Golpe baixo.
- Descobrimos quem é o maniaco das fotos! É a sua
empregada, a senhora Fátima – a Danii fala olhando pra o chão. O quê? Como
assim? – A avô do Lucas reconheceu ela, e a Joyce também! –ela continuou
falando. Não era possível. Minhas mãos começaram a ficar geladas.
- O quê? Estão dizendo que não é o Caio, mas é a tia Fátima Vocês enlouqueceram? – o Pierre falou irritado. Então comecei a lembrar
de todos os ataques do maniaco das fotos, garrafa de energético, fotos, Joyce,
Lucas, o gato da Juliana, a mensagem com a minha foto, as pinturas. De todos
esses fatos, só as pinturas não se encaixam, mas o resto começou a encaixar,
ela trabalhando com o Pierre, ela poderia colocar o veneno na bebida dele, e
entregar as fotos na sua própria casa, ela conhecia tanto a Joyce como o Lucas
e sabia onde o Pierre estaria, ela sabia do amor que a Juliana tinha pelo gato,
no dia da mensagem, eu estive na casa do Pierre.
- Deve ser coincidência! So pode ser coincidência! – o
Pierre sussurrava assustado. Eu olhava tanto pra o agente Cássio quanto pra
Danii e os dois continuavam pálidos.
- Se realmente é ela, a Juliana esta em perigo! – eu
falei ainda assustada com tudo isso. Então o Pierre olha pra mim com os olhos
arregalados, ele deve ter pensado a mesma coisa que eu. Então ele se levantou e
saiu correndo pra o carro, então eu, a Danii e o agente Cássio fomos atras
dele. No carro ele andava em alta velocidade, então decidi ligar pra o chefe.
- Chefe, onde esta a Juliana? – perguntei nervosa a
ele.
- Na casa dela ué? – ele respondeu tranquilo. Isso me
fez respirar mais aliviada.
- Ninguém foi visita-la né? – perguntei um pouco mais
calma.
- Ninguém! – ele respondeu sorrindo. – Só a empregada
do Paulo Henrique! – ele falou calmo. O Quê? Ela foi pra lá? Senti que tinha
ficado mais pálida que antes então olhei pra o Pierre, que me encarava em
panico. Depois de uns minutos chegamos e fomos ate o apartamento dela, que
quando chegamos todas as malas da Juliana estavam bagunçadas e não tinha
ninguém ali, então vi no chão e vi que tinha algumas gotas de sangue ali. Então
o Pierre entrou no quarto dela e depois ao quarto de pintura, porem ninguém
estava lá. O Pierre se desesperou e começou a chorar. Eu sei! Eu sei que aquela
situação era desesperadora, mas vê-lo chorar por outra mulher, ainda me doía
muito. Eu realmente sou uma péssima pessoa.
- Se realmente a garota ta dentro dessa mala, ela não
pode ter ido longe. Apesar de tudo é uma senhora, ela não tem forças pra
carregar uma pessoa por tanto tempo! – disse a Danielle olhando para a câmera.
Então o Pierre se levanta rapidamente.
- A casa dela! – ele responde e vai correndo, com o
chefe seguindo. Eu tento segui-lo mais o ciumes estava cada vez maior. Eu com
certeza estou ficando louca. Uma situação dessas e eu aqui, com ciumes! Então
lembrei que a Danii falou que ela não devia estar longe, então decidi ir na praça, que seria um lugar
mais perto de ver todos os apartamentos perto.
- Onde você vai? – A Danii me perguntou.
- Você não falou que ela não podia ir longe, né? Então!
Eu vou acha-la! – falei pra ela e fui correndo pra praça. Chegando lá, não
tinha nada demais la, porem eu comecei a lembrar do beijo que o Pierre tinha me
dado aqui. Sera que esse desespero todo é só por que a vida da Juliana ta em
risco? Ou por que ele percebeu que ama ela e não a mim? Essas perguntas vinham
na minha cabeça direto, mas não era hora pra aquilo. Quando olho pra cima do
prédio da Juliana, na área da piscina e vejo a luz acesa, mas eu soube que lá
estava fechado pra manutenção. Sera que ela estava lá? Então vi um pedaço de
madeira e resolvi pegar pra ir lá. Quando entrei, tinha um cartaz escrito
“fechado pra manutenção”, então por que estava com as luzes acesas? Continuei
andando segurando bem forte o pedaço de madeira. Eu olhava ao redor e parecia
não ter ninguém. Só a parte da piscina esta com a luz ligada, por que? Fui
caminhando vagarosamente e olhava pra os lados pra ver se via alguém, mas não
via ninguém, quando sinto uma mão no meu rosto, eu penso em reagir mas era um
pano com algum liquido que me deixou sonsa, segurei o pedaço de madeira pra
bater em quem estava me segurando, quando sinto uma corrente elétrica no meu
corpo.
Então eu desmaiei. Quando acordei, olhei a Juliana do
meu lado, tentei me levantar pra falar com ela mas percebi que estava com as
mãos e os pés atados. Então olho e veja dona Fátima olhando a janela da
piscina. Então comecei a apoiar meu cotovelo no chão pra poder sentar.
- Você esta bem? – perguntei a Juliana, ela apenas
acenou com a cabeça com os olhos cheios de água. Então comecei a olhar e vi que
nossas roupas estavam trocadas. Porem minha cabeça ainda doía demais e eu ainda
estava zonza.
- Eu! – respondi encarando ela. Ela fica surpresa por
um minuto e depois começa a me encarar também e então começar a olhar pra
Juliana.
- Você já deve saber que não fui eu que estraguei suas
pinturas não é? Foi a sua amiguinha, a Gabriela! – ela fala sorrindo. o quê? A
Gabriela?
- A Gabii nunca iria fazer isso! – a Juliana grita pra
ela.
- Claro que iria! Ela te odeia! Você destruiu a vida
dela de varias formas, o bebe que ela estava esperando morreu por sua culpa.
Por que enquanto a mãe dela ajudava você com suas artes, a proibia de pintar.
Você a pressionava que ela te ajudasse e não percebia que essa sua bipolaridade
estava levando ela ao fundo do poço, por isso ela te odeia! Ela não consegue
dizer o que sente e não sabia como dizer que você a fazia sofrer cada vez que
pedia pra ajuda-la. – ela falando com um sorriso terrível no rosto. Aquilo
devia ser mentira, por que eu via a preocupação dos olhos da Gabii. – Claro!
Nem ela sabe que te odeia, tanto que eu tive que dar uma ajudinha a ela, pra
que ela surtasse completamente e assim o seu maridinho, assumia toda a culpa,
já que pra todos, ela era o maniaco. – ela fala sorrindo e se levantando.
- Por isso o Caio fez o que fez. – murmurei. Ela olhou
pra mim e começou a sorrir.
- Por que você o odeia? O que ele fez? Ele te
considerava como uma mãe! Por que? – gritei com raiva. Então ela chegou bem
perto de mim.
- Quem disse que eu o odeio? – ela perguntou me
encarando. – Você não sabe o quanto eu o amo. Por isso quero destruir-lo, por que
quanto mais destruído ele estiver mais eu poderei consola-lo, ficar ao lado
dele. O Paulo Henrique feliz pode ser de vocês, mas o Paulo Henrique triste, é
meu! – ela fala me encarando com um ódio no olhar. Essa mulher simplesmente é
louca. Ela queria tortura-lo, pra poder ficar com ele?
- Você é louca sabia? –
falei pra ela encarando-a. então ela pega um durex e coloca na minha
boca, assim como na da Juliana.
- Não é justo? A mulher que ele verdadeiramente ama vai
morrer. A que ele não ama irá viver! A que morrer será a sortuda, por que
saberá que sempre foi amada e que será pra sempre e o Paulo Henrique ficará
sozinho pra sempre. Se ele ficar solitário então será meu. Se estiver ferido, ele será meu. Não importa onde eu estou ou onde ele
estiver. – ela falava em um tom quase sussurrado. Então ela me levantou. –
Querem morrer? Ou querem viver? Eu? Se eu pudesse, morreria mil vezes! – ela
falou com o mesmo tom. Comecei a me mexer pra ver se conseguia me soltar. –
Fique quieta, se não quiser morrer antes do Paulo Henrique chegar! – ela fala
segurando meu braço. Eu estava com o coração acelerado, e a respiração cada vez
mais devagar. Alem das minhas costelas que ainda doíam pela surra que eu tinha
levado.
E agora? eu realmente vou morrer?















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