Aproximação inesperada.
Não podia ser! A namorada do papai era ela? Como? Por
que? Eu não podia aceitar aquilo então eu simplesmente sai correndo e escutava
meu pai atras de mim. Quando ia quase na rua, ele me puxou pelo braço.
- Isa! Por favor me escute! – ele falava triste. Não,
aquilo era demais pra mim? Por que ela? Por que ela que fez a gente sofrer
tanto? Por que?
- Eu não quero escutar! Eu não vou escutar! O que eu
preciso escutar? – eu disse puxando meu braço, porem ele puxa de novo com o
rosto desesperado. Eu não podia aceitar aquilo.
- Pai, você de verdade não esta cansado? Isso não te
irrita? Por que você não pode amar outra mulher que não seja ela! – gritei pra
ele sem conseguir conter as lagrimas. – Depois de tudo que ela te fez? Depois
de tudo que ela fez você passar, você ainda a ama, pai? – eu gritei e ele
estava ali, me olhando, com lagrimas nos olhos. Não! Ele que ficasse com quem
quisesse mas, eu não ia aceitar aquela merda. Então sai correndo e fui pra
academia da empresa de seguranças pra treinar, com a raiva que eu estava
somente dando socos em alguma coisa me faria ficar melhor. Então recebi uma ligação do Pierre perguntando
onde eu estava, que quando vejo ele estava ali, me olhando.
- Ta fazendo o que aqui? – perguntei a ele assustada.
- Eu to preocupado também e por isso preciso fazer
exercício pra desestressar e pensei que vê sua cara de besta ia ajudar! – ele
fala sorrindo. É um idiota!
- Cara de besta tem tua mãe, palhaço! – eu falei a ele
dando a língua. Ele começou a rir, então perguntou o que eu tinha, já que eu
parecia preocupada, porem eu não disse... quanto mais ele conhece de mim, mais
difícil sera pra que eu o esqueça! Perguntei por que ele esta preocupado mas
ele também não falou, então ficamos ali, tentando imaginar o que um ao outro
estava pensando.
- Quantos anos você treina judô? – ele pergunta com uma
cara curiosa.
- Eu luto desde os 15 anos, faça as contas! – eu falei
pra ele secando o suor que tinha no meu rosto. Então ele deu um soquinho de
leve no meu rosto. Ta, foi de leve, mas pra que diabos ele fez isso?
- Posso saber por que fez isso? – falei olhando pra
ele.
- Você faz judô por uns 10 anos e ainda não sabe se
defender, tsc, tsc... – ele falava com uma cara de zombaria. É um idiota! Deu
uma raiva tão grande que tentei dar um soco no rosto dele, porem ele se
esquivou.Maldito! então dei um soco no estomago! Ele ficou morrendo de raiva e
eu comecei a rir. Quem manda me encher? -
Cê quer brigar pra valer? – ele pergunta sorrindo. Fala serio, se eu desse um
soco nele, ele ia cair na hora. Valia nem a pena.
- Tô com animo hoje não! – respondi apenas secando o
suor e olhando pra o outro lado. Então ele começou a sorrir.
- Você ta é com medo! – ele disse sorrindo. É o quê? Eu
comecei a encara-lo. Bem, eu o amo, mas eu juro que agora eu o mato! Então
aceitei seu desafio já que ele achava que eu estava com medinho. Mas pedi pra
ele colocar capacete, por que mesmo que eu o mate, quero que ele continue lindo
como ele é, só que isso o irritou.
- Eu não vou pegar leve só por que você é mulher! – ele
dizia me encarando. Ta certo! Ele quer lutar serio, então eu também aceitaria.
- E eu não vou pegar leve só por que você é um frango
que não sabe lutar! – disse a ele sorrindo. Ganhar dele seria moleza!
- Se apanhar nem invente de começar a chorar, e também
não tem limite de tempo! – ele dizia me encarando mais ainda. Tipo, ele achava
realmente que tava me botando medo? Por favor ne?
Eu fiquei vermelha na hora e acho que ele também, por
ele arregalou os olhos e ficava me encarando, então ele me levantou mas
continuava me olhando, era estranho o modo que ele me olhava. Ele já me olhou assim
antes mas nunca por tanto tempo, era como se ele estivesse distraído. Porem eu
pensei que talvez ele só quisesse me distrair e me ganhar, então mostrei o
punho pra ele pra avisar que ia bater e dei um soco. Bom, a teoria de que ele
estava fingindo caiu quando ele caiu desmaiado na hora pelo soco. Que merda...
Fui pra cima dele e comecei a sacudi-lo pra ver se ele reagia ou algo assim. Vi
que ele tava respirando devagar também, então resolvi fazer respiração boca a
boca, vai que o soco fez ele passar mal. Tampei o nariz dele, coloquei minha
boca na dele e comecei a soprar, pra ver se ele reagia. Bem, ele reagiu,
mexendo os lábios como se tivesse me beijando. Me assustei tanto que acabei
tanto um tapa nele, então ele abriu os olhos e ficou lá, me encarando e
sorrindo. Enlouqueceu!
- Ai meu Jesus! Endoidou! – disse pra mim mesmo, e ele
lá só olhando pra mim e sorrindo, então mostrei dois dedos e perguntei quantos
dedos tinha, por que se ele souber o que é um dois, ainda há esperança. Então
ele olhou pra mim e me empurrou. Eu sai correndo atras dele pra ver se ele
estava bom mesmo ou tinha enlouquecido, ao que parecia, ele tinha voltado ao
normal.
- Ai, esse tapa que você me deu doeu mais que todos os
outros golpes, e posso saber por que você me deu esse tapa? – ele perguntava
fazendo careta. Bem, eu pensei que ele tivesse me beijando e no susto bati
nele, mas não ia falar isso nem morta.
- Você caiu, desmaiou, e depois começou a sorrir. Eu me
assustei! – disse pra ele virando o rosto pra o lado. Então ele parou e começou
a me olhar.
- Ta bom! Qual o teu desejo? Mas vê lá o que você vai
pedir hein? – ele fala fazendo uma careta. O que dizer, não havia nada que eu
quisesse dele alem de que ele pudesse me amar, nem que seja um pouquinho, mas
claro que ele jamais daria isso pra mim. Comecei a olhar pra baixo então vi que
meu tênis estava com o cadarço desamarrado, então lembrei de quando ele colocou
o sapato do pé da Juliana, e queria ver ele fazendo aquilo pra mim também.
- Amarra o cadarço do meu tênis! – falei pra ele seria. Ele
me encanrou levantando a sobracelha.
- Hein? Você tem uma chance única na vida e é isso que
você quer? – ele pergunta me encarando. O que dizer, nada mais que isso me
deixaria feliz. A não ser que ele me amasse de volta, porem eu não ia pedir
isso, já que só levaria um fora.
- Que se dane! Anda logo! – gritei pra ele, então ele
fez uma careta, se ajoelhou e começou a amarrar o meu cadarço. Fiquei tão feliz,
parecia como se ele fosse um príncipe e eu uma princesa, ou o contrario, tanto
faz. Sei que era algo romântico. - Se você tivesse ganhado, o que você ia
pedir? – perguntei a ele como quem não quer nada, principalmente pra que ele
não percebesse que eu estava envergonhada e sorrindo feito uma idiota com
aquilo.
- Ia levar o jogo do começo do campeonato, que seria
entre a gente e o Lhamas e você teria que ficar do nosso lado! – ela fala
olhando pra mim e sorrindo. O quê? De jeito nenhum! Olha só o que eu teria que
fazer se perdesse. Então quando ele foi amarrar o cadarço do outro pé, levantou
um pouco a barra da minha calça e viu a cicatriz que eu tinha no tornozelo. -
Que cicatriz é essa? – ele olhava meio assustado. Bem, realmente não era uma
cicatriz bonita. Me lembro que foi logo quando comecei a ser guarda-costas, um
cara ia atacar meu cliente e eu fui defende-lo e nisso o cara quase quebrou meu
pé tacando um tijolo em cima dele, e cortou tão fundo que saiu quase metade do
meu sangue. Claro, isso era algo que ele não precisava saber.
- Acidente de trabalho! Eu já tinha te dito, como
guarda-costas, cicatrizes, hematomas e ossos quebrados fazem parte! – eu falei
levantando os ombros, então ele se levantou e começou a me olhar, seu olhar era
um pouco triste. Então ele me levou até o ponto de ônibus, eu peguei o ônibus e
fui pra casa, quando cheguei, graças a Deus tanto meu pai como o Luigi não
estavam em casa, então fui dormir. Ao acordar, fui ao apartamento da Juliana,
que quando cheguei o Pierre e o Caio estavam lá, instalando uma câmera de
segurança, o que seria ótimo. Então entrei no apartamento e a Juliana estava
pintando olhos como sempre, então comecei a jogar quando o telefone tocou, ao
atender vejo que é a Gabriela, a voz dela parecia bastante alterada, estava
ofegante. “A Juliana esta?” ela perguntava com a voz tremula então falei que
ela estava pintando.
- Vem cá, vocês não tem uma câmera menorzinha não? Tipo
uma câmera espiã? Era bom que o bandido não ia saber e então... – eu dizia a
eles, só que não olhei que atras de mim tinha uma escada e acabei batendo com
tudo a cabeça nela. A porrada foi tão grande que fez eco e me fez cair no chão
na hora, vendo tudo preto.
- Meu Deus, você ta bem? – Pierre perguntava tocando na
minha cabeça. Ele não tinha visto a porrada que eu tinha levado?
- O que você acha? É Claro que não! – gritei pra ele
colocando a mão na cabeça. A porrada tinha sido tão forte que minha cabeça
estava latejando.
- Você é tão atrapalhada! – ele reclamava então começou
a puxar minha mão que estava na minha cabeça. – Me deixa ver! Ta doendo muito?
– ele perguntava preocupado e puxando minha mão. Ta! Era educação, ele estava
preocupado e tal, mas ele mexer na minha mão tava fazendo minha cabeça doer
mais ainda, então o empurrei.
-Sai! Esta doendo! – eu gritei pra ele. então ele
voltou e puxou a minha mão com força.
- Tira a droga dessa mão. Eu quero ver se você esta
bem! – ele gritava puxando minha mão com força. Fala serio, a gente ta todo
arrebentado e ainda assim o cara é todo grosso com a gente? simplesmente olhei
pra o lado, todo meio que tava assustado olhando pra mim, bem, não é pra menos,
a pancada foi muito forte. Então o Pierre começou a esfregar a minha testa e estava
com a cara bem preocupada, o que me deixou apavorada, já que a ultima vez que
ele cuidou de mim assim foi quando minha testa cortou.
- Ta sangrando né? – eu disse já com vontade de chorar.
- Não! Não esta! – ele responde fazendo uma careta. –
Pelo amor de Deus, seja mais cuidadosa, você vive esbarrando nas coisas e se
machucando. Pense antes de se mexer, por favor! – ele falava preocupado,
segurando meu rosto e fazendo carinho na minha testa. Bem, o que dizer, aquilo
me deixava feliz e ao mesmo tempo apavorada, já que eu tenho que esquece-lo e
ele agindo assim não ia ajudar em nada.então afastei a mão dele e entrei de
novo dentro do apartamento, então pouco tempo depois eles foram embora, pra o
apartamento do Pierre, então aproveitei pra olhar a câmera, era bem
interessante. Como vi que ninguém estava olhando, comecei a fazer careta, quando
do nada meu celular tocou, era o Pierre.
“Ta fazendo o que? Para de fazer careta pra câmera!”
ele falava sorrindo. Que irado, ele realmente podia me ver.
- Que irado! Você pode me ver? E Agora? – perguntei
fazendo outra careta, ele começou a rir, então conversamos um pouco e depois eu
entrei no apartamento de novo. A Juliana depois de pintar, comeu um pouco e foi
dormir. Serio, essa menina tinha uma vida tão agitada quanto de uma tartaruga.
Então, como já tinha a câmera eu já não precisava estar grudada com ela, então
quando deu 8 horas, me ajeitei pra ir embora, que quando estou no elevador, o
Pierre entra também, só que quando olho pra o meu cabelo no espelho do elevador,
ele estava todo levantando, então fico tentando ajeitar, quando o Pierre começa
a rir.
- Ta rindo do quê? Posso saber? – perguntei pra ele
meio irritada!
- Teu cabelo ta assanhado atras, mas pelo jeito você só
consegue enxergar a parte da frente! – ele fala sorrindo e começa a chegar preto
de mim e a ajeitar meu cabelo, o que doí pra caramba.
- Sai! – empurrei ele porem ele me puxou de novo.
- Aguente! Você é uma mulher que aguenta socos e chutes
e não aguenta um homem ajeitando seu cabelo? – ele falava enquanto ajeitava. –
Pronto, agora ta linda! – ele fala levantando meu rosto. Porem o rosto dele
estava muito perto, perto demais digo eu. Eu fiquei paralisada na hora, apenas
esperei ele me soltar porem ele não me soltava então chegou onde a gente ia
descer e eu o empurrei e sai, porem ele continuou no elevador. Isso foi tão
estranho. Era como se ele quisesse me beijar, sim, por um segundo eu pensei
isso. Mas isso é algo impossível, não é?
Eu fiquei um bom tempo na porta do elevador meio que
paralisada. Mas percebi que tinha que ir pra casa, então fui pra o ponto pegar
o ônibus, que quando vejo o carro do Pierre para bem perto da parada.
- Ta indo pra casa? – ele pergunta sorrindo, apenas
aceno mostrando que sim. – Então entra, eu te levo! – ele fala sorrindo.
Espera, todas as vezes que ele me levou pra casa, tinha algum problema. Então devia ter acontecido alguma coisa.
- Por que?- perguntei assustada
- Quando alguém te faz um favor, você tem que falar
“obrigado” e não “por que”! – ele falava sorrindo. Eu estava estranhando cada
vez mais, de uns dias pra cá ele anda bem estranho. Bom, estranho ele sempre
foi, mas andava mais.
- Sabe, eu não tô acostumada com essa tua amabilidade
toda não! – falei fazendo uma careta então ele começou a rir.
- Então se acostume! – ela fala abrindo a porta do
carro pra mim. Estranho, bem estranho. Então sentei na frente, com ele,
enquanto meu chefe estava atras.
- Pra que você quer saber? – perguntei realmente
estranhando essa pergunta dele.
- Não posso perguntar não? – ele falou com um tom meio
bravo. De verdade eu não sabia o que ele queria. Mas resolvi responder, desde
que me apaixonei por ele percebi que o certo é se apaixonar por um homem que
nunca tenha ficado com ninguém, ai não teria essa baboseira de destino.
- Eu gosto de homens que não tenham passado, que não
tenha ficado com outras mulheres. – respondi a ele sorrindo.
- Não existe homem assim! Homem de verdade tem passado!
– ele começou a falar rapidamente. Que ótimo! Ele puxou essa conversa pra poder
brigar? – Mulheres gostam de homens encantadores e homens encantadores precisam
ter um passado. Essa não vale, próxima! – ele fala rapidamente. Quê? Próxima?
- Tipo mais idiota! – ele resmunga. Fala serio! O tipo é
meu e eu escolho o que eu quiser! Quando ele chegou na minha casa, deu uma
freada tão brusca que eu quase fui parar no para-brisa. E juro, me controlei
muito pra não bater nele. Então sai e dei tchau pra ele, porem com uma vontade
enorme de dar o dedo do meio, mas deixa pra lá. Então entrei dentro de casa, o
papai veio querendo conversar mas eu deixei ele falando sozinho e entrei dentro
do quarto.Então o Luigi entrou.
- Isa, por que você esta com tanta raiva? – ele
perguntou como quem não quer nada. Sínico.
- Você realmente não se importa? O papai ta saindo com
a... aquela... – eu tentava dizer mas a palavra mãe é algo que eu não conseguia
dizer.
- Com a nossa mãe. Ela não é o Voldemort, então você
pode dizer o nome dela tranquila. – ele fala sorrindo. Que ótimo! Mais um pra
ficar fazendo piadinhas de livros. Mereço!
- Não! Eu não ligo! Desde que o papai seja feliz eu não
ligo! – ele fala sorrindo e sai. Eu mereço, quer dizer que agora eu sou a vilã
da historia? Por favor! Claro que ele não liga, era um bebe. Resolvi dormir. Ao
acordar fui ao apartamento da Juliana, quando cheguei, estava ela ali, olhando
pra janela.
- Tinha um gato ali! – ela fala apontando. Era meio
triste, ela ficou meio pirada depois do gato dela ter sido assassinado. Bem,
dava pra entender. Então ela liga pra o Pierre e sugere um encontro, bem, era
namorada dele né? É obvio que ela faria isso. Então quando ele chegou, eu abrir
a porta, porem ele estava tão bonito que eu fiquei feito uma idiota olhando pra
ele... embasbacada.
- Que foi? Eu to bonito? – ele pergunta sorrindo. Eu
percebi que aquilo ali era nada normal, o cara tava ali pra encontrar a namorada
e eu ali boba por ele. Não e não! Apenas virei a cara e fingi ignora-lo. Então
apareceu a Juliana, também linda com seu vestido de barbie. Eles eram feitos um
pro outro, eu tinha que aceitar isso. Então quando íamos saindo o Pierre pede
pra que eu fique, o que pra mim tava ótimo. Pelo menos não via eles de melo.
Passei a tarde vendo tv e jogando no iphone5 .
quando foi quase umas 7 h, o celular toca e é a Juliana gritando pra que
eu vá pra o restaurante. Que merda, o que aconteceu? Então fui correndo e quando
cheguei lá, a Juliana olha pra mim e começar a ir embora chorando. E o Pierre,
triste, calado. A segui e quando chegamos no apartamento ela entra no quarto e
fecha a porta com tudo, então o telefone toca. - Dora, desculpa mas você pode
dormir ai hoje? – o Pierre pergunta em um tom meio triste. Cara, isso não
estava me cheirando bem.
- Ta! Beleza! Mas aconteceu alguma coisa? – perguntei
pra ele.
- Nada! Depois eu te conto! – ele responde desligando o
telefone. Então deitei no sofá e fiquei jogando até pegar no sono, quando
acordei ela estava pintando, e pelo jeito não tinha comido nada. Passei o dia
lá, e ela só dormia e pintava, não ia nem no banheiro. Porem a tarde, a
Gabriela veio visita-la e parecem ter discutido, bem, é bem estranho duas
amigas brigando, mas era assunto delas, não? Então a Gabriela sai com um livro
grande de pinturas na mão. De noite, o chefe veio ficar no meu lugar pra que eu
pudesse ir pra casa, nesse momento o Pierre liga.
- É... eu sou desliguei por que estavam querendo te bater
ali fora! – eu falei meio sem graça.
- Isadora! – ela fala me encarando. – A culpa é sua? –
ela pergunta e então vai pra o quarto chorando. Espera! Eles brigam e agora a
culpa é minha? Fala serio caramba! Então depois vi ela dormindo e aproveitei
pra fazer uma lanche, quando encontro o Pierre na porta do prédio.
- Como esta a Juliana? – ele perguntou meio tímido,
olhando pra baixo.
- Ela não te contou nada? – ele perguntou um tanto
envergonhado.
- Me conta o quê? – perguntei a ele.
- Nada! Depois eu te conto! – ele falou indo embora.
Pelo amor de Deus, até quando não tem ninguém enchendo o saco esse povo arranja
sarna pra se coçar.
- Só se reconciliem! Vocês voltaram agora e deviam
estar todo cheio de amor. Você não deve ser opor pelo seu “destino” – falei
meio que zombando da cara dele. Ele não falou que ela era o destino dele?
Então, ele que aguente o destino dele agora. Ele olhava pra mim e fazia uma
careta, então pediu pra ir comer na casa da Juliana, assim aproveitava e falava
com ela. Fiz um hambúrguer pra gente, só que quando estávamos comendo ele me
fez uma pergunta muito estranha.
- Dora, você é virgem? – ele perguntou me olhando. Essa
pergunta me pegou tão desprevenida que o pedaço de hambúrguer que eu estava
engolido entalou na garganta e eu comecei a tossir.
- Que diabos de pergunta é essa? – perguntei
envergonhada e também com raiva. Pra que diabos ele queria saber disso?
- Eu não posso perguntar não? – ele dizia olhando pra
mim e fazendo uma careta. Ah claro, por que é super normal sair perguntando pra
os funcionários sobre sua vida sexual, né?
- Por acaso eu fico perguntando com quantas tu transou?
Não, né? – eu respondi ainda olhando o hambúrguer, então ele virou o rosto
também.
- Você pode perguntar se quiser! – ele respondeu bem
baixinho, então comeu o hambúrguer e foi falar com a Juliana. Acho que fazer as
pazes. Demorou mais ou menos uma hora, então ele saiu e ela foi comer um pote
de sorvete e pediu pra que eu comesse junto. Bem, eu deveria recusar mas eu
gosto de sorvete, então comi junto.
- Sabe, você não devia ficar assim. Todo casal briga!
Logo vocês voltam! – falei pra ela. Sim! Eu amo o Pierre e gostaria que ele me
amasse também, mas o que vou fazer se ele ama a ela? Pelo menos quero que com
ela, ele seja feliz.
- É engraçado, eu terminei duas vezes com o mesmo cara.
Não deveria ter voltado, assim ele não tinha me esquecido! – ela falou meio
deprimida. Alem de bipolar, essa garota é cega. Ela não vê o tanto que o Pierre
faz por ela? Terminamos de comer o sorvete e ela foi dormir. Então as 8, meu
chefe veio me render, e eu fui pra casa. então resolvi dar uma olhadinha em
como a Danii estava, quando entro no quarto dela, ela esta cortando um dos
livros, coisa que eu nunca vi ela fazer na vida. Era uma imagem de coração.
- Eu voltei com o agente Cássio. Foi tão lindo, ele me pediu desculpas por ter terminado comigo e disse que entendia tudo que eu tinha passado. – ela fala sorrindo.
nossa, que legal. Por fim o robô aceitou que gostava dela mesmo.
- Serio? Que bom. – falei pra ela pegando um dos livros
que ela estava cortando. Era um livro de quinta serie. Então ela ligou pra o
agente Cássio e começou a conversar e bom, eu gostei do fato dela estar feliz e
de estar com ele de volta, mas meu saco não anda grande pra esse tipo de
coisinhas, então sai antes que eu pegasse aquele telefone e enfiasse nela
garganta a baixo e fui pra o meu quarto. No dia seguinte fui ao apartamento da
Juliana, então nos fomos a galeria da mãe da Gabriela onde os quadros da
Juliana iam ser exibidos. Então a mãe da Gabriela levou a gente até uma sala
onde estaria todas as pinturas da Juliana. Porem quando entramos, todas as
pinturas estavam rasgadas, com tinha vermelha por cima e uma pintura que seria
da Juliana, estava com os olhos rasgados.








































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