Ela realmente devia ser uma boneca, não sente fome, não vai no banheiro, não dorme...  Dá pra entender a diferença dela pra mim. Depois de uma hora eu estava com muita fome, então pedi uma pizza. Ofereci pra ela mas ela continuou com aquela cara de peixe morto, então eu comi tudo só. Depois tirei um cochilo, quando a campainha toca, era a dona Fátima com um prato de sopa.
- Ela comeu algo? – ela perguntou preocupada. Eu fiz sinal de não com a cabeça, então ela levou o prato pra perto da Juliana. – Coma um pouco. Você vai passar mal assim! – mas ela continuou olhando lá pra o horizonte e nem sequer respondeu. Era uma mal educada mesmo!
- Deixe! Quando ela estiver com fome, ela vai comer! – disse a dona Fátima. Então ela se levanta e me pedi que eu a faça comer. Então se despedi e vai embora. Serio, eu estava a menos de 8 horas com aquela garota e já estava morrendo de raiva. – Você é uma mal educada! – eu disse e ela continuou ali, como se fosse uma estatua. Meu pai já tinha ficado assim uma vez, quando minha mãe foi embora, e a única coisa que faz voltar ao normal é um choque da realidade.
 - Eu falei que você é uma mal educada! – eu gritei pra ela. Ela continuava com aquela cara de paisagem e de verdade, isso estava me irritando. – Quê? Você quer mostrar pra todo mundo que ta triste, devia escrever uma musica não? Agindo como uma princesinha que todo mundo tenta mimar! Se você fosse algum parente meu, já tinha perdido metade dos dentes! – falei pra ela fechando o punho, quando ela olha pra mim com raiva. Então nossa boneca não gosta de escutar a verdade?  Então sentei bem perto dela, pra não precisar gritar.
- Eu conheci uma pessoa como você, sabe. Ela ficava paralisada com frequência, mas sabe, isso nunca acontecia quando ela estava só. Quer saber por que? Por que não tinha ninguém pra mima-la e socorre-la! – eu falei a ela.  Ela continuava me olhando, e a raiva no seu olhar aumentava, mas ela ainda não dizia nada. – Quê? Não ta gostando de ouvir? Mas é a verdade! Se você tivesse só você estaria assim? Não! Você de algum jeito iria conseguir forças pra se levantar, ir no banheiro, comer! – eu dizia pra ela tentando controlar minha raiva. Todos estavam preocupados com ela e ela nem ao menos pra tentar.
- Você acha o quê? Que você é a pessoa mais sofredora do mundo? Eu tenho uma amiga que perdeu os pais, no aniversario dela, e não fez esse circo todo! – eu falava não conseguindo mais me controlar. Era algo irracional! Ta! Eu sei que ela estava triste, mas por que não chorar, pedir ajudar invés de ficar fazendo aquele drama de novela mexicana. – Quê? Você esta tão triste por seu gato ter morrido? Então por que não se mata e morri com ele? – eu gritei sem poder mais me conter. Nesse momento ela jogou o prato de sopa em mim, e começou a tentar puxar meu cabelo. Então dei uma chave de braço nela.
- Eu vou te matar! - Ela gritava e eu apenas a segurava.
- Tente! Você vai morrer de fome antes! – eu gritei a ela. Ela estava fazendo o que fez no passado e vai fazer o Pierre ficar se sacrificando por ela, como antes. – Você fez isso antes né? Por tua culpa o Pierre não pode jogar antes né? E você vai continuar com esse circo? – eu gritava enquanto a imobilizava. Tudo estava tão bem antes dela aparecer. – Tudo estava bem antes de você aparecer.  Foi pra isso que você veio? – eu disse já com vontade de chorar. Todos estavam sofrendo por culpa dela e parece que ela nem percebia. – Se vai continuar com essa palhaçada, vá embora! Pare de fazer as pessoas ao seu redor sofrer! – eu disse e então a soltei. Eu não devia ter aceitado esse emprego, de verdade. Então depois fiz um miojo e coloquei pra ela.
- Isso é a única coisa que eu sei fazer! Você que sabe se vai comer ou não! To pouco me importando! – disse a ela e incrivelmente ela começou a comer tudo. Me encarando com o mesmo odio, mas ainda assim, comendo. Nesse instante a campainha toca, ao abrir vejo que é o Pierre.
- A Juliana comeu alguma... – ele entra perguntando quando vê ela comendo o prato de miojo. – Como você fez isso? – ele perguntou pra mim. Eu tive que rir, ela reagiu quando alguem parou de mima-la.
 - É por que a gente nunca deve fazer os gostos de uma criança mimada.- eu respondi ironicamente, então ela parou de comer e jogou a colher em mim. Serio, se não fosse namorada do Pierre já tinha levado um soco. Então ele me deu alguns pacotes de batata frita, alem do dinheiro do táxi e falou que eu podia ir embora, já que ele ficaria ali com ela. Bem, não posso dizer que já não suspeitava disso. E também não posso dizer que não fiquei triste também, mas fazer o que? Fui pra casa e resolvi dormir já que não tinha dormido bem na noite anterior. Quando entra a Danii no meu quarto.
- Isaaaa! Ta dormindo? – ela perguntava com o tom de voz meio triste, porem como estava de olhos fechados não tinha certeza.
- Tô! Cai fora! – respondi e virei pra tentar dormir, porem ela se deitou na cama do meu lado. Com certeza ela estava querendo conversar e não estava com o minimo saco.
- Isaaa! Eu sou estranha? – ela me perguntou com a voz cortada. Nessa hora eu gelei. Eu só tinha escutado essa pergunta dela uma vez, quando seus pais tinham morrido. Então me virei e vi seus olhos cheios de lagrimas, e vários machucados no rosto. Ela sorria pra mim mas eu via o quanto ela estava triste. Eu não sabia o que tinha acontecido, mas sabia de algo.
A Danielle estava apavorada por algo. O que aconteceu?



7 comentários:

  1. çocorr preciso do proximo eps D:

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  2. necessitu de outro expisodio *o*

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  3. EU ESTOU AMANDO MUITO TUDO ISSO!!! Espero que o Pierre perceba logo que a Dora o ama, para que eles possam ficar juntos. Amo esses dois, e sempre rio das brigas deles. Realmente, você é brilhante, te desejo muito sucesso, e meus parabéns pelo seu trabalho! E POR FAVOR, não deixe de postar, estou louca para conferir o próximo capítulo. E se possível, faz a segunda temporada, meu tá perfeito demais! Um grande beijo.

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    1. verdade, eu tbm desejo muito que eles fiquem juntos...
      pois é, os dois com genios fortes, as brigas sempre ficam interessantes xD
      brigada flor =) fique tranquila, não deixarei de postar não =)
      bjus florzinha ♥

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  4. Opa,alguem falou em churrascaria? #APANHA
    Mas, serio,adorei o capitulo! Senti pena do gato,entretanto adorei a Dora falando unas verdades para a "coisa".
    Agora so estou preoucupada com a Danii mesmo :(

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