Capitulo 18

Aproximação inesperada. 

Não podia ser! A namorada do papai era ela? Como? Por que? Eu não podia aceitar aquilo então eu simplesmente sai correndo e escutava meu pai atras de mim. Quando ia quase na rua, ele me puxou pelo braço.
- Isa! Por favor me escute! – ele falava triste. Não, aquilo era demais pra mim? Por que ela? Por que ela que fez a gente sofrer tanto? Por que?
- Eu não quero escutar! Eu não vou escutar! O que eu preciso escutar? – eu disse puxando meu braço, porem ele puxa de novo com o rosto desesperado. Eu não podia aceitar aquilo.
- Pai, você de verdade não esta cansado? Isso não te irrita? Por que você não pode amar outra mulher que não seja ela! – gritei pra ele sem conseguir conter as lagrimas. – Depois de tudo que ela te fez? Depois de tudo que ela fez você passar, você ainda a ama, pai? – eu gritei e ele estava ali, me olhando, com lagrimas nos olhos. Não! Ele que ficasse com quem quisesse mas, eu não ia aceitar aquela merda. Então sai correndo e fui pra academia da empresa de seguranças pra treinar, com a raiva que eu estava somente dando socos em alguma coisa me faria ficar melhor.  Então recebi uma ligação do Pierre perguntando onde eu estava, que quando vejo ele estava ali, me olhando. 
- Ta fazendo o que aqui? – perguntei a ele assustada.
- Eu to preocupado também e por isso preciso fazer exercício pra desestressar e pensei que vê sua cara de besta ia ajudar! – ele fala sorrindo. É um idiota!
- Cara de besta tem tua mãe, palhaço! – eu falei a ele dando a língua. Ele começou a rir, então perguntou o que eu tinha, já que eu parecia preocupada, porem eu não disse... quanto mais ele conhece de mim, mais difícil sera pra que eu o esqueça! Perguntei por que ele esta preocupado mas ele também não falou, então ficamos ali, tentando imaginar o que um ao outro estava pensando.
- Quantos anos você treina judô? – ele pergunta com uma cara curiosa.
- Eu luto desde os 15 anos, faça as contas! – eu falei pra ele secando o suor que tinha no meu rosto. Então ele deu um soquinho de leve no meu rosto. Ta, foi de leve, mas pra que diabos ele fez isso?
- Posso saber por que fez isso? – falei olhando pra ele.
- Você faz judô por uns 10 anos e ainda não sabe se defender, tsc, tsc... – ele falava com uma cara de zombaria. É um idiota! Deu uma raiva tão grande que tentei dar um soco no rosto dele, porem ele se esquivou.Maldito! então dei um soco no estomago! Ele ficou morrendo de raiva e eu comecei a rir. Quem manda me encher?  - Cê quer brigar pra valer? – ele pergunta sorrindo. Fala serio, se eu desse um soco nele, ele ia cair na hora. Valia nem a pena.
- Tô com animo hoje não! – respondi apenas secando o suor e olhando pra o outro lado. Então ele começou a sorrir.
- Você ta é com medo! – ele disse sorrindo. É o quê? Eu comecei a encara-lo. Bem, eu o amo, mas eu juro que agora eu o mato! Então aceitei seu desafio já que ele achava que eu estava com medinho. Mas pedi pra ele colocar capacete, por que mesmo que eu o mate, quero que ele continue lindo como ele é, só que isso o irritou.
- Eu não vou pegar leve só por que você é mulher! – ele dizia me encarando. Ta certo! Ele quer lutar serio, então eu também aceitaria.
- E eu não vou pegar leve só por que você é um frango que não sabe lutar! – disse a ele sorrindo. Ganhar dele seria moleza!
- Se apanhar nem invente de começar a chorar, e também não tem limite de tempo! – ele dizia me encarando mais ainda. Tipo, ele achava realmente que tava me botando medo? Por favor ne?
 - Cuidado pra quando você apanhar demais não acabar desmaiando. E quem ganhar recebe um premio! – falei e ele concordou, então começamos a lutar. O que dizer, o Pierre é um frango comparado a mim. Enquanto ele não acertou nenhuma vez, eu o acertei umas 5 vezes. E serio, não podia controlar a gargalhada cada vez que isso acontecia. Então depois de quase uma hora lutando, eu admito, estava exausta e quando ele quase me ganhou, tentei empurra-lo e acabei ficando ali, meio que abraçada com ele. Ele também respirava com dificuldade. A gente ficou uns minutos assim ate que eu percebi que estava perto demais dele, então o empurrei e por causa disso ia caindo, então ele me pegou pela cintura, então acabamos em uma posição bem estranha pra ser sincera.
Eu fiquei vermelha na hora e acho que ele também, por ele arregalou os olhos e ficava me encarando, então ele me levantou mas continuava me olhando, era estranho o modo que ele me olhava. Ele já me olhou assim antes mas nunca por tanto tempo, era como se ele estivesse distraído. Porem eu pensei que talvez ele só quisesse me distrair e me ganhar, então mostrei o punho pra ele pra avisar que ia bater e dei um soco. Bom, a teoria de que ele estava fingindo caiu quando ele caiu desmaiado na hora pelo soco. Que merda... Fui pra cima dele e comecei a sacudi-lo pra ver se ele reagia ou algo assim. Vi que ele tava respirando devagar também, então resolvi fazer respiração boca a boca, vai que o soco fez ele passar mal. Tampei o nariz dele, coloquei minha boca na dele e comecei a soprar, pra ver se ele reagia. Bem, ele reagiu, mexendo os lábios como se tivesse me beijando. Me assustei tanto que acabei tanto um tapa nele, então ele abriu os olhos e ficou lá, me encarando e sorrindo. Enlouqueceu!
- Ai meu Jesus! Endoidou! – disse pra mim mesmo, e ele lá só olhando pra mim e sorrindo, então mostrei dois dedos e perguntei quantos dedos tinha, por que se ele souber o que é um dois, ainda há esperança. Então ele olhou pra mim e me empurrou. Eu sai correndo atras dele pra ver se ele estava bom mesmo ou tinha enlouquecido, ao que parecia, ele tinha voltado ao normal.
- Ai, esse tapa que você me deu doeu mais que todos os outros golpes, e posso saber por que você me deu esse tapa? – ele perguntava fazendo careta. Bem, eu pensei que ele tivesse me beijando e no susto bati nele, mas não ia falar isso nem morta.
- Você caiu, desmaiou, e depois começou a sorrir. Eu me assustei! – disse pra ele virando o rosto pra o lado. Então ele parou e começou a me olhar.
- Ta bom! Qual o teu desejo? Mas vê lá o que você vai pedir hein? – ele fala fazendo uma careta. O que dizer, não havia nada que eu quisesse dele alem de que ele pudesse me amar, nem que seja um pouquinho, mas claro que ele jamais daria isso pra mim. Comecei a olhar pra baixo então vi que meu tênis estava com o cadarço desamarrado, então lembrei de quando ele colocou o sapato do pé da Juliana, e queria ver ele fazendo aquilo pra mim também.
- Amarra o cadarço do meu tênis! – falei pra ele seria. Ele me encanrou levantando a sobracelha.
- Hein? Você tem uma chance única na vida e é isso que você quer? – ele pergunta me encarando. O que dizer, nada mais que isso me deixaria feliz. A não ser que ele me amasse de volta, porem eu não ia pedir isso, já que só levaria um fora.
- Que se dane! Anda logo! – gritei pra ele, então ele fez uma careta, se ajoelhou e começou a amarrar o meu cadarço. Fiquei tão feliz, parecia como se ele fosse um príncipe e eu uma princesa, ou o contrario, tanto faz. Sei que era algo romântico. - Se você tivesse ganhado, o que você ia pedir? – perguntei a ele como quem não quer nada, principalmente pra que ele não percebesse que eu estava envergonhada e sorrindo feito uma idiota com aquilo.
- Ia levar o jogo do começo do campeonato, que seria entre a gente e o Lhamas e você teria que ficar do nosso lado! – ela fala olhando pra mim e sorrindo. O quê? De jeito nenhum! Olha só o que eu teria que fazer se perdesse. Então quando ele foi amarrar o cadarço do outro pé, levantou um pouco a barra da minha calça e viu a cicatriz que eu tinha no tornozelo. - Que cicatriz é essa? – ele olhava meio assustado. Bem, realmente não era uma cicatriz bonita. Me lembro que foi logo quando comecei a ser guarda-costas, um cara ia atacar meu cliente e eu fui defende-lo e nisso o cara quase quebrou meu pé tacando um tijolo em cima dele, e cortou tão fundo que saiu quase metade do meu sangue. Claro, isso era algo que ele não precisava saber.
- Acidente de trabalho! Eu já tinha te dito, como guarda-costas, cicatrizes, hematomas e ossos quebrados fazem parte! – eu falei levantando os ombros, então ele se levantou e começou a me olhar, seu olhar era um pouco triste. Então ele me levou até o ponto de ônibus, eu peguei o ônibus e fui pra casa, quando cheguei, graças a Deus tanto meu pai como o Luigi não estavam em casa, então fui dormir. Ao acordar, fui ao apartamento da Juliana, que quando cheguei o Pierre e o Caio estavam lá, instalando uma câmera de segurança, o que seria ótimo. Então entrei no apartamento e a Juliana estava pintando olhos como sempre, então comecei a jogar quando o telefone tocou, ao atender vejo que é a Gabriela, a voz dela parecia bastante alterada, estava ofegante. “A Juliana esta?” ela perguntava com a voz tremula então falei que ela estava pintando.
 Entendo, por favor, por favor tome conta dela!” ela disse com a voz mais tremula ainda e meio cortada, o que será que tinha acontecido? Bem, talvez ela tenha brigado com a mãe, já que desde que ela veio, ela estava meio mal. Sai um pouco pra ver como estava o negocio da câmera, e eles já tinha instalado, a câmera era bem grande pra ser sincera, pra pegar um bandido não ia dar certo aquilo.
- Vem cá, vocês não tem uma câmera menorzinha não? Tipo uma câmera espiã? Era bom que o bandido não ia saber e então... – eu dizia a eles, só que não olhei que atras de mim tinha uma escada e acabei batendo com tudo a cabeça nela. A porrada foi tão grande que fez eco e me fez cair no chão na hora, vendo tudo preto.
- Meu Deus, você ta bem? – Pierre perguntava tocando na minha cabeça. Ele não tinha visto a porrada que eu tinha levado?
- O que você acha? É Claro que não! – gritei pra ele colocando a mão na cabeça. A porrada tinha sido tão forte que minha cabeça estava latejando.
- Você é tão atrapalhada! – ele reclamava então começou a puxar minha mão que estava na minha cabeça. – Me deixa ver! Ta doendo muito? – ele perguntava preocupado e puxando minha mão. Ta! Era educação, ele estava preocupado e tal, mas ele mexer na minha mão tava fazendo minha cabeça doer mais ainda, então o empurrei.
-Sai! Esta doendo! – eu gritei pra ele. então ele voltou e puxou a minha mão com força.
- Tira a droga dessa mão. Eu quero ver se você esta bem! – ele gritava puxando minha mão com força. Fala serio, a gente ta todo arrebentado e ainda assim o cara é todo grosso com a gente? simplesmente olhei pra o lado, todo meio que tava assustado olhando pra mim, bem, não é pra menos, a pancada foi muito forte. Então o Pierre começou a esfregar a minha testa e estava com a cara bem preocupada, o que me deixou apavorada, já que a ultima vez que ele cuidou de mim assim foi quando minha testa cortou.
- Ta sangrando né? – eu disse já com vontade de chorar.
- Não! Não esta! – ele responde fazendo uma careta. – Pelo amor de Deus, seja mais cuidadosa, você vive esbarrando nas coisas e se machucando. Pense antes de se mexer, por favor! – ele falava preocupado, segurando meu rosto e fazendo carinho na minha testa. Bem, o que dizer, aquilo me deixava feliz e ao mesmo tempo apavorada, já que eu tenho que esquece-lo e ele agindo assim não ia ajudar em nada.então afastei a mão dele e entrei de novo dentro do apartamento, então pouco tempo depois eles foram embora, pra o apartamento do Pierre, então aproveitei pra olhar a câmera, era bem interessante. Como vi que ninguém estava olhando, comecei a fazer careta, quando do nada meu celular tocou, era o Pierre.
Ta fazendo o que? Para de fazer careta pra câmera!” ele falava sorrindo. Que irado, ele realmente podia me ver.
- Que irado! Você pode me ver? E Agora? – perguntei fazendo outra careta, ele começou a rir, então conversamos um pouco e depois eu entrei no apartamento de novo. A Juliana depois de pintar, comeu um pouco e foi dormir. Serio, essa menina tinha uma vida tão agitada quanto de uma tartaruga. Então, como já tinha a câmera eu já não precisava estar grudada com ela, então quando deu 8 horas, me ajeitei pra ir embora, que quando estou no elevador, o Pierre entra também, só que quando olho pra o meu cabelo no espelho do elevador, ele estava todo levantando, então fico tentando ajeitar, quando o Pierre começa a rir. 
- Ta rindo do quê? Posso saber? – perguntei pra ele meio irritada!
- Teu cabelo ta assanhado atras, mas pelo jeito você só consegue enxergar a parte da frente! – ele fala sorrindo e começa a chegar preto de mim e a ajeitar meu cabelo, o que doí pra caramba.
- Sai! – empurrei ele porem ele me puxou de novo.
- Aguente! Você é uma mulher que aguenta socos e chutes e não aguenta um homem ajeitando seu cabelo? – ele falava enquanto ajeitava. – Pronto, agora ta linda! – ele fala levantando meu rosto. Porem o rosto dele estava muito perto, perto demais digo eu. Eu fiquei paralisada na hora, apenas esperei ele me soltar porem ele não me soltava então chegou onde a gente ia descer e eu o empurrei e sai, porem ele continuou no elevador. Isso foi tão estranho. Era como se ele quisesse me beijar, sim, por um segundo eu pensei isso. Mas isso é algo impossível, não é?
Eu fiquei um bom tempo na porta do elevador meio que paralisada. Mas percebi que tinha que ir pra casa, então fui pra o ponto pegar o ônibus, que quando vejo o carro do Pierre para bem perto da parada.
- Ta indo pra casa? – ele pergunta sorrindo, apenas aceno mostrando que sim. – Então entra, eu te levo! – ele fala sorrindo. Espera, todas as vezes que ele me levou pra casa, tinha algum problema.  Então devia ter acontecido alguma coisa.
- Por que?- perguntei assustada
- Quando alguém te faz um favor, você tem que falar “obrigado” e não “por que”! – ele falava sorrindo. Eu estava estranhando cada vez mais, de uns dias pra cá ele anda bem estranho. Bom, estranho ele sempre foi, mas andava mais.
- Sabe, eu não tô acostumada com essa tua amabilidade toda não! – falei fazendo uma careta então ele começou a rir.
- Então se acostume! – ela fala abrindo a porta do carro pra mim. Estranho, bem estranho. Então sentei na frente, com ele, enquanto meu chefe estava atras.
 - Dora! Qual é o teu tipo de homem? – ele me pergunta me olhando um tanto envergonhado. Hein? Pra diabos ele queria saber disso?
- Pra que você quer saber? – perguntei realmente estranhando essa pergunta dele.
- Não posso perguntar não? – ele falou com um tom meio bravo. De verdade eu não sabia o que ele queria. Mas resolvi responder, desde que me apaixonei por ele percebi que o certo é se apaixonar por um homem que nunca tenha ficado com ninguém, ai não teria essa baboseira de destino.
- Eu gosto de homens que não tenham passado, que não tenha ficado com outras mulheres. – respondi a ele sorrindo.
- Não existe homem assim! Homem de verdade tem passado! – ele começou a falar rapidamente. Que ótimo! Ele puxou essa conversa pra poder brigar? – Mulheres gostam de homens encantadores e homens encantadores precisam ter um passado. Essa não vale, próxima! – ele fala rapidamente. Quê? Próxima?
 - Beleza, então eu não gostaria de conhecer o passado dele. Sei que é idiotice mas seria fofinho imaginar que sou a primeira e ultima mulher dele! – falei sorrindo, então ele fez uma careta e trincou os dentes.
- Tipo mais idiota! – ele resmunga. Fala serio! O tipo é meu e eu escolho o que eu quiser! Quando ele chegou na minha casa, deu uma freada tão brusca que eu quase fui parar no para-brisa. E juro, me controlei muito pra não bater nele. Então sai e dei tchau pra ele, porem com uma vontade enorme de dar o dedo do meio, mas deixa pra lá. Então entrei dentro de casa, o papai veio querendo conversar mas eu deixei ele falando sozinho e entrei dentro do quarto.Então o Luigi entrou.
- Isa, por que você esta com tanta raiva? – ele perguntou como quem não quer nada. Sínico.
- Você realmente não se importa? O papai ta saindo com a... aquela... – eu tentava dizer mas a palavra mãe é algo que eu não conseguia dizer.
- Com a nossa mãe. Ela não é o Voldemort, então você pode dizer o nome dela tranquila. – ele fala sorrindo. Que ótimo! Mais um pra ficar fazendo piadinhas de livros. Mereço!
 - De verdade, você não liga? – perguntei pra ele. Ta, eu sei que o Luigi era muito pequenininho, mas serio? Isso não doia nele? Então ele ficou olhando pra cima por um tempo.
- Não! Eu não ligo! Desde que o papai seja feliz eu não ligo! – ele fala sorrindo e sai. Eu mereço, quer dizer que agora eu sou a vilã da historia? Por favor! Claro que ele não liga, era um bebe. Resolvi dormir. Ao acordar fui ao apartamento da Juliana, quando cheguei, estava ela ali, olhando pra janela.
 - Ta olhando o que? – perguntei assustada. Vai que ela tava pensando em pular.
- Tinha um gato ali! – ela fala apontando. Era meio triste, ela ficou meio pirada depois do gato dela ter sido assassinado. Bem, dava pra entender. Então ela liga pra o Pierre e sugere um encontro, bem, era namorada dele né? É obvio que ela faria isso. Então quando ele chegou, eu abrir a porta, porem ele estava tão bonito que eu fiquei feito uma idiota olhando pra ele... embasbacada.
- Que foi? Eu to bonito? – ele pergunta sorrindo. Eu percebi que aquilo ali era nada normal, o cara tava ali pra encontrar a namorada e eu ali boba por ele. Não e não! Apenas virei a cara e fingi ignora-lo. Então apareceu a Juliana, também linda com seu vestido de barbie. Eles eram feitos um pro outro, eu tinha que aceitar isso. Então quando íamos saindo o Pierre pede pra que eu fique, o que pra mim tava ótimo. Pelo menos não via eles de melo. Passei a tarde vendo tv e jogando no iphone5 .  quando foi quase umas 7 h, o celular toca e é a Juliana gritando pra que eu vá pra o restaurante. Que merda, o que aconteceu? Então fui correndo e quando cheguei lá, a Juliana olha pra mim e começar a ir embora chorando. E o Pierre, triste, calado. A segui e quando chegamos no apartamento ela entra no quarto e fecha a porta com tudo, então o telefone toca. - Dora, desculpa mas você pode dormir ai hoje? – o Pierre pergunta em um tom meio triste. Cara, isso não estava me cheirando bem.
- Ta! Beleza! Mas aconteceu alguma coisa? – perguntei pra ele.
- Nada! Depois eu te conto! – ele responde desligando o telefone. Então deitei no sofá e fiquei jogando até pegar no sono, quando acordei ela estava pintando, e pelo jeito não tinha comido nada. Passei o dia lá, e ela só dormia e pintava, não ia nem no banheiro. Porem a tarde, a Gabriela veio visita-la e parecem ter discutido, bem, é bem estranho duas amigas brigando, mas era assunto delas, não? Então a Gabriela sai com um livro grande de pinturas na mão. De noite, o chefe veio ficar no meu lugar pra que eu pudesse ir pra casa, nesse momento o Pierre liga.
 Desculpa fazer você trabalhar demais tá? Não vou poder  ir hoje também. A Gabriela sofreu um aborto, e o Caio ta desesperado, tenho que ficar do lado dele.então pedi ao teu chefe pra ir pra ai!" – ele fala e logo após desliga o telefone. Nossa, o Caio realmente devia estar arrasado. Será que foi por causa da briga? Talvez por isso a Gabriela estivesse tão estranha ultimamente. Então fui pra casa, ao chegar fui diretamente dormir por que não queria conversar com o papai e a Danielle estava fora, coisa que ela estava fazendo demais.  Ao acordar, tomo café da manha e vou ao apartamento dela, quando vejo que tem um monte de vizinho na porta dela reclamando e escuto que o som esta na altura máxima. Entrei e fui correndo desligar o som,que quando olho a Juliana esta chorando.
- É... eu sou desliguei por que estavam querendo te bater ali fora! – eu falei meio sem graça.
- Isadora! – ela fala me encarando. – A culpa é sua? – ela pergunta e então vai pra o quarto chorando. Espera! Eles brigam e agora a culpa é minha? Fala serio caramba! Então depois vi ela dormindo e aproveitei pra fazer uma lanche, quando encontro o Pierre na porta do prédio.
- Como esta a Juliana? – ele perguntou meio tímido, olhando pra baixo.
 - Ela ta mais ou menos, mas tipo, você brigaram? Você não liga pra ela e também não apareceu mais! – falei pra ele. O que era estranho, já que ela tinha pedido pra começar de novo, eles deviam estar naquela baboseira de destino pra todos os lados.
- Ela não te contou nada? – ele perguntou um tanto envergonhado.
- Me conta o quê? – perguntei a ele.
- Nada! Depois eu te conto! – ele falou indo embora. Pelo amor de Deus, até quando não tem ninguém enchendo o saco esse povo arranja sarna pra se coçar.
- Só se reconciliem! Vocês voltaram agora e deviam estar todo cheio de amor. Você não deve ser opor pelo seu “destino” – falei meio que zombando da cara dele. Ele não falou que ela era o destino dele? Então, ele que aguente o destino dele agora. Ele olhava pra mim e fazia uma careta, então pediu pra ir comer na casa da Juliana, assim aproveitava e falava com ela. Fiz um hambúrguer pra gente, só que quando estávamos comendo ele me fez uma pergunta muito estranha.
- Dora, você é virgem? – ele perguntou me olhando. Essa pergunta me pegou tão desprevenida que o pedaço de hambúrguer que eu estava engolido entalou na garganta e eu comecei a tossir.
 Depois de beber muita água eu consigo voltar ao normal.
- Que diabos de pergunta é essa? – perguntei envergonhada e também com raiva. Pra que diabos ele queria saber disso?
- Eu não posso perguntar não? – ele dizia olhando pra mim e fazendo uma careta. Ah claro, por que é super normal sair perguntando pra os funcionários sobre sua vida sexual, né?
- Por acaso eu fico perguntando com quantas tu transou? Não, né? – eu respondi ainda olhando o hambúrguer, então ele virou o rosto também.
- Você pode perguntar se quiser! – ele respondeu bem baixinho, então comeu o hambúrguer e foi falar com a Juliana. Acho que fazer as pazes. Demorou mais ou menos uma hora, então ele saiu e ela foi comer um pote de sorvete e pediu pra que eu comesse junto. Bem, eu deveria recusar mas eu gosto de sorvete, então comi junto.
- Sabe, você não devia ficar assim. Todo casal briga! Logo vocês voltam! – falei pra ela. Sim! Eu amo o Pierre e gostaria que ele me amasse também, mas o que vou fazer se ele ama a ela? Pelo menos quero que com ela, ele seja feliz.
- É engraçado, eu terminei duas vezes com o mesmo cara. Não deveria ter voltado, assim ele não tinha me esquecido! – ela falou meio deprimida. Alem de bipolar, essa garota é cega. Ela não vê o tanto que o Pierre faz por ela? Terminamos de comer o sorvete e ela foi dormir. Então as 8, meu chefe veio me render, e eu fui pra casa. então resolvi dar uma olhadinha em como a Danii estava, quando entro no quarto dela, ela esta cortando um dos livros, coisa que eu nunca vi ela fazer na vida. Era uma imagem de coração.
- Eu voltei com o agente Cássio. Foi tão lindo, ele me pediu desculpas por ter terminado comigo e disse que entendia tudo que eu tinha passado. – ela fala sorrindo. nossa, que legal. Por fim o robô aceitou que gostava dela mesmo.
- Serio? Que bom. – falei pra ela pegando um dos livros que ela estava cortando. Era um livro de quinta serie. Então ela ligou pra o agente Cássio e começou a conversar e bom, eu gostei do fato dela estar feliz e de estar com ele de volta, mas meu saco não anda grande pra esse tipo de coisinhas, então sai antes que eu pegasse aquele telefone e enfiasse nela garganta a baixo e fui pra o meu quarto. No dia seguinte fui ao apartamento da Juliana, então nos fomos a galeria da mãe da Gabriela onde os quadros da Juliana iam ser exibidos. Então a mãe da Gabriela levou a gente até uma sala onde estaria todas as pinturas da Juliana. Porem quando entramos, todas as pinturas estavam rasgadas, com tinha vermelha por cima e uma pintura que seria da Juliana, estava com os olhos rasgados.
 Aquilo com certeza devia ser obra do maniaco das fotos.

Nenhum comentário:

Postar um comentário