Capitulo 23

Golpe baixo. 

- Descobrimos quem é o maniaco das fotos! É a sua empregada, a senhora Fátima  – a Danii fala olhando pra o chão. O quê? Como assim? – A avô do Lucas reconheceu ela, e a Joyce também! –ela continuou falando. Não era possível. Minhas mãos começaram a ficar geladas.
- O quê? Estão dizendo que não é o Caio, mas é a tia Fátima  Vocês enlouqueceram? – o Pierre falou irritado. Então comecei a lembrar de todos os ataques do maniaco das fotos, garrafa de energético, fotos, Joyce, Lucas, o gato da Juliana, a mensagem com a minha foto, as pinturas. De todos esses fatos, só as pinturas não se encaixam, mas o resto começou a encaixar, ela trabalhando com o Pierre, ela poderia colocar o veneno na bebida dele, e entregar as fotos na sua própria casa, ela conhecia tanto a Joyce como o Lucas e sabia onde o Pierre estaria, ela sabia do amor que a Juliana tinha pelo gato, no dia da mensagem, eu estive na casa do Pierre.
 Era ela! Tudo apontava pra ela. E se era ela, ela sabe que a Juliana esta só!
- Deve ser coincidência! So pode ser coincidência! – o Pierre sussurrava assustado. Eu olhava tanto pra o agente Cássio quanto pra Danii e os dois continuavam pálidos.
- Se realmente é ela, a Juliana esta em perigo! – eu falei ainda assustada com tudo isso. Então o Pierre olha pra mim com os olhos arregalados, ele deve ter pensado a mesma coisa que eu. Então ele se levantou e saiu correndo pra o carro, então eu, a Danii e o agente Cássio fomos atras dele. No carro ele andava em alta velocidade, então decidi ligar pra o chefe.
- Chefe, onde esta a Juliana? – perguntei nervosa a ele.
- Na casa dela ué? – ele respondeu tranquilo. Isso me fez respirar  mais aliviada.
- Ninguém foi visita-la né? – perguntei um pouco mais calma.
- Ninguém! – ele respondeu sorrindo. – Só a empregada do Paulo Henrique! – ele falou calmo. O Quê? Ela foi pra lá? Senti que tinha ficado mais pálida que antes então olhei pra o Pierre, que me encarava em panico. Depois de uns minutos chegamos e fomos ate o apartamento dela, que quando chegamos todas as malas da Juliana estavam bagunçadas e não tinha ninguém ali, então vi no chão e vi que tinha algumas gotas de sangue ali. Então o Pierre entrou no quarto dela e depois ao quarto de pintura, porem ninguém estava lá. O Pierre se desesperou e começou a chorar. Eu sei! Eu sei que aquela situação era desesperadora, mas vê-lo chorar por outra mulher, ainda me doía muito. Eu realmente sou uma péssima pessoa.
 Então o agente Cássio foi averiguar as câmeras de vigilâncias. Depois vimos o vídeo, onde ela saia com uma grande mala, que ela carregava com bastante dificuldade. Eu gelei! Sera que a Juliana estava ai?
- Se realmente a garota ta dentro dessa mala, ela não pode ter ido longe. Apesar de tudo é uma senhora, ela não tem forças pra carregar uma pessoa por tanto tempo! – disse a Danielle olhando para a câmera. Então o Pierre se levanta rapidamente.
 - Onde você vai? – perguntei a ele.
- A casa dela! – ele responde e vai correndo, com o chefe seguindo. Eu tento segui-lo mais o ciumes estava cada vez maior. Eu com certeza estou ficando louca. Uma situação dessas e eu aqui, com ciumes! Então lembrei que a Danii falou que ela não devia estar longe,  então decidi ir na praça, que seria um lugar mais perto de ver todos os apartamentos perto.
- Onde você vai? – A Danii me perguntou.
- Você não falou que ela não podia ir longe, né? Então! Eu vou acha-la! – falei pra ela e fui correndo pra praça. Chegando lá, não tinha nada demais la, porem eu comecei a lembrar do beijo que o Pierre tinha me dado aqui. Sera que esse desespero todo é só por que a vida da Juliana ta em risco? Ou por que ele percebeu que ama ela e não a mim? Essas perguntas vinham na minha cabeça direto, mas não era hora pra aquilo. Quando olho pra cima do prédio da Juliana, na área da piscina e vejo a luz acesa, mas eu soube que lá estava fechado pra manutenção. Sera que ela estava lá? Então vi um pedaço de madeira e resolvi pegar pra ir lá. Quando entrei, tinha um cartaz escrito “fechado pra manutenção”, então por que estava com as luzes acesas? Continuei andando segurando bem forte o pedaço de madeira. Eu olhava ao redor e parecia não ter ninguém. Só a parte da piscina esta com a luz ligada, por que? Fui caminhando vagarosamente e olhava pra os lados pra ver se via alguém, mas não via ninguém, quando sinto uma mão no meu rosto, eu penso em reagir mas era um pano com algum liquido que me deixou sonsa, segurei o pedaço de madeira pra bater em quem estava me segurando, quando sinto uma corrente elétrica no meu corpo.
Então eu desmaiei. Quando acordei, olhei a Juliana do meu lado, tentei me levantar pra falar com ela mas percebi que estava com as mãos e os pés atados. Então olho e veja dona Fátima olhando a janela da piscina. Então comecei a apoiar meu cotovelo no chão pra poder sentar.
- Você esta bem? – perguntei a Juliana, ela apenas acenou com a cabeça com os olhos cheios de água. Então comecei a olhar e vi que nossas roupas estavam trocadas. Porem minha cabeça ainda doía demais e eu ainda estava zonza.
 - Eu quase morri de encefalite quando tinha 17 anos. Eu penso muito nisso sabe, o que teria acontecido se eu tivesse morrido naquele tempo? – começa a falar a Fátima sentando perto da gente. - Teria sido agradável morrer quando ainda era uma jovem bela!  Assim não veria meu rosto envelhecer com o tempo! – Ela fala olhando pra piscina e então olha pra nos duas. – Não fiquem tristes por morrerem jovens! Ao morrer agora, vocês serão jovens e belas para sempre e o Paulo Henrique sempre verá vocês assim! – ela fala sorrindo. então o quê? Ela vai nos matar? – Mas eu tenho uma pergunta. Qual das duas é a mulher do Paulo Henrique? – ela perguntou olhando pra gente. simplesmente ignorei enquanto a pobre da Juliana continuava chorando. – Quem dormiu com ele ontem? – ela perguntou de novo. Eu gelei, ela tinha visto a gente ficar juntos ontem? Bem, se ela queria a verdade.
- Eu! – respondi encarando ela. Ela fica surpresa por um minuto e depois começa a me encarar também e então começar a olhar pra Juliana.
- Você já deve saber que não fui eu que estraguei suas pinturas não é? Foi a sua amiguinha, a Gabriela! – ela fala sorrindo. o quê? A Gabriela?
- A Gabii nunca iria fazer isso! – a Juliana grita pra ela.
- Claro que iria! Ela te odeia! Você destruiu a vida dela de varias formas, o bebe que ela estava esperando morreu por sua culpa. Por que enquanto a mãe dela ajudava você com suas artes, a proibia de pintar. Você a pressionava que ela te ajudasse e não percebia que essa sua bipolaridade estava levando ela ao fundo do poço, por isso ela te odeia! Ela não consegue dizer o que sente e não sabia como dizer que você a fazia sofrer cada vez que pedia pra ajuda-la. – ela falando com um sorriso terrível no rosto. Aquilo devia ser mentira, por que eu via a preocupação dos olhos da Gabii. – Claro! Nem ela sabe que te odeia, tanto que eu tive que dar uma ajudinha a ela, pra que ela surtasse completamente e assim o seu maridinho, assumia toda a culpa, já que pra todos, ela era o maniaco. – ela fala sorrindo e se levantando.
- Por isso o Caio fez o que fez. – murmurei. Ela olhou pra mim e começou a sorrir.
 - Se vocês soubessem o quanto são manipuláveis. Todos vocês faziam exatamente o que eu queria inconscientemente. Exceto você! – ela fala olhando pra mim, então chega perto do meu rosto e segura com  uma mão pra levantar meu rosto. – Eu sempre detestei você! Você o odiava, devia ser a primeira a querer acabar com a carreira dele, mas ainda assim você o ajudou. Sempre que eu fazia alguma coisa pra acabar com a carreira dele, ali estava você pra impedir. – ela segurava meu rosto fortemente então soltou, andando em volta na piscina.
- Por que você o odeia? O que ele fez? Ele te considerava como uma mãe! Por que? – gritei com raiva. Então ela chegou bem perto de mim.
- Quem disse que eu o odeio? – ela perguntou me encarando. – Você não sabe o quanto eu o amo. Por isso quero destruir-lo, por que quanto mais destruído ele estiver mais eu poderei consola-lo, ficar ao lado dele. O Paulo Henrique feliz pode ser de vocês, mas o Paulo Henrique triste, é meu! – ela fala me encarando com um ódio no olhar. Essa mulher simplesmente é louca. Ela queria tortura-lo, pra poder ficar com ele?
- Você é louca sabia? –  falei pra ela encarando-a. então ela pega um durex e coloca na minha boca, assim como na da Juliana.
 - Paulo Henrique esta pra chegar. Ele só poderá salvar uma de vocês! Quem será? – ela falou olhando pra gente, eu tentava pelo menos soltar minhas mãos, mas parece que ela tinha amarrado bem forte, por que nem ao menos saia do lugar.  Então ela senta perto da gente.-  As vezes as pessoas não sabem o que sentem, porem quando enfrentamos a morte, a verdade se revela. Então veremos que é a mulher que ele ama. – ela falou com uma lagrima escorrendo do seu rosto. Então pegou um capuz e colocou no meu rosto, era um capuz preto e grosso. Eu não conseguia nem ver nada e nem respirar direito com aquilo. Tentei balançar a cabeça pra que ela não colocasse, mas ela segurou meu cabelo e conseguiu colocar.
- Não é justo? A mulher que ele verdadeiramente ama vai morrer. A que ele não ama irá viver! A que morrer será a sortuda, por que saberá que sempre foi amada e que será pra sempre e o Paulo Henrique ficará sozinho pra sempre.  Se ele ficar solitário  então será meu. Se estiver ferido, ele será meu.  Não importa onde eu estou ou onde ele estiver. – ela falava em um tom quase sussurrado. Então ela me levantou. – Querem morrer? Ou querem viver? Eu? Se eu pudesse, morreria mil vezes! – ela falou com o mesmo tom. Comecei a me mexer pra ver se conseguia me soltar. – Fique quieta, se não quiser morrer antes do Paulo Henrique chegar! – ela fala segurando meu braço. Eu estava com o coração acelerado, e a respiração cada vez mais devagar. Alem das minhas costelas que ainda doíam pela surra que eu tinha levado.
E agora? eu realmente vou morrer?

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