Ações Perigosas.
Todo mundo olhava assustado pra aquilo tudo, menos a
Juliana que parecia estar com mais raiva do que medo.
- Meu Deus, o que aconteceu aqui? –perguntava a mãe da
Gabriela assustada. Então ela chamou os seguranças e perguntou como deixou
aquilo acontecer, porem eles falaram que a segurança não foi quebrada e nada
estava arrombado. Isso era obra dos maniacos das fotos mesmo. Então do nada a
Juliana saiu correndo e eu fui atras. Ela estava descontrolada, transtornada.
Bem, não era pra menos já que o maniaco já atacou ela duas vezes. Eu chamei
elas varias vezes porem ela só me ignorava, então tive que ligar pra o Pierre e
chama-lo. Com pouco tempo depois ele achou a gente.
- Juliana, você esta bem? – ele perguntava assustado e
ela continuava ignorando ele. Então ao chama-la de novo, ela começa a bater
nele, então eu a segurei. – Deixa! Deixe que ela me bata! – ele falava triste,
então eu a soltei.
- A culpa é toda sua! Meu gato foi assassinado por sua
culpa! Minhas pinturas foram arruinadas por sua culpa! Eu estou nessa depressão
por sua culpa! O que você vai fazer? A culpa é toda sua! – ele gritava enquanto
o esbofeteava. Eu sei que aquilo não devia machuca-lo muito fisicamente, por
que a Juliana não é muito forte, mas aquilo estava ferindo ele por dentro e
isso me doía também. Ele bateu nele varias vezes, então começou a andar
novamente sem rumo, então tanto eu quanto o Pierre fomos atras dela.
- Você esta bem? – perguntei a ele meio preocupada. Ele
poderia estar muito triste, ate por que ela ficou falando o tempo todo que a
culpa era dele, mas ele não tem culpa de um doido estar atras dele.
- Deixe eu colocar as mãos nesse desgraçado! – ele
dizia com os dentes trincados. Então fomos seguindo ela que andou até
escurecer. Então levamos ela pra casa, onde ela foi direto dormir. Serio! Esse
maniaco já esta me cansando. O que ele quer? Quando sai estava o Pierre olhando
a parede, com o olhar melancólico.
- Dora, o que eu faço pra pegar essa pessoa? o que eu
faço pra pega-lo e mata-lo com minhas proprias mãos? – ele perguntava olhando o
nada.Era algo que eu não sabia responder, até por que eu também quero pegar
essa louco, eu quero mata-lo por fazer o Pierre sofrer tanto. Era doloroso ver
o quanto ele estava sofrendo, e também me doía ver o quanto ele sofria por ela.
Apenas me despedi e fui pra casa, onde o papai estava me esperando. Eu queria
que meu pai fosse feliz, que como nos contos de fadas, ele encontrasse uma
princesa que fizesse ele feliz pra sempre. Porem, ele prefere a bruxa, mas eu
não posso simplesmente impedir a felicidade dele, então me sentei pra conversar
com ele.
- Por que você gosta dela? Ela foi um monstro com você.
Te enganou, te humilhou! Mesmo assim você a ama? – perguntei a ele. então ele
olhou pra mesa timidamente.
- Eu a odiei por um tempo, mas a gente não escolhe quem
ama não é? – ele falou olhando pra o prato que estava comendo. É bem verdade
isso, eu mesma tentei esquecer o Pierre tantas vezes que perdi as contas, e
mesmo assim terminava mais apaixonada por ele.
- Beleza! Por mim tudo bem você ficar com a mamãe! –
falei pra ele me levantando pra ir no meu quarto. Então comecei a pensar, se
por acaso algo acontece-se e eu pudesse ficar com o Pierre. Meu pai jamais
permitiria, porem assim como ele esta ficando com alguém que eu não gosto, eu
também posso não é? – Em troca, você não pode ficar contra nenhum cara que eu
queira ficar, nem que ele seja gogo boy ou torcedor dos Gnomos! – falei pra
ele.
- Contra? Não, não! Eu não serei contra, eu juro pela
alma dos Lhamas! – ele falou com a mão no peito, bem como ele jurou pelo
Lhamas, eu sei que ele vai cumprir. Apesar de ser uma promessa estupida, já que
nunca o Pierre olharia pra mim. De manhã, fui como sempre pra casa da Juliana e
lá estava ela, dormindo, como sempre. Pouco tempo depois o Pierre veio e falou
que a Danii esteve na casa dele com o agente Cássio e que a gente tinha que
achar um livro de pinturas. Procuramos
por vários cantos mas não havia nada, então noto ele um pouco triste, então
resolvi anima-lo.
- Se anime, caramba! – eu falei pra ele.
- Como eu vou me animar se por minha culpa, a Juliana
esta nesse estado. – ele falava triste olhando pra parede.
- Por isso mesmo, você tem que ser forte pra ajudar
ela. Lembre-se que um jogador tem que estar animado pra poder ganhar o jogo! –
falei e ai apertei a bochecha dele, então ele puxou minha mão.
- Para com isso! – ele fala afastando minha mão.
- Por que? Você faz isso comigo o tempo todo! – então
comecei apertar mais ainda as bochechas dele. Então ele tentou afastar de novo
minha mão, só que acabou puxando que quando eu vi, estava abraçada com ele, com
o rosto muito, muito perto de mim. Fiquei com tanta vergonha que virei o rosto.
- Ta bom, já parei. Já parei! – eu falava pra ele mas
ele continuava me abraçando daquele jeito. Então depois de que eu falei por um
bom tempo ele me soltou e seu rosto parecia um tanto vermelho.
- Pare de brincar! Temos que achar esse livro pra
comparar as pinturas danificadas. – ele falou olhando pra o chão. Então me
lembrei. O livro que a gente estava procurando, devia ser o mesmo livro que a
Gabriela levou. Então falei pra ele e ele foi procurar a Gabriela. E eu fiquei
lá, cochilei um pouquinho, que quando acordei, a Juliana tinha sumido. Comecei
a procura-la por todos os lados, então a achei bem longe do seu apartamento,
perto de uma praça.
- O que você esta fazendo aqui? – perguntei preocupada
e com raiva. Como ela me some assim?
- Você espantou o gato que eu estava vendo. Era um
amarelinho. – ela falava olhando pra o mato. Eu de verdade, mereço! De novo ela
com esse papo de gato? – Pega ele pra mim? – ela se levanta e pedi segurando
minha mão.
- Tá! Beleza! Se você quiser eu pego até um elefante! –
respondi a ela, então ela sorriu e nos fomos de volta ao apartamento. Quando
íamos voltamos vimos a dona Fátima indo pra casa, então acenamos.
- Você parece estar bem mal, querida! – ela fala
sorrindo olhando pra Juliana, que fica deprimida na hora. Bem, foi um
comentário bem idiota pra quem esta depressivo, mas sei que a dona Fátima não
fez por mal. E bom, sair correndo atras de gato realmente não é algo normal. Então
quando chegamos ao apartamento, coloquei mais um casaco e fui pra praça onde
ela estava, pra pegar o bendito gato. Comprei uma lata de atum e deixei aberta,
enquanto eu me escondia atras de uma pedra. No momento que o gato aparecesse,
eu puxava uma corda e ele serie preso por uma redinha. Era um plano bem legal. Com pouco tempo depois o Pierre apareceu.
- Que diabos que você ta fazendo escondida atras dessa
pedra como se quisesse assaltar alguém? – ele fala sorrindo. era um idiota
mesmo! Fiz sinal de silencio pra ele pra não afugentar o gato.
- Sua alteza quer um gato! Então eu to tentando pegar!
– eu respondi a ele. então ele começou a me olhar.
- Você não falou que não era pra não mima-la? – ele
perguntou sorrindo. é! Como diz meu pai, o peixe morre pela boca. Apesar de
tudo, admito que comecei a gostar da Juliana, talvez por que percebi que ela
era só confusa.
- Beleza! Eu não gostava dela antes, achava que ela era
só uma idiota que gostava de fazer drama. Mas com o tempo, eu percebi que ela
era apenas honesta. Honesta com os outros e honesta com ela mesma. Se ta com
raiva, mostra que ta com raiva. Se ta feliz, mostra que ta feliz. Se gosta de alguém, ela fala. – eu falei pra ele olhando pra baixo. Ela era meu total
oposto, acho que por isso ele se apaixonou por ela. – Eu sou bem diferente. Eu
reclamo quando gosto de algo. Se to com com vergonha finjo ignorar. Sou grossa
quando to triste.Não sei nem demonstrar direito quando gosto de algo. Eu
admito, sou uma pessoa bem estranha. – falei sorrindo.
- Pelo menos você percebeu isso, né? – ele fala
sorrindo.era um idiota mesmo.
- Como diabos você fala isso? Sabe, nessas horas você
tinha que me consolar. Tipo, dizer “Você é bem legal sendo como você é” ou
coisa parecida. – falei pra ele.então ele sorriu.
- Você tem razão! Você é perfeita assim do jeito que
você é! – ele fala sorrindo. ele realmente falou o que eu disse pra ele falar?
Eu não pude evitar de rir daquilo. Porem percebi que ele estava me olhando
muito intensamente e pouco a pouco ele estava chegando perto de mim. Olhei pra o
longe porem ele continuava chegando perto de mim, muito perto mesmo. Como se
quisesse me beijar.
Aquilo era impossível. Ele com certeza devia estar me
confundindo com a Juliana por causa do sono, o que não diminuía meu desespero.
Já que eu estava apaixonada por ele só sendo beijada uma vez, se ele me
beijasse duas vezes por engano meu coração não ia aguentar.
- Espera! Acorda! Eu sei que você não tem dormido esses
dias. Que esta cansado. Mas eu não sou a Juliana, sou a Isadora! Lembra? –
falei nervosa e com meu coração a quase mil por hora.
- Eu sei! – ele responde olhando pra mim. Hein? Ele
sabe que eu sou a Isadora? Então tento páralo, porem quando vejo ele já estava
me beijando.
Ele estava me beijando de novo e eu não tinha ideia do
que fazer.















socorrrrrrro q perfeitos
ResponderExcluirsão muito fofos ne? :3
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