Capitulo 19

Ações Perigosas. 

Todo mundo olhava assustado pra aquilo tudo, menos a Juliana que parecia estar com mais raiva do que medo. 
- Meu Deus, o que aconteceu aqui? –perguntava a mãe da Gabriela assustada. Então ela chamou os seguranças e perguntou como deixou aquilo acontecer, porem eles falaram que a segurança não foi quebrada e nada estava arrombado. Isso era obra dos maniacos das fotos mesmo. Então do nada a Juliana saiu correndo e eu fui atras. Ela estava descontrolada, transtornada. Bem, não era pra menos já que o maniaco já atacou ela duas vezes. Eu chamei elas varias vezes porem ela só me ignorava, então tive que ligar pra o Pierre e chama-lo. Com pouco tempo depois ele achou a gente.
- Juliana, você esta bem? – ele perguntava assustado e ela continuava ignorando ele. Então ao chama-la de novo, ela começa a bater nele, então eu a segurei. – Deixa! Deixe que ela me bata! – ele falava triste, então eu a soltei.
- A culpa é toda sua! Meu gato foi assassinado por sua culpa! Minhas pinturas foram arruinadas por sua culpa! Eu estou nessa depressão por sua culpa! O que você vai fazer? A culpa é toda sua! – ele gritava enquanto o esbofeteava. Eu sei que aquilo não devia machuca-lo muito fisicamente, por que a Juliana não é muito forte, mas aquilo estava ferindo ele por dentro e isso me doía também. Ele bateu nele varias vezes, então começou a andar novamente sem rumo, então tanto eu quanto o Pierre fomos atras dela. 
- Você esta bem? – perguntei a ele meio preocupada. Ele poderia estar muito triste, ate por que ela ficou falando o tempo todo que a culpa era dele, mas ele não tem culpa de um doido estar atras dele.
- Deixe eu colocar as mãos nesse desgraçado! – ele dizia com os dentes trincados. Então fomos seguindo ela que andou até escurecer. Então levamos ela pra casa, onde ela foi direto dormir. Serio! Esse maniaco já esta me cansando. O que ele quer? Quando sai estava o Pierre olhando a parede, com o olhar melancólico.
- Dora, o que eu faço pra pegar essa pessoa? o que eu faço pra pega-lo e mata-lo com minhas proprias mãos? – ele perguntava olhando o nada.Era algo que eu não sabia responder, até por que eu também quero pegar essa louco, eu quero mata-lo por fazer o Pierre sofrer tanto. Era doloroso ver o quanto ele estava sofrendo, e também me doía ver o quanto ele sofria por ela. Apenas me despedi e fui pra casa, onde o papai estava me esperando. Eu queria que meu pai fosse feliz, que como nos contos de fadas, ele encontrasse uma princesa que fizesse ele feliz pra sempre. Porem, ele prefere a bruxa, mas eu não posso simplesmente impedir a felicidade dele, então me sentei pra conversar com ele.
- Por que você gosta dela? Ela foi um monstro com você. Te enganou, te humilhou! Mesmo assim você a ama? – perguntei a ele. então ele olhou pra mesa timidamente.
- Eu a odiei por um tempo, mas a gente não escolhe quem ama não é? – ele falou olhando pra o prato que estava comendo. É bem verdade isso, eu mesma tentei esquecer o Pierre tantas vezes que perdi as contas, e mesmo assim terminava mais apaixonada por ele.
- Beleza! Por mim tudo bem você ficar com a mamãe! – falei pra ele me levantando pra ir no meu quarto. Então comecei a pensar, se por acaso algo acontece-se e eu pudesse ficar com o Pierre. Meu pai jamais permitiria, porem assim como ele esta ficando com alguém que eu não gosto, eu também posso não é? – Em troca, você não pode ficar contra nenhum cara que eu queira ficar, nem que ele seja gogo boy ou torcedor dos Gnomos! – falei pra ele.
- Contra? Não, não! Eu não serei contra, eu juro pela alma dos Lhamas! – ele falou com a mão no peito, bem como ele jurou pelo Lhamas, eu sei que ele vai cumprir. Apesar de ser uma promessa estupida, já que nunca o Pierre olharia pra mim. De manhã, fui como sempre pra casa da Juliana e lá estava ela, dormindo, como sempre. Pouco tempo depois o Pierre veio e falou que a Danii esteve na casa dele com o agente Cássio e que a gente tinha que achar um livro de pinturas.  Procuramos por vários cantos mas não havia nada, então noto ele um pouco triste, então resolvi anima-lo.
- Se anime, caramba! – eu falei pra ele.
- Como eu vou me animar se por minha culpa, a Juliana esta nesse estado. – ele falava triste olhando pra parede.
- Por isso mesmo, você tem que ser forte pra ajudar ela. Lembre-se que um jogador tem que estar animado pra poder ganhar o jogo! – falei e ai apertei a bochecha dele, então ele puxou minha mão.
- Para com isso! – ele fala afastando minha mão.
- Por que? Você faz isso comigo o tempo todo! – então comecei apertar mais ainda as bochechas dele. Então ele tentou afastar de novo minha mão, só que acabou puxando que quando eu vi, estava abraçada com ele, com o rosto muito, muito perto de mim. Fiquei com tanta vergonha que virei o rosto.
- Ta bom, já parei. Já parei! – eu falava pra ele mas ele continuava me abraçando daquele jeito. Então depois de que eu falei por um bom tempo ele me soltou e seu rosto parecia um tanto vermelho.
- Pare de brincar! Temos que achar esse livro pra comparar as pinturas danificadas. – ele falou olhando pra o chão. Então me lembrei. O livro que a gente estava procurando, devia ser o mesmo livro que a Gabriela levou. Então falei pra ele e ele foi procurar a Gabriela. E eu fiquei lá, cochilei um pouquinho, que quando acordei, a Juliana tinha sumido. Comecei a procura-la por todos os lados, então a achei bem longe do seu apartamento, perto de uma praça.
- O que você esta fazendo aqui? – perguntei preocupada e com raiva. Como ela me some assim?
- Você espantou o gato que eu estava vendo. Era um amarelinho. – ela falava olhando pra o mato. Eu de verdade, mereço! De novo ela com esse papo de gato? – Pega ele pra mim? – ela se levanta e pedi segurando minha mão.
- Tá! Beleza! Se você quiser eu pego até um elefante! – respondi a ela, então ela sorriu e nos fomos de volta ao apartamento. Quando íamos voltamos vimos a dona Fátima indo pra casa, então acenamos.
- Você parece estar bem mal, querida! – ela fala sorrindo olhando pra Juliana, que fica deprimida na hora. Bem, foi um comentário bem idiota pra quem esta depressivo, mas sei que a dona Fátima não fez por mal. E bom, sair correndo atras de gato realmente não é algo normal. Então quando chegamos ao apartamento, coloquei mais um casaco e fui pra praça onde ela estava, pra pegar o bendito gato. Comprei uma lata de atum e deixei aberta, enquanto eu me escondia atras de uma pedra. No momento que o gato aparecesse, eu puxava uma corda e ele serie preso por uma redinha. Era um plano bem legal.  Com pouco tempo depois o Pierre apareceu.
- Que diabos que você ta fazendo escondida atras dessa pedra como se quisesse assaltar alguém? – ele fala sorrindo. era um idiota mesmo! Fiz sinal de silencio pra ele pra não afugentar o gato.
- Sua alteza quer um gato! Então eu to tentando pegar! – eu respondi a ele. então ele começou a me olhar.
- Você não falou que não era pra não mima-la? – ele perguntou sorrindo. é! Como diz meu pai, o peixe morre pela boca. Apesar de tudo, admito que comecei a gostar da Juliana, talvez por que percebi que ela era só confusa. 
- Beleza! Eu não gostava dela antes, achava que ela era só uma idiota que gostava de fazer drama. Mas com o tempo, eu percebi que ela era apenas honesta. Honesta com os outros e honesta com ela mesma. Se ta com raiva, mostra que ta com raiva. Se ta feliz, mostra que ta feliz. Se gosta de alguém, ela fala. – eu falei pra ele olhando pra baixo. Ela era meu total oposto, acho que por isso ele se apaixonou por ela. – Eu sou bem diferente. Eu reclamo quando gosto de algo. Se to com com vergonha finjo ignorar. Sou grossa quando to triste.Não sei nem demonstrar direito quando gosto de algo. Eu admito, sou uma pessoa bem estranha. – falei sorrindo.
- Pelo menos você percebeu isso, né? – ele fala sorrindo.era um idiota mesmo.
- Como diabos você fala isso? Sabe, nessas horas você tinha que me consolar. Tipo, dizer “Você é bem legal sendo como você é” ou coisa parecida. – falei pra ele.então ele sorriu.
- Você tem razão! Você é perfeita assim do jeito que você é! – ele fala sorrindo. ele realmente falou o que eu disse pra ele falar? Eu não pude evitar de rir daquilo. Porem percebi que ele estava me olhando muito intensamente e pouco a pouco ele estava chegando perto de mim. Olhei pra o longe porem ele continuava chegando perto de mim, muito perto mesmo. Como se quisesse me beijar. 
Aquilo era impossível. Ele com certeza devia estar me confundindo com a Juliana por causa do sono, o que não diminuía meu desespero. Já que eu estava apaixonada por ele só sendo beijada uma vez, se ele me beijasse duas vezes por engano meu coração não ia aguentar.
- Espera! Acorda! Eu sei que você não tem dormido esses dias. Que esta cansado. Mas eu não sou a Juliana, sou a Isadora! Lembra? – falei nervosa e com meu coração a quase mil por hora.
- Eu sei! – ele responde olhando pra mim. Hein? Ele sabe que eu sou a Isadora? Então tento páralo, porem quando vejo ele já estava me beijando.
Ele estava me beijando de novo e eu não tinha ideia do que fazer.

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