Capitulo 16

Sempre no banco reserva.
A Danii estava com os olhos cheios de lagrimas, o rosto bem machucado e estava tremendo.  Era uma imagem muito dolorosa que eu visse calada.
- O que aconteceu? – eu perguntei a ela bastante assustada. Então ela sorriu mas suas lagrimas continuavam caindo.
- Nada! Eu só não vou poder mais espiar o Lucas, ele me descobriu! – ela me falou com um sorriso e começou a tremer mais ainda. Me deu um frio na espinha, o que tinha acontecido? O que esse cara tinha feito?  Esse Lucas, desde a primeira vez que eu o vi, senti algo nele que me deixava apavorada.
- O que houve? Danielle, conte detalhe por detalhe do que aconteceu! – pedi a ela. A Danii é diferente, ela não conta as coisas que assustam e sempre fala como se tivesse animada. Mesmo quando estar morrendo de dor ou extremamente triste. Então ela me contou que enquanto expiava o Lucas, ele a descobriu e levou ela pra um lugar estranho, onde tentou estuprá-la e chegou ate a bater nela. Me deu uma dor no coração ouvir ela falando aquilo. A culpa era minha, se eu não tivesse pedido pra ela ser a isca, ela não teria que ter passado por isso.  Então eu a abracei.
- Me desculpa! Me desculpa ta? – perguntava pra ela com os olhos cheios de lagrimas. 
- Esta tudo bem! Eu to bem! – ela dizia chorando. Então ela me contou que o agente Cássio ficou com raiva dela, por achou que ela estava animada com aquilo. Eu acho que consigo entende-lo apesar de tudo.
- Como você conseguiu fugir? – perguntei a ela tentando deixar a conversa mais leve, pois falar do agente Cássio estava deixando ela deprimida.
- Uma senhora! Uma senhora me ajudou! – ela disse sorrindo e então começou a chorar. – Isaaa! Eu to com medo! Eu posso dormir aqui com você! Eu juro que não vou me mexer! – ela dizia aos prantos... então eu a abracei.
- Não seja idiota! É obvio que você pode dormir aqui! – eu disse a ela, então ela sorriu e se deitou dormindo rapidamente. Ainda assim seus olhos caiam lagrimas sem parar. Então comecei a me lembrar de como conheci a Danii. Quando eu, o Luigi e meu pai viemos morar nessa cidade, eu conheci a Danielle na escola. Ela era uma nerd que amava livros. Nada de especial. A gente começou a conversar por que nossas cadeiras eram juntas. Então no dia do seu aniversario, seus pais saíram pra comprar um presente pra ela, tiveram um acidente e morreram. No enterro, ela falava sem parar, com os olhos cheios de água...
 Varias pessoas ficaram falando que ela era uma menina estranha. Depois que finalmente seus pais foram enterrados, ela desmaiou. Ao acordar me perguntou “Isa, eu sou estranha?” e me lembro que chorou bastante depois daquilo. Pouco tempo depois ela me pediu pra morar com ela, por que tinha medo de morar só... até por que ela era uma adolescente na época, então viemos morar com ela. Ela era uma pessoa incrivelmente forte. Mesmo tendo aquele jeito esquisito dela, ela tinha uma força incrível. 
Ao acordar, vi a Danii ainda dormindo, então resolvi sair sem incomoda-la. Fui de novo a casa da Juliana, já que prometi cuidar dela. Fui o mais rápido possível, já que estava atrasada. Porem quando chego vejo ela e o Pierre, se beijando no sofá. Eu sentia como se meu coração estivesse sendo esfaqueado. Apenas olhei pra o outro lado. O Pierre me viu e meio que empurrou a Juliana pro lado, acho que por que ficou com vergonha de alguém ter visto eles. Então ele se levanta e sai. Eu fico olhando a Juliana e me arrependo de ter protegido ela, serio! Ela continuava com aquela cara de paisagem mais pelo menos comia. 
Dona Fátima veio e fez algumas comidas pra gente, mas as vezes ela olhava pra a Juliana como se estivesse com raiva dela. Bem, acho que assim como eu, ela pensou que a Juliana ia estragar a vida do Pierre de novo. Então ela saiu pra comprar tintas e eu fui atras dela. Engraçado que pra isso a boca dela funciona que é uma beleza, falou direitinho com o dono da loja. Mala! Depois saiu e começou a andar meio sem rumo. Até que viu um gato na rua, rajado e começou a segui-lo. E eu atras dela. De algum modo senti pena dela, ela parecia gostar muito do gato que foi assassinado. Acabamos perdendo o gato de vista e ela ficou totalmente deprimida por causa disso...
- Você ta bem? – perguntei a ela que estava com os olhos cheios de água, porem ela fingiu que não tinha me ouvido e foi andando. Serio, eu mereço! Acabou ficando de noite e essa guria andando de lá pra cá como se tivesse procurando algo, era irritante! Então enquanto andava ela acaba esbarrando em um grupo de adolescentes como cara de marginal pra ser mais exata! “Que é tia? Ta cega?” gritavam pra ela e ela continuava com aquela cara de peixe morto. Serio, essa garota é louca ou o que? 
- Olha! Foi mal aê! Ela é meio pirada! Liguem não! – falei pra eles enquanto tentava empurrar a Juliana pra frente. Porem, como digna se ser a namorada do Pierre, é uma anta e ficava lá me olhando com aquela cara de peixe morto. Quando íamos embora, eles ficaram na nossa frente.
- Então é isso, você esbarra na nossa amiga e acha que vai ficar por isso mesmo? – eles falam pra mim e a garota começa a reclamar de dor. Fingimento total. A magrela da Juliana não poderia machucar nem uma formiga direito, quanto mais uma pessoa. Porem eles queriam uma desculpa. Uma desculpa pra arranjar briga.
- Olha, de verdade! Foi mal! Me desculpem e perdoem ela também! – eu falei tentando novamente empurra-la pra frente pra irmos embora. Então um dos caras chega perto da gente e fala pra Juliana “você devia nos dar grana pra ajudar a pagar o curativo que vamos fazer na nossa amiga!” e já foi tentando puxar a bolsa dela. Nessa hora ela da um tapa nele que arranha a cara dele por completo. O que dizer, ferrou com tudo! Então eles começaram a voar pra cima dela e eu como sua guarda-costas tinha que defende-la. Então cheguei perto dela e falei “corra no três entendeu?” então deu uns socos neles e fui contando ate três, então começamos a correr. Mas serio, essa garota é muita lenta! Até caiu, eu vi que eu protegeria mais ela, se ela fosse sem mim.
- Ok! Eu vou distrair eles e você corre o máximo que conseguir, entendeu? – falei pra ela enquanto a gangue vinha atras da gente.
- E você? – ela perguntou preocupada. Bem, claro que eu não estaria bem mas com ela a salvo, pelo menos eu teria cumprido meu papel de defende-la.
- Eu me viro! Vai agora! – gritei pra ela então ela começou a correr enquanto fui atras dos garotos. O que dizer, 7 contra 1 não é nada justo. Eu consegui bater neles mas um dos garotos me deu uma rasteira e quando eu cai no chão, começaram a me chutar com todas as forças. Eu sentia como se meus ossos estivessem se quebrando, quanto mais eu tentava me defender, mas atingida eu era. Então escutei um barulho de policiais vindo na minha direção. Eles conseguiram pegar alguns dos moleques trombadinhas. Que quando olho vinha a Juliana com um monte de policiais com ela. Ao tentar falar algo, vomito um pouco de sangue.
- Você falou que ia se virar! – Juliana grita pra mim enquanto me abraça. Não sei se aquilo era agradável ou irritante, porem foi o primeiro ato normal que ela teve comigo. Então ela me ajudou a andar, já que um dos chutes foi na perna e eu não estava conseguindo andar direito. Ao contrario. Assim que terminasse meu trabalho ia direto pra o hospital por que com certeza, meus ossos devem ta totalmente quebrados. Ao chegarmos em uma lanchonete ligamos pra ele e pedimos pra ele vir nos buscar. Ele veio incrivelmente rápido, quando chegou ele olhou logo pra o arranhão que a Juliana tinha no rosto.
- O que aconteceu com o rosto dela? – o Pierre perguntou com uma certa raiva. Eu nem ao menos tinha notado esse arranhão, mas se certa forma é minha culpa... por não tomei conta dela direito.
- Eu bati numa arvore! – a Juliana fala olhando pra o lado. É obvio que ele notaria que aquilo era mentira. Ate a burrice do Pierre tem limites!
- Isso não parece um arranhão simples de uma arvore! – ela olha pra o rosto dela e depois começa a olhar pra mim. – Dora! O que aconteceu? – ele perguntava um tanto impaciente.  Não adiantava nada esconder mesmo.
- A gente se meteu numa briga! – respondi pra ele abaixando minha cabeça. Eu me esforcei ao máximo mas realmente não pudi protege-la totalmente. Ele começou a me olhar com raiva.
- Briga? Depois que eu quase te implorei pra cuidar dela e você deixa isso acontecer? E o que você fez enquanto machucavam o rosto dela assim? Ficou só olhando? Por que você ta sem nenhum arranhão! – ele gritava com uma raiva incontrolável. “Sem nenhum arranhão”, essas palavras passaram pelo meu peito como uma faca. 
- Pierre, a Isadora se machucou muito! – a Juliana gritava com ele, porem ele continuava reclamando e reclamando.  Meus olhos começaram a se encher de água então me levantei pra ir embora. Eu queria simplesmente correr pra ir embora o mais rápido possível, mas minha perna não deixava que eu andasse direito. Eu sentia como se minhas costelas estivessem saindo do corpo e rasgando a carne, sentia como se meu corpo estivesse totalmente quebrado e isso não se comparava a dor que sentia no meu peito. Então a Juliana e o Pierre vieram correndo atras de mim.
- A Juliana me contou o que aconteceu! Você devia ter falado que estava tão machucada que vomitou sangue! – ele reclamava, mas eu simplesmente ignorava. Então ele segura meu braço.
- Eu vou te levar pra o hospital!- ele dizia e eu simplesmente puxei meu braço de volta. Novamente ele segura meu braço, e novamente eu puxei meu braço de volta.
 - Me larga! – disse com os dentes trincados por que sabia que se falasse normalmente, começaria a chorar e começaria a vomitar sangue novamente. Então continuei andando e as lagrimas começaram a escorrer do meu rosto. Eu sempre seria uma sombra pra ele, se não era uma sombra dele, era uma sombra da Juliana. Não importa o quão eu estivesse quebrada, ele jamais notaria. E isso estava me quebrando, cada vez mais!
Eu ia andando e as lagrimas caiam cada vez mais rápido, mesmo eu querendo parar de chorar.
- Não chore! Pare de chorar! – eu dizia a mim mesmo enquanto andava mancando pra ir embora, quando do nada o Pierre me pegou no colo. Comecei a esmurra-lo pra que ele me soltasse mas ele me segurava com bastante força. As lagrimas caiam sem parar e eu não queria, não queria que ele visse chorando feito uma idiota. 
- Você é uma cabeçuda mesmo! Eu disse que ia te levar no medico! – ele fala enquanto eu ainda socava ele, então apenas coloquei minha mão no rosto pra evitar que ele me visse naquele estado vergonhoso. Ele me colocou no seu carro e me levou pra o hospital, um caríssimo e mesmo dizendo que queria pagar a consulta ele não deixou. O medico fez vários exames em mim e disse que nenhum dos meus ossos se quebraram, só estava com uma inchação e eu tinha que enfaixa o quadril, o pulso e a perna, por que tiveram torções. Mas a tristeza que eu estava ainda machucada demais. Sai da sala e o Pierre veio correndo.
- Então? Tá tudo bem? Você quebrou alguma coisa? – ele me perguntou com uma preocupação estranha. Já que a pouco tempo ele mesmo tinha dito que eu não tinha nenhum arranhão. Apenas balancei a cabeça e peguei minha mochila pra ir embora, mas ele me pegou pelo braço e disse que me levaria em casa. No caminho tanto ele como a Juliana permaneceram em silencio, e eu também não falava muita coisa, já que minhas costelas doíam muito. Quando chegamos eu sai e segurou meu braço. Serio! Esse cara estava me tocando demais, já estava me irritando. 
- Passa compressa com água morna, assim não vai ficar marcas nem hematomas. – ele falava com um tom meio triste. Quê? Agora ele se importa?
- E daí se eu ficar com hematomas? Eu sou uma guarda-costas. Hematomas, cicatrizes e ossos quebrados fazem parte do meu trabalho! – disse a ele em um tom irônico. O olhar triste dele aumentou, então me despedi e entrei. Não queria mais olhar pra ele. Eu só queria me deitar, porem o papai queria conversar comigo quando cheguei.
- Isadora! Você foi ver sua mãe? – ele me perguntou de um modo meio preocupado. Quê? Como diabos ele sabia disso? Sera que ela tinha ligado pra ele pra falar isso? Essa mulher é uma cretina mesmo! 
- Fique tranquilo pai! Eu não vou ver aquela mulher nunca mais! – disse a ele e fui me deitar, por que precisava descansar. Ao acordar ainda estava toda dolorida e com dificuldade pra andar por causa da surra de ontem. Quando vou saindo vejo a Danii olhando pra o céu, coisa que ela nunca fez.
- Você esta melhor? – perguntei pra ela como quem não quer nada.  Ela apenas balançou a cabeça, ainda olhando pra cima. – Você ligou pra o agente Cássio? – perguntei a ela.
- Não e nem vou ligar! – ela dizia com os olhos meio tristes mais sorrindo.
- Por que? – perguntei a ela. Então seu sorriso desfez. 
- Sabe! Quando perdi meus pais senti que uma parte de mim tinha morrido, isso aconteceu por que amava demais eles, eu já tenho você que toda vez que se arrebenta faz meu coração doer, não quero ter outra pessoa pra amar e acabar me machucando por isso! – ela dizia olhando pra cima, com um olhar triste. Eu não poderia dizer nada sobre aquilo, então sabia que tinha que falar com o agente Cássio. Então fui até a sede falar com ele. no começo ele ficou apreensivo e pensou que era por causa da Juliana. Porem eu expliquei a situação e seu rosto mudou de preocupado pra totalmente frio.
- Eu acho que o senhor entendeu ela mal. Bem, sim as piadas dela são idiotas e ela age como se divertisse em situações tensas. Mas ela não é doida! Quer dizer.. ela é um pouca louca, mas não louca de manicômio, você me entende? Ela só... – eu tentava explicar mais nem estava mais me entendendo. – Você vai reatar com ela ou não, caramba? – gritei pra ele.
- A excentricidade dela é demais pra mim! – ele falou com o mesmo olhar frio de sempre. Espera, agora que ele notou que ela era esquisita? Quer dizer que alem de não ter expressão, é cego? 
- Você devia saber que ela era assim não? Ela jamais fingiu ser normal! E não foi isso que você gostou nela, o fato dela ser diferente dos outros? – disse pra ele. Noto que seu olhar ficou meio triste.
- Porém ela é diferente demais! Quase foi estuprada, quase morreu e mesmo assim estava animada, falando direto e rindo. Não acho que posso suportar isso! – ele disse já se levantando. Eu tinha que contar toda a verdade, se ele souber o quanto ela estava assustada, talvez reconsidere.
 - Ela não estava animada! – eu disse gritando, então ele voltou a se sentar. – Ela estava assustada. Tão assustada que me dá medo só de imaginar. Quando acontece coisas ruins pra ela, ela tentar esconder seu medo e sua dor nas palavras! – eu falei lembrando direto no enterro dos seus pais, onde ela falva direto e as pessoas a julgavam estranha. – Quando os pais dela morreram, ela falou e falou ate desmaiar. Acho que se não tivesse feito isso, teria morrido de tanta tristeza. Sabe por que ela gosta tanto de ler? Por que não importa o quão triste é uma historia, ela sempre tem fim. – eu disse a ele e sentia que minhas lagrimas queriam descer. Porem ele voltou a me olhar friamente.
- E então? O que quer que eu faça? Se ela tem alguma especie de trauma, devia ir a um psicologo não? – ele fala friamente e depois vai embora. Serio! Como eu pude pensar que aquele cara pudesse ficar triste. Era um robô, e não era um robô fofinho tipo Wally, era um robô que tinha uma pedra no lugar do coração. Fala serio! Então vi a hora e vi que era hora de ir pra casa da Juliana, então troquei de roupa e fui. Quando cheguei ela já estava saindo pra ver o Pierre. Serio, eu ainda não estava querendo vê-lo, mas fazer o que? Quando chegamos , esperamos um pouco na sala e depois fomos direto pra o seu carro. Ele estava com meu chefe, que era seu guarda-costas agora.
- Você esta melhor? – Pierre pergunta com um tom meio triste. Apenas balancei a cabeça.
- Onde a gente vai? – Juliana perguntava segurando a mão do Pierre. Aquela cena me doía demais, então olhei pra janela.
- Surpresa! – ele dizia com um tom feliz. Com certeza era um lugar que ele ficaria feliz em levar a Juliana, um ponto de encontro. Quando chegamos era o shopping, porem quando notei, vi que tinha varias bandeiras do Lhamas no shopping. Então percebi que os Lhamas estavam lançando um livro. Cara! Eu fiquei tão ocupada que nem me lembrava disso. Ai meu Deus! Quando chegamos perto de onde tinha a entrevistas deles, eu troquei de lugar com o chefe já que a Juliana queria passear pelo shopping. Estava tão feliz que tinha esquecido até a dor do meu corpo. Segui o Pierre, e ele me apresentou aos jogadores, inclusive pra o David, meu ídolo! 
- Essa é minha guarda-costas, ela é fã de vocês. Poderiam dar um autografo pra ela? – ele perguntou sorrindo. Nossa, eu estava tão feliz que meu rosto estava até doendo, do tamanho do meu sorriso. Então ele deu o autografo e acabou me reconhecendo como a garota que se fantasiou de Lhamas. A uns 5 anos atras, teve uma festa no clube por termos ganhado o campeonato e o papai fez uma fantasia de lhama pra mim. Eu fiquei muito estranha mas os jogadores gostaram. Ele ficou tão feliz em me ver que passou a mão no meu cabelo e perguntou se eu queria tirar uma foto.  Eu fiquei tão feliz que até gritei e pedi pra o Pierre tirar uma foto, então abracei o David pra foto, porem o Pierre tirou a foto errado, só a minha imagem, alem de ter ficado com raiva de sei la o que. Mas cara, eu queria minha foto.
- Vamos voltar, eu quero outra foto! – eu reclamava pra ele. Não era justo, esperei a vida inteira pra poder conversar direitinho com o David, ele ate me cumprimentou e graças a esse imbecil não tenho uma lembrança.
- Pra você ficar se agarrando a ele de novo? Esqueça! – ele falava trincando os dentes.  Eu não entendo o por que diabos ele estava tão irritado. Ele sempre soube que eu era fã dos Lhamas, eu hein? Então fomos a loja de sapatos onde a Juliana estava. E eu juro que estava querendo enforcar ele.
- Você é um idiota! – resmunguei pra ele. então ele começou a fazer careta.
- Ai meu Deus, David, você é tão perfeito!”, serio, não sabia que você podia ser tão boba! – ele reclamava e me imitava com as mãos, era um idiota. Eu ia xingá-lo quando a Juliana pediu pra ele colocar um sapato pra ela. Ele se ajoelhou e começou a colocar a sandália nela, como se fosse uma princesa. Aquela cena me doeu. Mas me controlei olhando pra o lado, então depois o Pierre foi pra sede e eu voltei ao apartamento com a Juliana. Então me sentei no sofá e resolvi jogar um pouquinho, pra desestressar, porem a Juliana também sentou perto de mim.
- Desde quando você é apaixonada pelo Paulo Henrique? – ela olha me encarando com um sorriso idiota na cara. Eu gelei. Como ela soube?
 - Do que você esta falando? – perguntei meio nervosa.
- Eu sei que você é apaixonada por ele.  Já se declarou pra ele? – ela dizia sorrindo. Essa guria tava zoando da minha casa ou quê? Ela ainda estava com a mesma corrente de compromisso com o Pierre. Apenas virei o rosto. – Deixa pra lá, se você não pode nem contar, significa que não ama ele tanto assim! – ela falou e logo após entrou no quarto de pinturas. Apenas fechei meu punho tentando me controlar. Como se ela soubesse de algo, mesmo ela tratando todos com indiferença, todos, inclusive o Pierre sempre a amaria.
 Esperei o Pierre vir pra ficar com ela de noite pra que eu fosse pra casa, quando ele chegou, peguei minha mochila, porem quando ia saindo caiu algo da mochila. Ele pegou e ia me devolver quando começou a ficar pálido olhando. Então fui pra perto dele pra ver o por que daquela palidez toda. E vi que era uma foto de um jornal que tinha eu e o Pierre juntos, os olhos dele estava rasgado e o meu rosto estava riscado de vermelho, então virei a foto e vi algo escrito. “Você esta me atrapalhando! Desapareça!” .
Eu sou o alvo dessa vez. 



7 comentários:

  1. Está cada vez melhor!! *-*
    Estou muito curioso!!

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  2. AAAAAANWT!CONCORDO COM O COMENTÁRIO A CIMA C:

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  3. Tadinha da Danii, me deu uma vontade de socar o Cassio pessoalmente agora! A Danii merece algo melhor!
    E tome cuidado,Dora! Por que com esse tapado do seu lado nem sei se vai notar se estiver em apuros u.u #chateada

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