O desaparecimento de Pierre.
Sai de casa de
madrugada, já que se eu falasse que iria procurar o Pierre, meu pai jamais
deixaria. Peguei minha mochila e enchi de água, casacos e biscoitos pra comer
no caminho, sabe lá quando eu poderei comer direito, então melhor me precaver.O primeiro lugar da
lista era sua antiga escola, fui lá mais não encontrei nada de interessante.
Então fui a um lugar onde ele foi com a família, era uma espécie de reserva
ambiental ou algo assim, mas também não tinha nada. Fui a varias praças,
parques e também nada dele. Então tinha uma cidade vizinha, perto de uma
floresta. Peguei o ônibus e fui pra lá, comendo uns biscoitinhos do caminho. O
lugar era estranho, cheio de mato pra tudo que é lado. Logo ficou escuro e eu
admito, apesar de ser guarda-costas, ser faixa preta em judô e tal, eu morro de
medo de escuro... Liguei uma lanterna que eu trouxe, mas logo a pilha dela
ficou fraca e ela desligou. Eu tinha certeza de que tinha trazido pilhas para a
lanterna, mas não encontrava em lugar nenhum na mochila.
Estava escuro
demais, meu celular estava descarregado e eu não tinha a menor idéia de onde eu
estava, então me sentei numa arvore e fiquei esperando ficar de dia, apesar de
estar morrendo de medo, quanto mais eu andasse, mais perigoso ficava.
-Deixa de
frescura que isso nem é o Everest o coisa assim. – dizia a mim mesmo. Era até
vergonhoso eu estar assustada só com isso. Serio! Quando eu encontra-se o
Pierre, juro que vou fazer pagar por tudo isso. Eu continuava a procurar as
pilhas quando escuto uma voz “Isadora?” a voz falou, dei um grito de medo.
Então quando olho, vejo que é o Pierre.
Eu estava tão
assustada que nem conseguia reagir, notava que minhas mãos estavam geladas e
tremendo, alem de meus olhos estarem cheios de água. Antes que eu percebesse
estava chorando, ele olhava pra mim com os olhos arregalados, então se abaixou
e começou a me olhar...
- Dora, o que você esta fazendo aqui? E por que você esta chorando? – ele perguntava atordoado...
- Dora, o que você esta fazendo aqui? E por que você esta chorando? – ele perguntava atordoado...
- Idiota! Você me
assustou! E eu já estava tão assustada! – eu gritava pra ele em meio ao meu
pranto. Então ele me abraçou.
- Calma! Ta tudo
bem! Você estava assustada? – ele dizia tentando me acalmar e eu assustada só
fazia chorar feito uma idiota. Ate que eu percebi. Ele estava me abraçando,
então o empurrei. – Você também se assusta
com as coisas? – ele disse sorrindo, era um idiota! Ele foi se levantando pra
ir embora, então eu o segurei pelo casaco.
- Você vai me deixar aqui? E se eu
me perder de novo? Eu não tenho lanterna e está escuro! – eu dizia sem querer
admitir que eu também estava com medo. Então ele tira a minha mão do casaco
dele e segura ela, então me puxa pra ficar de pé, segurando a minha mão.
– Bora
medrosa! – ele falou indo comigo pela floresta segurando minha mão.
Admito que apesar
de ainda não goste do escuro, não estava mais com medo, já que ele estava lá.
Então chegamos a uma casinha pequena, de madeira, bem pobrezinha, que não tinha
nem luz elétrica, nem sofá, apenas uma espécie de lareira e umas cadeiras e
colchões no chão. Então ele acendeu a lareira e sentou em uma das cadeiras...
-
Como você soube que eu estava aqui? – ele perguntou.
- Eu li os seus
diários! Apesar de que aquilo nem pode ser considerado diário, só tem treino,
treino, treino! – respondi. Ele virou o rosto e continuou a olhar pra o fogo. -
Olhe só pra você! Um homem feito e fugindo de casa! – reclamei. Era bem ridículo mesmo. Isso é coisa de
criança de 7 anos, no mínimo.
- Eu estou triste!
– ele respondeu. Quer dizer que todo mundo que está triste tem que fugir de
casa?
– E é só você que está triste, por acaso? – perguntei com raiva, então
ele me encarou.
– Quem mais está triste? – ele pergunta. Eu pensei em dizer
“Eu” na hora, mas me controlei. Ele não precisava saber que eu estava triste
por causa dele.
– O Caio esta bem triste e a tiazinha que trabalha contigo
chora tanto que parece que vai morrer desidratada. – respondi a ele.
– E você?
Você ficou feliz? Sua família fez um churrasco pra comemorar? – ele perguntou
ironicamente. Claro que ele esperaria algo assim de mim, mesmo assim doía
escutar ele falando isso.
– Como se você soubesse de algo, idiota! – resmunguei
pra mim mesma. Eu não podia aceitar que
ele estivesse largando tudo.
- Você escreveu no
seu diário que sem o beisebol, você preferia morrer. Então lute, por
favor! Se aquele cara te insultou, você
deveria enfrentá-lo e usar todas suas forçar pra ganhar dele! Por que você não
diz logo o que ele falou? – perguntei a ele. Era injusto! Eu sabia que se ele
bateu no cara, teve motivos, mas se ele não falar qual foi o motivo, todo mundo
vai ficar odiando ele.
- Que diabos você
esta fazendo Caio? – Pierre perguntava com raiva.
Então depois nos
sentamos e começamos a comer novamente. O Caio então explicou sobre uma
gravação que o repórter Claudio tinha feito, que mostrava que ele tinha
ofendido a ex dele.Quem diria... Ninguém sabe por que ele ajudou, mas o importante é que parou de seguir o Pierre. Então o presidente da empresa resolveu não demitir
ele.
Então depois o
Pierre foi todo animadinho levar a coisa pra casa e eu fui de busão. Serio! Eu
realmente queria bater naquela vadia. Amor eterno? Fala serio! Até parece que
as pessoas sem ficam com seus primeiros amores. Pra que diabos ela teve que
voltar? A graça do primeiro amor é nunca mais ver né? No momento em que volta,
não tem mais magia. Ia em direção ao meu quarto quando vejo meu irmão espiando
meu pai no banheiro, tipo wtf? Cutuquei ele e ele me pediu pra fazer silencio. Então
vi que o papai falando ao telefone, de forma estranha, falando todo educado,
com a voz baixa...
- Eu pensei em
dizer, mas como não tenho provas, só seria minha palavra contra a dele. E eu
não quero que o nome da Juliana esteja no meio disso tudo! – ele respondia
triste. Como eu imaginava, o cara ofendeu a ex dele. Não posso negar que isso
me doeu bastante, ele estava se sacrificando por uma garota que nem sequer esta
com ele.
- O clube esta
fazendo uma apelação. Você vai ficar em silencio de novo? Só diga a verdade!
Ela vai entender! – eu disse a ele. - Não quero! – ele disse e foi se deitar em
um dos colchões...
Senti que as lagrimas queriam descer novamente, mas eu
segurei. Acho que segurar o choro deixa sua cabeça doendo, já que eu sentia uma
dor enorme na minha cabeça, alem de um frio terrível. Acho que esse frio
era tristeza por vê-lo sofrer assim, por vê-lo sofrendo por outra. Ao acordar, sentia
mais frio ainda, mesmo tendo colocado todos os casacos que eu trouxe, alem do
corpo todo dolorido. O frio era tão
grande que parecia que ia me dividir no meio.
- Você ficou
gemendo a noite inteira, você esta bem? – ele perguntou chegando perto de mim,
então colocou a mão na minha testa. – Você esta ardendo em febre! –ele dizia
com a cara preocupada.
- Nós temos que ir
pra reavaliação amanha. Como o caminho é longe, temos que ir logo. E você tem
que assistir. – eu disse, mas com o corpo fraco, assim que tentei me levantar
vi as coisas rodando. Então como estava
muito cedo, resolvi deitar um pouco pra ver se aquilo passava. Notava que o tempo
todo o Pierre olhava pra mim, então ele tirou o seu casaco e colocou por cima
de mim. Eu acabei adormecendo. Acordei com o Pierre me chamando pra tomar um
chá que ele tinha feito.
-Você tem que tomar
isso e aproveitar pra comer. Você ficou doente por que não deve ter comido
nada, só tinha biscoito na tua mochila! – ele reclamava... Então eu notei que
estava meio escuro. Então olhei meu relógio e vi que eram 4 horas.
- Por que você não
me acordou antes? –reclamei. Não daria tempo pra ir cidade, já que demora umas
8 horas só pra chegar lá, alem da caminhada ate chegar ao ponto de ônibus. Comecei a ajeitar as coisas, mas o cansaço
não me ajudava, me deixando tonta a todo o momento.
- Não podemos ir
com você nessas condições. – ele dizia preocupado.
- A gente tem que
ir! Eu vim pra cá exatamente por isso! – eu falei com um tom cansado.
- Se você desmaiar
no meio da floresta, ai sim, estaremos em um grande problema! – ele dizia ainda
preocupado.
- Então você vai e
me deixa aqui, depois eu volto! – eu respondi com um pouco de dificuldade.
- Qual é o teu
problema, mulher? Ta tentando tirar o pai da forca ou o que? – ele reclamava.
- Por que você tem
que ir pra lá. É sua ultima chance. Eu sou uma inútil! Nunca fiquei doente na vida e agora estou
assim! – eu reclamava. De verdade, como guarda costas, eu sou uma inútil. Então
percebi que ele estava com o meu caderninho que estava anotado todos os lugares
que ele passou pra procurá-lo.
- Você foi a todos
esses lugares, sozinha? – ele perguntou com uma espécie de sorriso no rosto.
Peguei o caderno de volta,. Por que diabos ele mexeu nas minhas coisas? E eu
também não saberia responder aquela pergunta. Eu juro que queria gritar com
ele, bater nele, mas minha força estava extremamente limitada, então tomei o chá
que ele fez e depois comi umas frutas que ele me deu. Então me deitei. Sentia
ele mexendo no meu cabelo e isso me deixava envergonhada. Com a noite, o frio
aumentou muito, eu sentia que meu corpo estava se dividindo ao meio.
- Você
esta com muito frio? – Pierre perguntava colocando a mão na minha testa pra ver
minha temperatura. Eu estava com muito frio, mas se falasse que estava, ele
iria me dar seu casaco, e ai ele poderia ficar doente.
- Nã... ão... ! Só...
Só um po... po...quinho... !- Respondi a ele apesar de estar com tanto frio que
nem responder direito eu conseguia. O frio era tanto que me fazia trincar os
dentes. Então ele se deitou no colchão onde eu estava deitada e me abraçou
fortemente. Eu gelei, o que diabos ele estava fazendo? Virei meu rosto pra
olhar pra ele. – O que vo... Você... – eu tentava perguntar a ele e ao mesmo
tempo me soltar.
- Fique tranqüila que eu não vou te agarrar! Só tente dormir!
– ele dizia me abraçando mais forte ainda. – Obrigada, Dora! – ele fala
colocando o casaco dele em cima da gente, como se fosse um lençol. Eu estava
muito envergonhada, mas estava feliz. Eu ainda estava com frio, mas com ele ali
do lado, parecia que me deixava mais forte. Então pouco a pouco, eu fui
dormindo, ali, nos braços dele.
No outro dia, ele
me acordou e me deu de novo o chá, então fomos pegar o ônibus pra voltar à
cidade. Ele comprou umas tangerinas dizendo que era bom pra quem estava doente.
Eu tentei ligar o celular, mas ele estava totalmente sem bateria. Eu olhava pra
o relógio, 2 horas da tarde, já estava perto de começar e a gente ali, no
ônibus.
- Para de olhar
esse relógio que esta me deixando nervoso. – Pierre reclamava. Mas é um idiota
mesmo, eu estava preocupada por causa dele. Eu comecei a olhar a janela, ate
que acabei adormecendo. Quando acordei, estava com a cabeça no ombro dele.
Então vi que o ônibus havia parado, então acordei ele.
Fomos a uma
lanchonete comer algo decente que não fosse biscoito ou fruta e também pedi pra
carregarem meu celular. Quando carregou, ela me entregou e eu o liguei. Nunca
na minha vida tinha visto tantas mensagens juntas. Tanto do agente Cássio, como
do Caio e do meu pai. Então, á ultima mensagem do Caio era que a gente tinha
que ir à base do time o mais rápido possível. Assim que terminamos de comer
fomos pra lá, e já estava de noite. Ao chegarmos, a sala de descanso da base
estava com as luzes apagadas. Então do nada, todas as luzes se acenderam e o
Caio começou a jogar champanhe na gente. Eu estava sem entender aquilo e só
empurrava o Pierre pra ficar na minha frente.
- Você não vai sair
do time seu idiota! Você só vai cumprir 2 meses de serviço comunitário.- o Caio
falava sorrindo. Meu Deus, aquilo era verdade... Pierre ficou tão feliz que
abraçou o Caio, e eu de tão feliz que estava abracei os dois lá.
- Brother, muito obrigada! De verdade. Muito obrigada! – o Pierre dizia ao Caio. Então ele soltou o Caio e me abraçou, um abraço tão forte que me fez rodar. Eu estava tão feliz. Finalmente tudo tinha passado.
- Brother, muito obrigada! De verdade. Muito obrigada! – o Pierre dizia ao Caio. Então ele soltou o Caio e me abraçou, um abraço tão forte que me fez rodar. Eu estava tão feliz. Finalmente tudo tinha passado.
- Obrigada Dora, eu
só consegui por você ser tão pentelha e não me deixar desistir! – ele dizia
enquanto me abraçava. Então quando percebi, eu estava chorando de felicidade.
-
Você esta chorando? – ele perguntava sorrindo.
– Quem mané ta chorando? – eu
disse tentando parar, então ele começou a apertar minhas bochechas.
“Paulo Henrique” uma voz feminina
falou atrás de nos. Quando eu olho é uma garota loira, bonita, de olhos claros.
Parecia muito uma Barbie. Percebi que o Pierre ficou com os olhos arregalados
na hora. Então do nada ela corre e pula em cima dele abraçando-o. Devia ser uma
fã doida do Pierre então corri pra segura-la. Porem quando eu ia puxá-la, o
Pierre me impede segurando minha mão. Então a garota solta ele e sorri.
-
Juliana? – ele perguntou assustado. Então eu percebi, aquela garota era a ex
dele.Ela era a garota
pelo qual ele ainda era apaixonado.
Eu via os dois ali,
abraçados e não tinha idéia de como agir. Então quer dizer que aquela garota,
que parecia uma Barbie ou uma modelo, era a Juliana? Minha cabeça rodava e
rodava.
- Nossa! Que
surpresa boa! – Caio dizia e foi abraçá-la. Todos lá estavam felizes e
conversavam animados, mas eu sinceramente nem sequer conseguia escutar. A presença
daquela garota fez meu coração doer, como se estivessem tirando meus músculos
pouco a pouco... E logo essa dor foi
ocupada pela raiva... Eu nunca senti tanta vontade de quebrar uma Barbie na
vida como queria quebrar a cara dela...
Só me vinha algo na
minha mente e era “MORRA VAGABUNDA! MORRA VAGABUNDA!” e nesse stress acabei
tomando um copo inteiro de cerveja que estava lá...
- Nossa! Parece que
você gosta de beber, não é? – ela me dizia com um sorriso brilhante. O que me
deu mais raiva ainda, e daí que eu gosto de beber? Então ela foi beber um copo
de cerveja e bebeu de uma forma delicada como se estivesse bebendo vinho tinto escocês
de 600 anos... Ah vá pra... Fui ao banheiro e via a minha cara amassada, meu
casaco grande e minha cara sem maquiagem qualquer... Obvio que eu jamais
ganharia de uma coisa daquelas. Sim, coisa! Por que aquilo lá não pode nem
sequer ser humana...
- Ele virou
golpista agora? – perguntei ao Luigi. Do jeito que ele tava agindo era como se
fosse.
-
Não! Parece que o papai tem uma namorada! Olha só como ele ta feliz! – o Luigi
fala pra mim. Nossa, será verdade? Desde que a nossa mãe foi embora, ele sempre
ficou só. Ele ficou apaixonado por ela 15 anos e agora está com outra. Eu
fiquei muito feliz, até por que se meu pai, que amou minha mãe há muito tempo
pode mudar de amor, por que alguém como o Pierre não pode? Então os deixei ali
e fui pro meu quarto e ai me olhei no espelho. Pela primeira vez senti vontade
de mudar... Ficar mais bonita...
Dizem que o amor
muda, vamos ver se isso é verdade!























Isa com ciumes *-*
ResponderExcluirsim, ja é um bom passo pra perceber que esta bem apaixonada por ele xD
Excluiradoooooooooooooro <3
ResponderExcluirtorci pra Isa e o Pierre ficarem juntos desde o primeiro capítulo
ain ... eu tbm torço mo pra o Pierre e a Isa ficarem juntos ♥
ExcluirJustamente quando tudo estava indo bem...
ResponderExcluirE eu acho a Dora linda! Mas se os garotos so veem a beleza tipo barbie e vai ser bom para a auto estina dela,fazer o que.
E alguem precisa mostrar o drama heirs (unico coreano que vi lol) para o paulo henrique, os sabios conselhos do Myung Soo dizem que o primeiro amor nunca da certo u.u